Ministro da Administração Interna assume responsabilidade política nas intervenções policiais

Pedro Pinto (Chega) questionou se Luís Neves teria condições para continuar no cargo e gerir um orçamento, considerando-o “um ministro a prazo”.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves
O ministro da Administração Interna, Luís NevesANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O ministro da Administração Interna assumiu esta sexta-feira, 30 de outubro, a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, esclarecendo que a PSP tem “total autonomia técnica, tática e operacional” para tomar as decisões.

“A tomada da decisão, relativamente à forma, ao modo e ao como, pertence à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, com quem estive em permanente contacto. Foi isto que se passou. A responsabilidade política do Governo é absolutamente minha nesta temática e fui eu, com a minha equipa, que acompanhámos o trabalho da Polícia”, disse Luís Neves no parlamento.

Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), os deputados do PS e do Livre, Isabel Moreira e Paulo Muacho, respetivamente, questionaram o ministro sobre as cargas policiais da PSP nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.

"A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o Ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que digo que as acampadas e este tipo de acampamentos têm que terminar, naturalmente é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão que deveria ter entendido de uma forma muito fácil tudo isto", sublinhou Luís Neves.

Luís Neves destaca "a força" que tem no Governo

O ministro da Administração Interna desvalorizou esta sexta-feira, 30 de outubro, no parlamento as críticas de que tem sido alvo, destacando que “é absolutamente notória a força” que tem no Governo.

“Acho que todos os dias é absolutamente notória a força que a Administração Interna tem e que eu tenho”, afirmou Luís Neves, numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O ministro respondia ao deputado do Chega, Pedro Pinto, que questionou se Luís Neves teria condições para continuar no cargo e gerir um orçamento, considerando-o “um ministro a prazo”, conhecido como “ministro da limpeza que varreu Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna” (MAI).

“Não percebo qualquer outra questão que tenha sido aqui colocada relativamente às temáticas apresentadas pelo deputado Pedro Pinto”, disse Luís Neves.

O ministro lembrou que nomeou um novo secretário-geral do MAI, um novo diretor nacional PSP e disse haver “uma proximidade aos bombeiros com as visitas aos 18 distritos.

O governante salientou ainda o processo de negociações que está a decorrer com os sindicatos, que “é muito sério e firme”.

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