Depressão Ingrid. Muita chuva leva a descargas preventivas em barragens e agrava risco de cheias
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Depressão Ingrid. Muita chuva leva a descargas preventivas em barragens e agrava risco de cheias

A aproximação da depressão Ingrid a Portugal, a partir da tarde desta quinta-feira, 22 de janeiro, está a motivar medidas preventivas em várias regiões do país.
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A depressão Ingrid começa a afetar Portugal a partir da tarde desta quinta-feira, trazendo chuva por vezes forte, neve nas zonas mais elevadas e agitação marítima severa, com ondas que poderão atingir os 15 metros. Perante este cenário, o IPMA emitiu aviso vermelho para todo o litoral, devido ao estado do mar, e aviso amarelo para a precipitação. 

No Algarve, onde as albufeiras da região se encontram, em média, com 88% da sua capacidade - um valor acima da média nacional, que ronda os 83% -, como medida preventiva face à precipitação prevista, cinco das seis albufeiras algarvias já estão a realizar descargas controladas, com o objetivo de criar capacidade adicional de armazenamento. Por enquanto, a única exceção é a Barragem da Bravura

Dados da Agência Portuguesa do Ambiente
Dados da Agência Portuguesa do AmbienteAPA

Esta barragem apresenta cerca de 70% de armazenamento e poderá vir a iniciar descargas nos próximos dias. Trata-se de um cenário significativo, tendo em conta que, nos últimos anos, os níveis chegaram a descer para valores inferiores a 20%, refletindo a severidade da seca então vivida. 

Apesar de os aumentos de caudal não serem considerados elevados, José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, em declarações ao DN, deixa um apelo à população que vive ou circula a jusante das barragens, recomendando "prudência e cuidados redobrados, nomeadamente evitando a aproximação a linhas de água e zonas ribeirinhas". 

O agravamento das condições meteorológicas está também a motivar ações preventivas noutras regiões do país. José Pimenta Machado explica que, “prevendo-se ainda chuvas fortes para a próxima semana, com incidência sobretudo a norte do Mondego", irá ser necessária "uma ação antecipativa para evitar cheias”. Nesse sentido, está prevista a realização de descargas na Barragem da Caniçada e uma vigilância reforçada das bacias do Vouga, do Mondego e da cascata do Zêzere, bem como das respetivas albufeiras. 

Risco de cheias rápidas nas cidades

Em meio urbano, cidades como Lisboa poderão registar constrangimentos associados à chuva intensa, nomeadamente cheias rápidas, dificuldades de drenagem e problemas na circulação rodoviária

“Continuaremos a acompanhar a evolução da situação e a divulgar informação sempre que necessário”, sublinha José Pimenta Machado, reforçando o apelo ao cumprimento das recomendações da Proteção Civil e à atenção permanente às atualizações meteorológicas nos próximos dias. 

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