Na sequência de relatos de um estrondo audível na região da Figueira da Foz sentido esta segunda-feira, 27 de abril, pelas 12h30, a Força Aérea revelou esta terça-feira que o mesmo teve origem numa missão operacional de F-16M, no âmbito da defesa aérea, em que houve necessidade de ultrapassar a barreira do som."Este tipo de atividade é essencial para garantir a prontidão e eficácia dos meios nacionais na salvaguarda do espaço aéreo, estando a todo o momento assegurado o controlo da situação/atividade", explicou a Força Aérea, num comunicado enviado às redações.O ramo das forças armadas adianta que, "em determinadas condições atmosféricas, nomeadamente inversões térmicas ou variações de densidade do ar, pode verificar-se uma maior propagação das ondas de choque, tornando o fenómeno mais audível e abrangente que o expectável à superfície".A Força Aérea garante que "não existiu qualquer situação de perigo para a população, tratando-se de uma ocorrência pontual decorrente de operações essenciais à segurança e defesa nacional". .Ocorrência semelhante a explosão sentida no litoral Centro mas a causa é misteriosa.Pelas 12h37, no parque de estacionamento exterior de uma superfície comercial na vila de Buarcos, Figueira da Foz, a Lusa constatou a ocorrência de um curto barulho surdo - semelhante a um trovão longínquo - mas claramente audível, imediatamente seguido de uma onda de choque que durou cerca de dois segundos, fez tremer o chão e abanar violentamente os vidros do supermercado.Fonte do Serviço Municipal de Proteção Civil da Figueira da Foz - cujo edifício está localizado na zona leste da cidade, a cerca de 2,6 quilómetros da referida superfície comercial – vincou ter ouvido o barulho e sentido a onda de choque, mas indicou na altura que a causa era desconhecida.