O ministro da Educação afirmou esta segunda-feira, 9 de fevereiro, que “a grande maioria” das escolas atingidas pelo mau tempo já reabriu e que as outras reabrem até terça-feira, à exceção de uma em Leiria cujas obras vão demorar duas ou três semanas.Em declarações aos jornalistas em Braga, durante a inauguração de dois Centros Tecnológicos Especializados na Escola Secundária Sá de Miranda, Fernando Alexandre sublinhou que “a quase totalidade” dos alunos já teve aulas na semana passada.“As escolas que ainda não abriram praticamente iam todas reabrir hoje, algumas amanhã [terça-feira], há uma escola em Leiria que é uma situação mais complexa, que é uma escola grande e que a intervenção vai demorar duas, três semanas, mas a empresa já está lá a trabalhar”, referiu.Referiu ainda o caso do Agrupamento Vieira de Leiria, na Marinha Grande, cuja cobertura foi “totalmente arrancada” mas “à partida” estará reposta na terça-feira.O ministro disse que os municípios têm procurado locais alternativos, como bibliotecas, para que as aulas possam funcionar.Em causa escolas sobretudo em Leiria, Pombal e Marinha Grande, mas também de outros concelhos vizinhos, que sofreram danos consideráveis essencialmente com a depressão Kristin, mas algumas também foram atingidas pelas cheias do último fim de semana.“Temos também feito um seguimento escola a escola com o abastecimento elétrico, que é um dos casos mais problemáticos”, disse ainda Fernando Alexandre, garantindo que, nos casos de Leira, Pombal e Marinha Grande, esta segunda está já garantido o acesso à energia em todas as escolas, “seja com a energia da rede, seja através de geradores”.O governante admitiu que, para já, não há um problema de recuperação de aprendizagens, porque “não há muitos dias perdidos”, até porque muitas das escolas estavam em pausas letivas.“Neste contexto, aquilo que é fundamental é garantir que os alunos voltam à escola, e isso está a ser feito. E depois, obviamente, a partir do momento em que retomamos a normalidade, se verá a necessidade de haver aulas suplementares, de haver reposição de aulas e tudo isso para garantir que, obviamente, os alunos, sobretudo aqueles que vão ser avaliados no ensino secundário, não são prejudicados por esta situação”, acrescentou.O governante afastou a hipótese de ensino online, até porque, como frisou, não haveria condições para isso.“Eu tenho dificuldade em falar com alguns diretores, eu com uma diretora só consigo falar quando ela vai para cima do telhado, quase, para termos a ideia do que é que estamos a falar”, observou..Proteção Civil alerta para risco de inundações e deslizamentos de terras