Tenente-general Rui Veloso, comandante-geral da GNR
Tenente-general Rui Veloso, comandante-geral da GNRDR

Comandante-geral da GNR pede "visão estratégica" contra redes criminosas, violência e desinformação

"Portugal continua a ser reconhecido como um dos países mais seguros da Europa e do mundo. Mas esta condição de segurança não é imutável", alerta Rui Veloso
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O Comandante-Geral da GNR alertou este domingo (3), no Porto, que a segurança reconhecida em Portugal não é “imutável” e exige “visão estratégica”, “inteligência” e “determinação” para combater redes criminosas, novas formas de violência e a desinformação.

Portugal continua a ser reconhecido como um dos países mais seguros da Europa e do mundo. Tal deve-se, em grande medida, à competência e ao elevado profissionalismo das nossas forças e serviços de segurança. Mas esta condição de segurança não é imutável, exige que a defendamos com visão estratégica, inteligência e determinação", sublinhou Rui Veloso.

"O despovoamento do interior, o envelhecimento da população, o isolamento, a maior exposição do território a fenómenos extremos, a circulação global de pessoas, a exploração das fragilidades humanas por redes criminosas e a difusão acelerada de novas formas de formas de violência e desinformação exigem respostas mais integradas, mais tecnológicas, mais preventivas e mais cooperativas", afirmou o tenente-general.

Para o responsável da GNR é essencial para garantir a segurança nacional, a coesão social e a defesa da democracia e liberdades em Portugal, afirmando-se como uma “força única e insubstituível” no sistema nacional, que tem de estar permanentemente capacitada e preparada para um mundo complexo, instável e imprevisível.

Veloso destaca e alerta que os riscos e as ameaças atuais não se apresentam de forma linear, nem respeitam fronteiras funcionais ou geográficas e elenca “as tensões geopolíticas e os conflitos armados, a instabilidade económica, as crises migratórias, as ameaças híbridas e a desinformação que convergem para o terrorismo e as novas formas de radicalismo transnacional.

Rui Veloso abordou também as alterações climáticas que se interligam com a vulnerabilidade demográfica e assimetrias do território, acrescentando que a segurança nacional passa pela segurança interna e proteção civil, como se registou nos incêndios que Portugal registou no passado.

O responsável congratulou-se pela reativação da Brigada de Trânsito, articulada com a estratégia para combater o aumento da sinistralidade nas estradas portuguesas.

“Queremos uma guarda mais capacitada e presente, comprometida com os direitos humanos, (…), uma guarda que valorize as pessoas, uma guarda empenhada na cooperação entre forças e serviços de segurança e que o trabalho conjunto é decisivo para a combater as ameaças. A guarda do futuro tem de ser firme, sem deixar de ser humana”, concluiu.

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