A pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, uma das mais reconhecidas especialistas nacionais em matéria de Educação, morreu este sábado, 11 de abril, avançou o Expresso, que confirmou a informação junto da família. Tinha 84 anos.De acordo com o semanário, a pedagoga, que foi presidente do Conselho Nacional de Educação entre 2017 e 2022, morreu vítima de cancro.Licenciada em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e mestre em Análise Social da Educação pela Universidade de Boston, Maria Emília Brederode Santos foi membro do Conselho de Opinião da RTP, da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e do Conselho Consultivo da Educação Financeira.Foi diretora pedagógica do programa televisivo e da revista Rua Sésamo (1987 a 1997) e autora do livro Aprender com a TV (1991). Enquanto assessora do diretor de programas da RTP 2 e do departamento de programas infantis e juvenis da RTP concebeu, produziu foi responsável ou coautora de vários programas televisivos educativos como o Jardim da Celeste, Alhos e Bugalhos ou Poemas Pintados. Participava ainda no blogue Inquietações Pedagógicas.Foi condecorada em 2004 com a Ordem da Instrução Pública – grau de Grande Oficial, depois de já ter sido agraciada em 1994 com o Prémio da Boston University's General Alumni Association, e em 1992 com o Prémio Rui Grácio da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação 1992. Em 2023, recebeu o doutoramento honoris causa, pelo ISPA.Maria Emília Brederode dos Santos nasceu a 21 de março de 1942, em Campo de Ourique, Lisboa. .Presidente da República manifesta profunda tristeza pela morte de Maria Emília Brederode dos Santos.O Presidente da República, António José Seguro, manifestou profunda tristeza pela morte da pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, salientando que dedicou a sua vida a uma educação mais justa e humana.Numa nota publicada na página oficial da Presidência da República, António José Seguro evoca a missão de Maria Emília Brederode dos Santos por uma educação “mais próxima das crianças e dos jovens portugueses”.“Ao longo de décadas, o seu trabalho pioneiro marcou gerações. Como diretora pedagógica da Rua Sésamo e de outros programas para a infância da RTP, soube transformar a televisão num instrumento de aprendizagem e de cidadania, num país que ainda trilhava o caminho da democracia e da escolarização universal. A sua influência sobre a educação portuguesa foi silenciosa na forma, mas profunda nos efeitos”, lê-se na nota divulgada pela Presidência da República.Realça-se ainda que Maria Emília Brederode dos Santos, enquanto presidente do Conselho Nacional de Educação, “exerceu com rigor, independência e sentido de responsabilidade pública uma função essencial para a reflexão e o debate sobre o futuro da escola portuguesa”."Maria Emília Brederode dos Santos foi também uma mulher do 25 de Abril — opositora à ditadura, comprometida com a liberdade e com a ideia de que a educação é sempre um ato político e um ato de esperança. O Presidente da República apresenta as suas mais sentidas condolências à família e a todos os que com ela trabalharam e aprenderam”, acrescenta-se..Líder PS salienta relevantes serviços prestados ao país.Também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, lamentou a morte da pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, considerando que a sua ação marcou “profundamente” as últimas décadas do país e “muitas gerações” de crianças e jovens.“A notícia da morte de Maria Emília Brederode dos Santos entristece-me profundamente. Portugal perde uma pedagoga que marcou profundamente as últimas décadas do nosso país e muitas gerações de crianças e jovens”, escreveu o líder socialista numa nota publicada nas redes sociais. . Na mesma nota, José Luís Carneiro assinalou depois que Maria Emília Brederode dos Santos “fez da educação a paixão da sua vida”.“E Portugal fica a dever-lhe relevantíssimos serviços prestados no exercício de diversas funções, onde deixou sempre uma marca profunda. A sua dedicação e o entusiasmo que sempre colocou na tarefa de ajudar a formar integralmente cidadãos de sucessivas gerações são um exemplo inesquecível”, salientou o secretário-geral do PS.José Luís Carneiro referiu também que Maria Emília Brederode dos Santos, “durante décadas, “foi a companheira” do falecido antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, José Medeiros Ferreira, “figura marcante da construção do Portugal democrático”.“À sua família e aos seus amigos deixo aqui uma palavra de profunda solidariedade, associando-me ao seu pesar”, acrescentou o líder socialista.Com Lusa