A intervenção que permitiu recuperar, de forma provisória, a rotura do dique de Casais, está concluída, anunciou o Governo este domingo, 22 de fevereiro. Os estragos causados pelas cheias foram na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, junto à Autoestrada A1.Numa nota de imprensa, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAE) informa que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma operação que permitiu “repor provisoriamente a estanquicidade do dique, impedindo a passagem de água do leito central para os campos adjacentes”. Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”. A APA está também a realizar intervenções nas margens do rio Lis, no concelho de Leiria, que sofreu uma rotura no dique da margem esquerda do rio, sob o viaduto da autoestrada 17, na freguesia de Amor. A “situação que provocou o desvio de parte do caudal do rio para os campos agrícolas adjacentes”.Esta ocorrência resultou da precipitação extrema registada nos dias 26 e 27 de janeiro, associada às depressões Joseph e Kristin que afetaram a região de Leiria. O MAE sublinha que, nos dias seguintes, em consequência do elevado volume de água acumulada, “registaram-se mais duas roturas no mesmo dique, a dois quilómetros a jusante da primeira ocorrência, bem como um pequeno rombo no afluente designado por coletor de Amor”.Segundo a tutela, também o afluente conhecido como coletor da Aroeira “sofreu um colapso numa extensão aproximada de 80 metros, provocando a inundação de campos agrícolas na zona de Monte Real”. Os trabalhos de reparação em curso nestas zonas deverão estar concluídos em três semanas..Ana Abrunhosa: “As pessoas confiaram e essa é a minha maior alegria”.Viveiro de Coimbra com prejuízos acima de dois milhões de euros após colapso do dique do Mondego