Incêndio queimou 2000 hectares de terreno em Torre de Moncorvo
EPA/PEDRO SARMENTO COSTA

Incêndio queimou 2000 hectares de terreno em Torre de Moncorvo

Mais de 1.400 operacionais e 450 meios terrestres mobilizados para os incêndios de Torre de Moncorvo, Santo Tirso, Arouca e Boticas, na região Norte, que já estão em fase de resolução.
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O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, estimou esta quinta-feira, 20 de agosto, que o incêndio que deflagrou, no sábado, no concelho tenha consumido uma área que ultrapassa os 2.000 hectares, causando prejuízos agrícolas de relevo.

Em declarações à agência Lusa, José Meneses disse que dados ainda provisórios indicam que o fogo, que começou no sábado junto à localidade de Cabeça Boa, terá queimado mais de 2.000 hectares de terreno neste concelho do distrito de Bragança.

“Numa estimativa global e provisória, já que o incêndio se alastrou ao concelho vizinho de Carrazeda de Ansiães, a área ardida é superior aos 3.000 hectares. Destes, 2.000 abrangem o concelho de Torre de Moncorvo, com incidência nas localidades de Lousa e Cabeça Boa”, afirmou o autarca social-democrata.

José Meneses adiantou ainda que há técnicos municipais no terreno para avaliar a área real ardida neste concelho, que estão munidos de um formulário que terá de ser preenchido pelos lesados.

“Estamos a fazer um levantamento dos prejuízos agrícolas e de aglomerados de sobreiros nas localidades de Lousa e Cabeça Boa, que são as mais afetadas no concelho de Torre de Moncorvo”, frisou.

Os elementos recolhidos pelos técnicos serão, depois, enviados às entidades responsáveis no sentido de haver ajudas para os proprietários lesados.

O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, foi dado como dominado às 21:50 de quarta-feira.

Fonte da Proteção Civil referiu na quarta-feira à noite que havia ainda alguns pontos quentes, o que obriga a manter operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer "nos próximos dias".

De acordo com o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), esta quinta-feira, às 16:10 mantinham-se no terreno 352 operacionais, apoiados por 116 viaturas.

Quatro fogos a Norte já em resolução mantêm mais de 1.400 operacionais no terreno

Mais de 1.400 operacionais e 450 meios terrestres estavam esta quinta-feira, às 12:30, mobilizados para os incêndios de Torre de Moncorvo, Santo Tirso, Arouca e Boticas, na região Norte, que já estão em fase de resolução, de acordo com a Proteção Civil.

Segundo o 'site' da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que regista as ocorrências a nível nacional, pelas 12:30 estes incêndios na região Norte eram as únicas ocorrências significativas a registar, embora os quatro fogos estejam já em fase de resolução.

O incêndio que mobiliza mais meios é o de Arouca, concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto (AMP), que deflagrou na segunda-feira, foi dominado esta manhã, às 08:20, e estava pelas 12:30 a ser acompanhado por 587 operacionais, 191 meios terrestres e três aéreos.

Três dos quatro bombeiros voluntários de Arouca que seguiam num carro de combate a incêndios que se despistou na madrugada de quarta-feira sofreram ferimentos graves e encontram-se internados no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.

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Fogo em Arouca em fase de resolução

Já em Boticas, no distrito de Vila Real e sub-região do Alto Tâmega e Barroso, o incêndio que teve início na terça-feira mobilizava 315 operacionais, 100 meios terrestres e três aéreos.

Este fogo, juntamente com outros que começaram nas aldeias de Nogueira e Ardãos desde sábado à noite, atingiram cerca de 70% da área desta freguesia do concelho de Boticas e destruíram pinhal, apiários e pasto para os animais.

Das ocorrências significativas, o incêndio que já está a mobilizar menos meios é o de Santo Tirso (distrito do Porto e AMP), com 140 operacionais, 43 meios terrestres e já sem meios aéreos, após se ter deflagrado na segunda-feira.

O incêndio foi dado como dominado ao final de tarde de quarta-feira.

O fogo de Alijó (Douro e distrito de Vila Real), que deflagrou na quarta-feira à tarde, encontra-se em fase de conclusão, segundo a Proteção Civil, após ser dado como dominado pelas 01:20 desta quinta-feira. Mobiliza ainda 64 operacionais e 20 meios terrestres.

Sete concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco e Guarda estão esta quinta-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em causa estão os concelhos de Vimioso, Miranda do Douro, Mogadouro, Carrazeda de Ansiães (Bragança), Trancoso, Sabugal (Guarda) e Penamacor (Castelo Branco).

O IPMA colocou também mais de 50 concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro em perigo muito elevado de incêndio.

Em perigo muito elevado estão mais de 60 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Bragança, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

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