“Coimbra continua a ser a nossa maior preocupação”, afirma ao Diário de Notícias José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num balanço em que, apesar de alguns sinais de melhoria, prevalece a cautela. “Nesta batalha, desumana, contra as cheias, estamos no intervalo e estamos a ganhar, mas o jogo ainda não acabou. Estamos na luta.”, resume, sublinhando que a evolução das próximas horas continua decisiva.Ao início da tarde desta sexta-feira, 13 defevereiro, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) voltou a advertir para a possibilidade de uma evacuação da baixa de Coimbra, apesar de se verificar “uma situação um pouco mais estável”. O comandante nacional, Mário Silvestre, explicou que, com a precipitação da noite menos intensa, o quadro é agora “mais estável” e “menos gravoso”, sublinhando, no entanto, que isso não significa que “não vamos ter problemas”.A possibilidade de evacuação mantém-se, por isso, em cima da mesa “até ao final do dia”. A ANEPC renovou o aviso e reiterou que o risco de ser necessário evacuar a zona baixa se mantém pelo menos até ao fim do dia, enquanto decorre a monitorização, com particular atenção ao comportamento do Mondego.O apelo às populações é de cautela e vigilância. A Proteção Civil tem insistido para que as pessoas evitem zonas inundáveis, sigam as indicações das autoridades e mantenham prudência nos acessos e nas áreas ribeirinhas, num contexto em que pequenas variações podem ter impacto rápido.No restante país, Portugal mantém-se sob influência de chuva e vento, com avisos do IPMA em vários distritos: precipitação (aguaceiros por vezes fortes, com possibilidade de trovoada e granizo, sobretudo nas serras) e vento (rajadas que podem chegar aos 80 km/h, mais fortes nas terras altas), além de agitação marítima com aviso laranja em zonas costeiras (ondas de 5 a 6/6,5 metros, podendo atingir 11 m).No plano hidrológico, as autoridades continuam a sinalizar risco elevado em bacias como Mondego e Tejo, com caudais altos e vigilância reforçada — e é no Baixo Mondego/Coimbra que a Proteção Civil e a APA mantêm o foco principal, apesar de a situação se apresentar “um pouco mais estável” ao início da tarde. .Montenegro fala em "algum otimismo" em Coimbra e revela que PTRR será "projeto de transformação nacional"