Nuno Pardal Ribeiro, ex-dirigente do Chega.
Nuno Pardal Ribeiro, ex-dirigente do Chega.DR

Ex-dirigente do Chega acusado de prostituição de menores vai a julgamento

Tribunal nega pedido de Nuno Pardal Ribeiro, que queria que o processo fosse suspenso mediante pagamento de uma injunção e cumprimento de regras determinadas pela magistrada.
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O ex-dirigente do Chega acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de prostituição de menores agravados, Nuno Pardal Ribeiro, vai mesmo a julgamento, avança esta quinta-feira, 16 de outubro, o Expresso.

Apesar de Pardal Ribeiro ter pedido, na fase de instrução, que o processo fosse suspenso mediante pagamento de uma injunção e cumprimento de regras determinadas pela magistrada, a juíza Isabel de Noronha decidiu pronunciar o antigo vice-presidente da distrital de Lisboa do partido de André Ventura.

Tribunal, MP e família da vítima opuseram-se ao pedido de Pardal Ribeiro.

O ex-dirigente do Chega admitiu esta quinta-feira um "ato sexual" com o menor, que conheceu no Grindr, mas rejeitou ter tido sexo oral com ele, alegando que acreditava que a vítima era maior de idade e que o dinheiro dado ao menor foi para jantar com amigos.

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O caso, conhecido no início deste ano, levou à demissão de Nuno Pardal Ribeiro em fevereiro, por "não reunir condições para o efeito". Na altura, alegou que "os factos que estão descritos [na acusação], alguns, ou seja, os mais graves, não correspondem à verdade", mas recusou adiantar mais detalhes.

Segundo o procurador Manuel dos Santos, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais, citado pelo Expresso, "o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos e era sexualmente inexperiente", praticou sexo oral com o menor e, no fim, enviou um código através do MbWay para que o adolescente pudesse levantar 20 euros.

O caso terá sido denunciado à Polícia Judiciária pelos pais do menor depois de terem tido acesso às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho.

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