INEM e Liga de Bombeiros acordam reforço de meios com foco na margem sul de Lisboa
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INEM e Liga de Bombeiros acordam reforço de meios com foco na margem sul de Lisboa

Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.
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O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram esta quinta-feira, 8 de janeiro, um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.

No final de uma reunião entre os presidentes das duas entidades, que decorreu de manhã na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses, em Lisboa, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Cabral, adiantou que ficou acordado um reforço permanente de meios para a região de Lisboa, com um foco inicial na margem sul do Tejo, havendo um compromisso para transformar em contratos permanentes os contratos sazonais de reforço de meios.

“Nós identificamos hoje, de uma forma muito clara, que temos constrangimentos, principalmente na cidade de Lisboa, na área metropolitana de Lisboa, mas o grande foco, neste momento, tem a ver com a margem sul. E é aí que nós vamos fazer o reforço inicial”, disse Luís Cabral.

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“Em todas as outras situações em que for necessário esse reforço, nomeadamente na cidade de Lisboa, muitas das situações passam […] por transformar ambulâncias que são contratualizadas pelo INEM, do ponto de vista sazonal, ou seja, que são apenas, numa determinada altura do ano, transformar essas ambulâncias em ambulâncias definitivas”, acrescentou.

O presidente do INEM sublinhou que o caráter esporádico desses contratos “cria alguma instabilidade no relacionamento laboral dos corpos de bombeiros com os tripulantes” e que transformar os contratos sazonais em contratos permanentes aumenta a disponibilidade de meios para o INEM.

Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

Uma idosa, com cerca de 70 anos, morreu na quarta-feira (7 de janeiro) na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar cerca de 40 minutos por uma ambulância, que veio de Carcavelos, a 35 quilómetros do local da ocorrência. Um homem de 68 anos morreu nesse mesmo dia, em Tavira, depois de ter estado mais de uma hora a aguardar por meios de socorro. Na véspera, um homem de 78 anos morreu, no concelho do Seixal, depois de ter aguardado quase três horas pela chegada de meios de emergência médica. Três casos em três dias.

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