Imprensa. Gastos com fármacos para cancro triplicam em 10 anos. Mulheres ganham menos 244 euros que os homens
Os principais diários nacionais de hoje dão destaque ao jogo da seleção nacional esta noite, às 20 horas, no Mundial de Futebol, mas também há espaço para outras notícias.
A despesa hospitalar em Portugal com tratamentos oncológicos mais do que triplicou nos últimos dez anos e representa mais de um terço da despesa total com medicação na área hospitalar, revela o jornal Público.
Nos primeiros quatro meses do ano, a despesa dos hospitais com medicamentos foi de 915,1 milhões de euros, sendo que os gastos com medicamentos para o cancro somaram 320,1 milhões de euros, ou seja, 35% do total. Trata-se, segundo os relatórios divulgados de monitorização do mercado do Infarmed, de um aumento de 7,8% em relação aos mesmos meses de 2025, e de mais de 80,7 milhões de euros em relação ao montante até março deste ano.
No Jornal de Negócios o destaque vai também para a saúde, com o jornal económico a avançar que as despesas com saúde representam 5% dos gastos das famílias portuguesas. O peso da saúde nos orçamentos das famílias é dos mais altos da União Europeia, avança o jornal, mas o dinheiro que sai diretamente do bolso dos agregados para cuidados de saúde desacelerou no ano passado, crescendo 4,4%, num mínimo de quatro anos.
No Jornal de Notícias, o destaque vai para a disparidade salarial entre homens e mulheres, com as mulheres a ganharem menos 244 euros nas mesmas funções. Os dados são do mais recente barómetro das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres da Direção-Geral de Coordenação e Planeamento, segundo o qual "o ganho médio mensal ilíquido das mulheres em Portugal era de 1439,9 euros em 2024, bem abaixo dos 1683,8 euros auferidos pelos homens, o que representa uma diferença salarial de género ( GPG) de 14,5%", escreve o jornal. No entanto, os dados também apontam para que uma redução da diferença nos últimos anos, sendo que as mulheres são penalizadas trabalharem em áreas de atividade mais ligadas à saúde e ao apoio social.
O Correio da Manhã lembra o homicídio de três pessoas por Pedro Dias em outubro de 2016 em Aguiar da Beira. Pedro Dias matou o GNR Carlos Caetano, de 29 anos, Liliana Pinto, de 27 anos, e o marido, Luís Carlos, de 29. Foi condenado a 25 anos de prisão e a pagar meio milhão de euros às famílias das vítimas, mas estas não receberam nada escreve o Correio da Manhã. Houve outra vítima que sobreviveu, também GNR, António Ferreira, que tem uma bala alojada no corpo que o impede de regressar ao trabalho.

