Todo o território de Portugal vai estar em "estado de prontidão especial" devido à depressão Ingrid. O anúncio foi feito esta quinta-feira, 22 de janeiro, pela Proteção Civil, que fez o alerta os riscos a que a população vai estar exposta, razão pela qual os meios de emergência e socorro vão estar em prontidão naquelas “zonas mais críticas”.
“Na sequência das previsões meteorológicas e, depois de fazermos uma avaliação de risco, concluímos que existe um conjunto de riscos potenciais significativos, nomeadamente nas zonas da queda de neve e do galgamento costeiro”, disse Mário Silvestre, comandante nacional de operações da Proteção Civil, revelando que “alguns locais e algumas aldeias poderem ficar isolados devido à queda de neve", pelo que a vida das pessoas pode ser afetada e, como tal, pode ser afetada a "capacidade do socorro".
Nesse sentido, as autoridades apelam para que as pessoas “evitem ao máximo a circulação nas vias rodoviárias”. Os serviços municipais de Proteção Civil vão no entanto avaliar, caso a caso, a possibilidade de serem "fechadas escolas, creches, bem como serviços não essenciais, minimizando a necessidade de deslocação das populações e consequentemente diminuição do risco".
“O país ficará em estado de prontidão especial, que aumentámos para nível III para as sub-regiões mais afetadas, com exceção da sub-região do Alentejo central e do baixo Alentejo”, referiu Mário Silvestre, sublinhando que se deve à queda de neve e "ao impacto previsível da agitação marítima".
O distritos onde se podem registar situações mais críticas são os de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, que vão estar sob aviso vermelho a partir da meia-noite desta sexta-feira devido à neve, prolongando-se pelo menos até às 9h00 de sábado, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), referindo que a queda de neve poderá suceder acima de 600/800 metros, prevendo-se uma acumulação entre os 20 e os 30 centímetros acima dos 800 metros, além de existir a provável formação de gelo.
O IPMA adverte ainda que existe a possibilidade de haverem perturbações graves na circulação o que, consequentemente, poderá afetar alguns abastecimentos locais.
O aviso vermelho é o mais grave e é emitido sempre que existem situações extremas, já o laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Face a estas condições, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha Portuguesa recomendam, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, o regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adoção de medidas de precaução.
À população em geral, desaconselham a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de atividades em zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação.