Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa
Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casaDR

Julgamento de rapaz acusado de matar mãe em Vagos será retomado a 10 de abril

O julgamento decorre à porta fechada, uma vez que foi determinada a exclusão de publicidade, exceto na leitura da decisão, que será pública.
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O julgamento do rapaz de 14 anos acusado de matar a mãe, a vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato, será retomado a 10 de abril, depois de não ter sido "possível obter a comparência das duas testemunhas que falta inquirir e dada a indisponibilidade de agenda por parte das defensoras para o dia de amanhã [27 de março], bem como a interposição do período da Páscoa".

O menor está a ser julgado à porta fechada no âmbito de um Processo Tutelar Educativo instaurado pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.

Na sessão desta quarta-feira, "no seguimento da produção da prova, prestaram esclarecimentos o médico pedopsiquiatra e o psicólogo que elaboraram os relatórios juntos aos autos e procedeu-se à inquirição da totalidade das testemunhas que se encontravam convocadas, concretamente dois agentes da Polícia Judiciária, o psicólogo que exerce funções no centro educativo em que o jovem se encontra a cumprir a medida cautelar e uma outra testemunha que, não estando convocada, o tribunal logrou fazer comparecer".

Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa
Julgamento de rapaz acusado de matar mãe em Vagos começou com declarações do próprio

O julgamento decorre à porta fechada, uma vez que foi determinada a exclusão de publicidade, o que significa que as audiências decorrem sem a presença de público ou da comunicação social, exceto na leitura da decisão, que será pública. O pai do jovem pode assistir à audiência, uma vez que se trata de um menor.

O jovem, que está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, está a ser julgado por um tribunal coletivo, composto por um juiz de carreira e dois juízes sociais (cidadãos, sem formação jurídica específica, nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores).

O Ministério Público requereu a aplicação ao jovem da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, que corresponde à medida mais gravosa.

O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, no distrito de Aveiro.

A vítima foi encontrada pelo marido que alertou os bombeiros. Apesar das manobras de reanimação realizadas, o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação.

Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção do filho da vereadora, por fortes indícios de ter assassinado a mãe.

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Filho de 14 anos suspeito de matar vereadora da Câmara de Vagos fica internado em regime fechado

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