Forças Armadas mantêm cerca de 40 patrulhas e quatro helicópteros no combate aos incêndios
Além dos bombeiros, patrulhas das Forças Armadas também estão mobilizadas no combate aos incêndios em Portugal. De acordo com um comunicado oficial, cerca de 40 patrulhas da Marinha e do Exército encontram-se no terreno.
Em Vouzela e Santo Tirso, onde ocorreram os maiores incêndios dos últimos dias, os militares estão empenhados em operações de rescaldo e vigilância pós-rescaldo. Há uma patrulha destacada para Santo Tirso e duas para Vouzela, concelho onde se registou a maior área ardida. Como o DN revelou esta terça-feira, este incêndio colocou Portugal no topo da Europa em área ardida em 2026.
Segundo as Forças Armadas, estão ainda destacados dois destacamentos de engenharia em Vouzela. Um terceiro encontra-se pré-posicionado em Leiria, preparado para responder a eventuais necessidades operacionais.
No âmbito do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), as equipas são apoiadas, em todas as operações, por meios aéreos tripulados e por sistemas aéreos não tripulados da Marinha e da Força Aérea. As missões incluem ações de vigilância e patrulhamento em todo o território nacional, "assegurando uma presença permanente nas áreas de maior risco", lê-se no comunicado.
Dois dos helicópteros utilizados são do modelo AW119 Koala, "dedicados a missões de vigilância, reconhecimento e coordenação aérea". Os outros dois são UH-60 Black Hawk, "empregues em missões de combate aos incêndios e na projeção de operacionais para zonas de difícil acesso".
A presença contínua no terreno e no ar tem dois objetivos: contribuir para a deteção precoce de incêndios e de eventuais reacendimentos e identificar comportamentos negligentes ou ilícitos, "em estreita articulação com as autoridades competentes". As Forças Armadas asseguram ainda o alojamento e a alimentação dos bombeiros em Abrantes, bem como o apoio à operação dos aviões Canadair mobilizados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
No comunicado, as Forças Armadas sublinham que "mantêm-se empenhadas em apoiar as autoridades de proteção civil, contribuindo para a proteção das populações, dos bens e do património natural".
amanda.lima@dn.pt

