A Polícia de Segurança Pública (PSP) fez 38 detenções no primeiro semestre deste ano por furtos no interior de residências, um crime que, segundo esta força policial, caiu cerca de 9% comparativamente com o período homólogo de 2025.Segundo a PSP, no primeiro semestre foi registado um total de 2303 crimes desta tipologia – menos 228 que no ano passado -, sendo que 1471 ocorreram com recurso a arrombamento, escalamento ou chaves falsas. Neste tipologia de furto foram detidas 31 pessoas.“Apesar da tendência de descida consolidada ao longo dos últimos anos (desde 2022), o crime de furto em interior de residência representa para a PSP uma prioridade para efeitos de prevenção e investigação, pelos mais diversos motivos, entre os quais o impacto que tem no sentimento de segurança dos cidadãos”, diz em comunicado.A PSP aconselha a fechar e trancar devidamente a porta sempre que sair de casa; a certificar-se de que a porta de acesso ao edifício e/ou garagens ficam fechadas; a manter alguma roupa estendida ou recorrer a algum tipo de iluminação de presença que permita dar a entender que possa estar algum morador no interior da residência; a não divulgar nas redes sociais as suas rotinas diárias, bem como os períodos de ausência da sua casa; a tirar notas sobre pessoas ou veículos suspeitos que detete na rua; comunicar à Polícia qualquer situação suspeita. Finalmente, a PSP apela à denúncia de todos os crimes de que se tenha conhecimento, quer na condição de vítima quer na condição de testemunha.A PSP lembra ainda que o Serious And Organised Crime Threat Assessment (SOCTA) 2025, elaborado pela Europol, refere o crescente impacto que os grupos organizados e itinerantes têm na criminalidade contra a propriedade. “A principal ameaça decorre destes grupos criminosos que viajam de região para região e de país para país, com o objetivo de perpetrar este tipo de crimes, visando moradias e apartamentos (independentemente da tipologia), geralmente mantendo os mesmos métodos de introdução nas habitações”, diz..PSP deteve 38 carteiristas nos primeiros três meses do ano