Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, com o ministro da Administração Interna,  Luís Neves
Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, com o ministro da Administração Interna, Luís NevesGerardo Santos

Livre quer ouvir Luís Neves no Parlamento, mas junta-se aos partidos que pedem demissão do ministro

Isabel Mendes Lopes considera não haver condições para a continuidade do ministro. Bloco, PS, Chega e IL já tinham, anteriormente às manifestações, usado semelhante expressão. Livre requere audição ao diretor nacional da PSP.
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Isabel Mendes Lopes, coporta-voz do Livre, já tinha reagido à carga policial sobre manifestantes em Lisboa e Porto durante a madrugada deste domingo, 25 de outubro, considerando que as ações foram "inadmissíveis e deliberadas", instando António José Seguro e Luís Montenegro a pronunciarem-se.

Tanto em noticiários da RTP como da TSF, avançou na posição e pediu mesmo a demissão do ministro da Administração Interna, Luís Neves. "Há explicações a dar e não tem condições para continuar no Governo", declarou em ambos os espaços noticiosos a coporta-voz do Livre.

À Imprensa, o gabinete de comunicação de Luís Neves informou que o ministro deverá prestar uma declaração pública pelas 15h00. Para já, da esquerda à direita, pede-se a exoneração do tutelar da pasta, que enfrentará ainda Comissão Parlamentar de Inquérito. O Chega pediu exoneração em julho ainda, a IL fê-lo em setembro, ambas as declarações depois das investigações quanto às obras na sua residência e na permissão de saída de um atrelado com o construtor que fora escolhido para realizar essas mesmas obras. Mais recentemente, Bloco de Esquerda, em setembro, e PS, em outubro, depois de nova polémica no ministério com a demissão de Ricardo Carrilho, apontaram a fragilidade da tutela sob a liderança de Luís Neves, apesar de, tal como o PCP, alargarem o problema ao Governo e a Luís Montenegro. O Livre considerava o mesmo, responsabilizando, acima de tudo, Luís Montenegro.

Ainda que defenda a saída de Luís Neves, o Livre apresentou um requerimento para a realização, com caráter de urgência, de audições ao Ministro da Administração Interna sobre a ofensiva policial nas manifestações pelo direito à habitação, em Lisboa e no Porto. Alarga o pedido de audição ao Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública.

"Perante os relatos divulgados sobre a utilização de bastonadas, cães e balas de borracha contra manifestantes que participavam nas manifestações em Lisboa e no Porto, importa esclarecer as circunstâncias em que ocorreram as cargas policiais e a necessidade e proporcionalidade dos meios utilizados", pode ler-se no pedido entregue pelo partido na Assembleia da República, vincando ser relevante "garantir que a atuação das forças de segurança respeita os direitos fundamentais, nomeadamente o direito de reunião e manifestação, e que os meios utilizados são compatíveis com os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade."

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