Tiago Grila
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Influencer Tiago Grila vai a julgamento por atropelamento de mulher na Amadora

Juiz decidiu esta segunda-feira que há elementos suficientes para que o influencer responda em tribunal.
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O influencer Tiago Grila vai mesmo responder em tribunal pelo atropelamento de uma jovem na Amadora, ocorrido em janeiro de 2024. A decisão foi tomada esta segunda-feira, 6 de julho, pelo juiz de instrução do processo.

O magistrado entendeu que existem elementos suficientes para levar o influencer a julgamento por três crimes: ofensa à integridade física grave por negligência, omissão de auxílio e condução sem habilitação legal. A acusação formal foi deduzida pelo Ministério Público (MP) em março deste ano.

Os factos remontam à noite de 17 de janeiro de 2024, nas imediações do Bingo da Amadora. A vítima, Marina Sousa, tinha acabado de sair do estabelecimento e aguardava pelo sinal verde para peões. Segundo a acusação, "enquanto atravessava na passadeira, a ofendida foi embatida pela dianteira da viatura conduzida pelo arguido, tendo caído e perdido os sentidos", pode ler-se num comunicado do MP.

Um dos pontos centrais da acusação prende-se com o comportamento de Tiago Grila após o embate. O documento refere que o arguido chegou a sair do veículo e a aproximar-se da vítima, caída no solo. No entanto, "após ter estado junto da mesma por alguns momentos, regressou à viatura e encetou fuga para parte incerta, não prestando qualquer auxílio nem tendo chamado o INEM".

A investigação, coadjuvada pela PSP, apurou ainda que o influencer "não era titular de documento que legalmente o habilitasse a conduzir o tipo de veículo em que seguia". O impacto e a falta de assistência imediata tiveram consequências graves para a vítima. O Ministério Público sublinha que, como resultado direto da conduta do arguido, a jovem sofreu lesões graves e dores prolongadas que "afetaram a sua capacidade de trabalho durante mais de um ano".

Tiago Grila falou sobre o caso em tom de gozo num podcast. Após a repercussão das declarações, tentou desvalorizá-las, alegando que se tratava de uma "estratégia de marketing". Fez o mesmo esta segunda-feira, ao partilhar uma notícia sobre a decisão instrutória e escrever: "somos mídia".

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