Diretor financeiro nega à direção da PJ obras em sua casa pela Construbarcelos
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Diretor financeiro nega à direção da PJ obras em sua casa pela Construbarcelos

Perante o desmentido formal, esta polícia não ordenou qualquer processo disciplinar.
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O diretor financeiro da Polícia Judiciária (PJ) negou a realização de obras na sua casa pela Construbarcelos, depois de confrontado internamente pela direção nacional desta polícia, que, perante o desmentido, não ordenou qualquer processo disciplinar.

“A Polícia Judiciária (PJ) esclarece que, assim que teve nota das notícias sobre esta matéria, na comunicação social, a Direção Nacional desta polícia questionou, imediatamente, o dirigente em causa, que desmentiu, de forma categórica, terem sido realizadas quaisquer obras na sua residência particular com a empresa Construbarcelos”, lê-se numa nota da PJ enviada esta sexta-feira, 7 de agosto.

Em causa está uma notícia divulgada na quinta-feira pela TVI/CNN e Nascer do Sol, que dava conta de que a empresa do empreiteiro na base da polémica com as obras sem licenciamento na casa de Odemira do anterior diretor nacional, Luís Neves, e também contratado por 17 vezes para obras na PJ, também teria realizado obras na casa do diretor financeiro da polícia criminal, Álvaro Pires.

“Nessa conformidade, e em virtude de a Direção Nacional da Polícia Judiciária não ter qualquer elemento que indicie a realização das referidas obras, não ordenou a abertura de qualquer processo disciplinar relativamente a este dirigente”, acrescentou ainda a PJ.

Na mesma nota, a PJ dá ainda conta de ter sido notificada por Álvaro Pires do envio de um texto para exercer direito de resposta à notícia avançada na quinta-feira.

Diretor financeiro nega à direção da PJ obras em sua casa pela Construbarcelos
Construbarcelos também fez obras em casa do diretor financeiro da PJ

Luís Neves tem estado sob escrutínio por obras numa propriedade em Odemira, no Alentejo, nomeadamente a piscina sem licenciamento, que segundo o ministro foi projetada para ser um tanque, tendo ainda Luís Neves afirmado que desconhecia que o monte se localizava em área de Reserva Agrícola Nacional e Reserva Ecológica Nacional.

As obras foram realizadas pela empresa Construbarcelos, do empreiteiro João Carvalho, a mesma que ganhou 17 concursos para obras na PJ durante os mandatos de Luís Neves, de valor superior a dois milhões de euros.

O dono da Construbarcelos teve na sua posse, por decisão de Luís Neves, um atrelado apreendido num processo relacionado com tráfico de droga, um caso que motivou a abertura de um inquérito.

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