Tiago Grila
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Ministério Público acusa influenciador Tiago Grila de três crimes após atropelamento na Amadora

Arguido terá fugido do local após embater em mulher que atravessava na passadeira com sinal verde. Ministério Público confirma que o condutor não tinha na altura habilitação legal de condução.
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O Ministério Público (MP) da Amadora deduziu acusação formal contra o influenciador digital Tiago Grila, de 34 anos, pela prática de três crimes graves relacionados com um atropelamento ocorrido em janeiro de 2024. De acordo com despacho da Procuradoria da República da Comarca de Lisboa Oeste, o arguido irá responder por ofensa à integridade física grave por negligência, omissão de auxílio e condução sem habilitação legal.

Os factos remontam à noite de 17 de janeiro de 2024, nas imediações do Bingo da Amadora. A vítima, Marina Sousa, tinha acabado de sair do estabelecimento e aguardava pelo sinal verde para peões. Segundo a acusação, "enquanto atravessava na passadeira a ofendida foi embatida pela dianteira da viatura conduzida pelo arguido, tendo caído e perdido os sentidos", pode ler-se em comunicado do MP.

Fuga sem prestar auxílio

Um dos pontos centrais da acusação prende-se com o comportamento de Tiago Grila após o embate. O documento indica que o arguido chegou a sair do veículo e a aproximar-se da vítima caída no solo. No entanto, "após ter estado junto da mesma por alguns momentos, regressou à viatura e encetou fuga para parte incerta, não prestando qualquer auxílio nem tendo chamado o INEM".

A investigação, coadjuvada pela PSP, apurou ainda que o influenciador "não era titular de documento que legalmente o habilitasse a conduzir o tipo de veículo em que seguia".

O impacto e a falta de assistência imediata resultaram em consequências severas para a ofendida. O Ministério Público sublinha que, como resultado direto da conduta do arguido, a vítima sofreu lesões graves e dores prolongadas que "afetaram a sua capacidade de trabalho durante mais de um ano".

O caso ganhou contornos mediáticos após Tiago Grila ter falado sobre o incidente num podcast, declarações que mais tarde tentou desvalorizar como sendo uma "estratégia de marketing". Contudo, as provas recolhidas no inquérito (NUIPC: 26/24.9PTAMD) foram consideradas suficientes pelo Ministério Público para sustentar a acusação e levar o processo a julgamento.

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