Miguel Arruda foi deputado do Chega até há cerca de um ano, quando passou a não-inscrito após a polémica com o roubo das malas em aeroportos.
Miguel Arruda foi deputado do Chega até há cerca de um ano, quando passou a não-inscrito após a polémica com o roubo das malas em aeroportos.Foto: Leonardo Negrão

Mulher de Miguel Arruda vai a julgamento com o marido por recetação das malas

Ex-deputado do Chega, que viu rejeitado o seu pedido de abertura de instrução mas recorreu dessa decisão, está acusado do furto de 21 malas, cinco das quais de uma só vez.
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A mulher de Miguel Arruda vai julgamento com o marido, por suspeitas de recetação das malas furtadas nos aeroportos pelo ex-deputado do Chega, decretou esta sexta-feira um juiz de instrução do Campus da Justiça, avança o Público.

Já Arruda, que viu rejeitado o seu pedido de abertura de instrução mas recorreu dessa decisão, está acusado do furto de 21 malas, cinco das quais de uma só vez. Caso o recurso seja aceite, a sua ida a julgamento poderá ser adiada.

Miguel Arruda foi deputado do Chega até há cerca de um ano, quando passou a não-inscrito após a polémica com o roubo das malas em aeroportos.
Ex-deputado do Chega suspeito de furtar malas no aeroporto acusado de 21 crimes

O ex-deputado do Chega está acusado pelo Ministério Público de 21 crimes de furto qualificado por ter, alegadamente, subtraído várias malas no aeroporto de Lisboa, entre outubro de 2024 e janeiro de 2025.

Segundo a acusação datada de 11 de dezembro, a mulher de Miguel Arruda foi por sua vez acusada de um crime de recetação, por ter presumivelmente usufruído de roupa e outros bens que saberia que tinham sido furtados pelo marido.

Recorde-se que, a poucos dias de ser detido, a 14 de janeiro do ano passado, o então deputado do Chega enviou à mulher, Ana Luísa Arruda, fotos de umas sapatilhas Adidas, um par de sapatos de vela e umas botas de salto baixo que tinha encontrado numa mala verde, cujo conteúdo haveria posteriormente de ser avaliado em perto de 5500 euros.

Na resposta, Ana Luísa Arruda confessou ficar "nervosa" com as "compras" do marido. Noutra troca de mensagens, lembrou o marido que há câmaras nos aeroportos e pediu-lhe para não furtar mais malas.

Miguel Arruda foi eleito deputado à Assembleia da República pelo Chega em março de 2024, passou a deputado independente depois de ter sido constituído arguido em janeiro de 2025 e, quando o processo foi conhecido, negou a prática dos crimes.

Miguel Arruda foi deputado do Chega até há cerca de um ano, quando passou a não-inscrito após a polémica com o roubo das malas em aeroportos.
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