Criança invisual de 6 anos terá sido agredida por colegas numa escola de Setúbal
FOTO: António Gomes/Arquivo

Criança invisual de 6 anos terá sido agredida por colegas numa escola de Setúbal

A denúncia foi feita pela associação SerEspecial que revela estar a vítima "emocionalmente abalada", recusando-se mesmo a regressar à escola.
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Uma criança invisual de seis anos terá sido agredida, na quinta-feira, 30 de abril, por alguns colegas na Escola Básica/Jardim de Infância da Azeda, em Setúbal.

A denuncia foi feita pela associação SerEspecial, frisando que a vítima não apresenta ferimentos graves, mas encontra-se "emocionalmente abalada" e recusa-se mesmo a regressar à escola.

Segundo um comunicado publicado nas redes sociais pela Associação de Apoio a Famílias de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais, SerEspecial, tudo terá começado quando um aluno desferiu murros e pontapés nas costas e pernas da vítima, sem qualquer motivo aparente, sendo que os agressores evitaram falar durante o ataque para que a vítima não os pudesse identificar pela voz.

Na mesma publicação é referido que a criança terá sido rodeada por mais seis colegas, com idades entre os cinco e os sete anos, que prosseguiram as agressões até que uma auxiliar de ação educativa se apercebeu do que se estava a passar.

De acordo com a SerEspecial, os encarregados de educação dos alegados agressores foram contactados pouco depois do incidente e os pais da criança agredida só terão sido informados por terceiros daquilo que tinha sucedido, quando se deslocaram à escola nesse dia.

Na mesma publicação, a SerEspecial revela ainda que uma pessoa próxima da família disse não ter sido a primeira vez que a criança foi agredida naquele estabelecimento de ensino.

Joana Ferreira, presidente da associação, disse por escrito à agência Lusa que "os pais da criança não querem mais declarações sobre o assunto", remetendo-se por isso ao silêncio. Já o Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, ao qual pertence a Escola Básica da Azeda, limitou-se a dizer que prestou todos os esclarecimentos ao Ministério da Educação.

A Câmara Municipal de Setúbal, também em resposta escrita à Lusa, disse estar a acompanhar a ocorrência junto da direção do agrupamento, enquanto fonte do Comando Distrital de Setúbal da PSP indicou que a polícia não foi notificada do caso.

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