Foram desencadeadas diligências "urgentes" levadas a cabo pela Judiciária.
Foram desencadeadas diligências "urgentes" levadas a cabo pela Judiciária.Foto: Reinaldo Rodrigues

Detido em Loulé suspeito de violar a ex-companheira. Barricou-se e tentou escapar de uma janela

Suspeito terá entrado, durante a madrugada, na casa da ex-companheira, onde, empunhando uma arma, "imobilizou-a, impedindo-a de resistir" às agressões, colocando-se depois em fuga, refere a PJ.
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Um homem de 36 anos foi detido em Loulé, Algarve, por suspeita da prática de crimes de violência doméstica e violação contra a ex-companheira. Após as agressões, colocou-se em fuga, barricou-se, tentou escapar por uma janela e acabou detido por elementos da GNR, informou esta segunda-feira, 13 de julho a Polícia Judiciária (PJ).

A investigação desenvolveu-se desde o início deste mês, "após a prática de um crime de violação" contra a ex-companheira, que já era alvo de violência doméstica, "com múltiplos episódios de agressão física, alguns com internamento hospitalar", explica a polícia de investigação criminal. A detenção aconteceu no sábado, 11 de julho.

"Para consumar a violação, o agressor, com antecedentes policiais e criminais por crimes violentos, entrou na residência, durante a madrugada, e surpreendeu a vítima com violência, empunhando uma arma, imobilizou-a, impedindo-a de resistir e colocou-se em fuga após as agressões", conta a PJ, em comunicado.

Foram desencadeadas diligências "urgentes" levadas a cabo pela Judiciária, que permitiram reunir elementos de prova "fortemente indiciadores da prática dos crimes, viabilizando a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito".

No dia em que foi efetuada a detenção, o homem "intercetou a sua ex-companheira, na rua, exibiu-lhe uma arma e coagiu-a entrar na residência de uma vizinha", que conseguiu chamar a GNR. Esta força de segurança deslocou meios para o local e cercou a habitação.

"No interior, o agressor barricou-se, na posse de uma arma que utilizou para intimidar a sua ex-companheira, obrigando-a a manter relações sexuais, com recurso a violência", explicam as autoridades. Após as agressões, tentou escapar por uma janela, "tento sido intercetado pelos elementos da GNR, ainda na posse da arma", lê-se na nota.

A investigação permitiu apurar que os episódios de violência começaram em setembro de 2024 e "intensificaram-se a partir de abril de 2025, após o anúncio de uma gravidez, até à separação do casal, em dezembro do ano passado". A PJ indica que a investigação ainda está em curso para apurar a extensão da atividade criminosa e que o detido vai agora ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

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