O vento que se fez sentir de madrugada destruiu várias aeronaves e o hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra, causando prejuízos superiores a um milhão de euros, revelou esta quarta-feira, 28 de janeiro, o diretor António Ferreira.“Estamos em fase de avaliação de danos, mas muito por alto, os prejuízos são muito provavelmente na ordem de um milhão de euros ou mais”, destacou o diretor do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto.. De acordo com António Ferreira, foram registados danos acentuados em sete a nove aeronaves, ficando algumas delas irrecuperáveis.“Temos o sistema de indicador de ventos que está partido, a estação meteorológica aeronáutica partida e o dano maior é no hangar da empresa de manutenção, a IAC - Indústrias Aeronáuticas de Coimbra”, descreveu.O hangar ficou sem a cobertura e o portão de entrada acabou também ele por voar, causando danos nas aeronaves que ali estavam alojadas.. Na cidade de Coimbra, o vento levantou parte da cobertura do Mercado Municipal D. Pedro V, que depois de vincar e quebrar, acabou por voltar ao sítio, embora exija reparação.A água entrou no edifício e atingiu as bancas de frutas e legumes, mas não afastou os comerciantes, que decidiram continuar a trabalhar.O mau tempo levou também ao encerramento do Parque do Portugal dos Pequenitos, para reposição dos estragos causados e avaliação das essenciais condições de segurança do edificado e património arbóreo.O concelho de Coimbra registou ainda falta de energia elétrica, a qual teve consequências no fornecimento de água em cerca de 10 freguesias, além da queda de árvores de grande porte, que provocaram o corte de estradas, como o IC2, bem como de algumas ruas importantes na cidade.“Fechámos as escolas e recomendámos à Universidade e ao Politécnico para também fecharem atividades, porque a circulação tem que ser cautelosa”, explicou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, durante a manhã.O metrobus também sofreu constrangimentos.O mau tempo não provocou vítimas no concelho de Coimbra, tendo, no entanto, deixado desalojadas "menos de meia dúzia de famílias", que foram realojadas em casas de familiares.A autarca disse ainda que estão a fazer os possíveis para que as escolas reabram quinta-feira. .Autarca apela ao Governo que seja decretado estado de calamidade em Leiria.Veja as imagens dos efeitos da passagem da depressão Kristin