O Ministério Público acusou o automobilista que atropelou mortalmente o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e Chief Publishing Officer da Leya, Pedro Sobral, pela prática dos crimes de homicídio por negligência grosseira, condução perigosa e omissão de auxílio, além de quatro contraordenações rodoviárias graves e muito graves, revela a Procuradoria da Comarca de Lisboa no seu site oficial.Os factos ocorreram na manhã de 21 de dezembro de 2024, na Avenida da India, em Lisboa. De acordo com a acusação, o arguido, ao volante de um automóvel, atropelou um ciclista, causando-lhe ferimentos que acabaram por determinar a morte.Inicialmente, o arguido colocou-se em fuga, mas apresentou-se perante as autoridades mais de quatro horas depois do sucedido.No despacho de acusação, o Ministério Público pede que o arguido seja julgado inapto para a condução e que seja declarada a cassação da respetiva carta de condução.Pedro Sobral era, segundo o currículo artilhado pela Leya, licenciado em Economia e em Ciência Política, pela Universidade Católica de Lisboa, tendo frequentado o Programa de Gestão Geral na Harvard Business School. Com um percurso inicial na área financeira e de consultoria, foi nomeado, em 2004, Diretor de Marketing e Vendas no Grupo Almedina.Em 2008, entrou no Grupo LEYA, como Diretor de Marketing e Conteúdo Digital, mais tarde como Coordenador da Divisão Editorial e, por fim, como Administrador das Edições Gerais do Grupo LEYA..Presidente da APEL morre atropelado quando seguia de bicicleta. Condutor entregou-se mais tarde às autoridades.Morreu Pedro Sobral, presidente da APEL, atropelado quando seguia de bicicleta