As fronteiras terrestres, aéreas e marítimas de Portugal e Espanha terão um reforço de fiscalização com um novo contingente da Frontex. Chamado de "Contingente 5", a resposta possui 300 operacionais e especialistas da agência europeia. O grupo apresentado em cerimónia esta tarde, 24 de junho, em Lisboa. "É um grande dia para a segurança", afirmou Luís Neves, ministro da Administração Interna, durante o evento.Em Portugal, o foco estará nos aeroportos. Os agentes vão ajudar no controlo das pessoas e verificações dos documentos de viagem. Para este fim, estarão disponíveis 60 profissionais. As operações vão ocorrer não são em Lisboa, mas também nos aeroportos de Faro, Ponta Delgada e Funchal.De uma forma geral, o "Contingente 5" vai atuar na gestão da imigração, detecção de crimes transfronteiriços, vigilância aérea e marítima, recolha e partilha de informações e identificação de pessoas vulneráveis e vítimas de tráfico humano.De acordo com as autoridades, trata-se de um novo modelo que a Frontex está a apostar, com mais proximidade. "O novo Comando Continental em Lisboa representa mais um passo nos esforços da Frontex para aproximar a liderança e a coordenação dos locais onde as operações acontecem. Ao trabalhar lado a lado com as autoridades nacionais, a Frontex está mais bem preparada, responde mais rapidamente e presta apoio onde ele é mais necessário", destaca.Além do aeroporto, outro reforço será no patrulhamento marítimo, com 80 agentes destacados. "Os meios operacionais incluem embarcações, helicópteros e aeronaves de vigilância de asa fixa", destaca. O patrulhamento será, principalmente, no Mediterrâneo Ocidental.Em atualização.UE envia 25 agentes da Frontex e oito milhões de euros a Portugal para apoio nas fronteiras .Proibições de entrada em Portugal duplicaram em 2025. Detenções nas fronteiras aéreas aumentaram 34%