Mau tempo: 13 anos depois, barragem do Alqueva volta a descarregar água (veja os vídeos)
FOTO: Cecília Carmo/DN

Mau tempo: 13 anos depois, barragem do Alqueva volta a descarregar água (veja os vídeos)

As descargas controladas, retomadas no início de fevereiro após um período de chuva intensa na bacia do Guadiana, mantêm-se em curso e estão a ser geridas de forma preventiva pela EDIA.
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As descargas controladas de água na Barragem do Alqueva voltaram a acontecer este sábado, 7 de fevereiro, na sequência do aumento significativo das afluências registado nos últimos dias na bacia hidrográfica do Guadiana, devido à precipitação intensa e persistente. A operação está a ser conduzida pela EDIA, entidade responsável pela gestão do empreendimento de fins múltiplos do Alqueva.

As descargas tinham sido retomadas no passado dia 2 de fevereiro, depois de uma interrupção temporária de cerca de 48 horas, na sequência da estabilização momentânea das entradas de água na albufeira. No entanto, a continuação da chuva levou a uma nova subida dos caudais afluentes, obrigando à manutenção da operação para garantir a segurança da infraestrutura e a gestão equilibrada dos volumes armazenados.

De acordo com a informação divulgada pela EDIA nos últimos dias, o caudal total descarregado — que inclui a água libertada pelos descarregadores e a utilizada para produção hidroelétrica — atingiu valores próximos dos 3.300 metros cúbicos por segundo, enquadrados nos parâmetros técnicos previstos para situações hidrológicas excecionais.

Este é o primeiro episódio de descargas controladas na Barragem do Alqueva desde 2013, ano em que se registou uma situação semelhante. 

Desde a entrada em funcionamento da infraestrutura, este tipo de operação tem ocorrido apenas de forma pontual, sempre associado a períodos de precipitação intensa e prolongada.

A EDIA sublinha que se trata de uma operação planeada e preventiva, realizada em articulação com as autoridades de proteção civil, não estando relacionada com qualquer falha estrutural. 

Ainda assim, as descargas provocam uma subida temporária do nível do Rio Guadiana a jusante da barragem, um efeito expectável e que está a ser acompanhado ao longo do curso do rio, nomeadamente em zonas como Mértola e Alcoutim.

A empresa garante que continuará a monitorizar de forma permanente a evolução das afluências e os níveis da albufeira, ajustando a operação sempre que necessário, destacando o papel do sistema do Alqueva na regulação dos caudais do Guadiana e na mitigação de riscos para populações e atividades económicas localizadas a jusante.

Cecília Carmo DN
Cecília Carmo DN
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