Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal
Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de PortugalFoto: Paulo Spranger

Banco de Portugal irá poupar 2,2 milhões de euros com acordo de reforma com Mário Centeno, diz governador

Álvaro Santos Pereira diz que o que está a ser feito é “serviço público” e que o acordo foi mútuo. Fala em "poupanças que chegam a 2,2 milhões de euros" se Centeno ficasse no BdP, "como tinha direito, até aos 70 anos".
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O Banco de Portugal (BdP) vai poupar 2,2 milhões de euros com o acordo de reforma com Mário Centeno, tendo em conta os valores a que tinha direito se ficasse na organização, disse esta sexta-feira, 20 de março, o governador, Álvaro Santos Pereira.

Com este acordo, "estamos a falar em poupanças que chegam a 2,2 milhões de euros se ele ficasse, como tinha direito, até aos 70 anos", disse o governador do Banco de Portugal, no Porto, referindo-se a encargos salariais, segurança social e outras despesas a que Mário Centeno tinha direito, como consultor de administração.

Segundo Santos Pereira, iam ser “encargos muito avultados”, garantindo que o que está a ser feito é “serviço público” e que o acordo foi mútuo.

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“A contribuição e a reforma antecipada que foi feita foi no âmbito do fundo de pensões do Banco de Portugal”, indicou, salientando que este fundo está fechado para todos os trabalhadores que entram na entidade atualmente, desde 2009.

Segundo o governador, este fundo era "realmente generoso" e era equivalente ao que se passava em outras partes do setor bancário, tendo ainda assegurado que "é totalmente capitalizado" e que "não há um cêntimo dos contribuintes" nesta matéria.

Álvaro Santos Pereira disse ainda que o BdP pretende terminar "o mais brevemente possível com a figura dos consultores da administração, são 1,8 milhões de euros mais 225 mil euros que se gastam num edifício alugado", sendo que, quando entrou na instituição, existiam sete.

Na quarta-feira, o Correio da Manhã noticiou que o BdP vai pagar ao ex-governador uma pensão de reforma de cerca de 10 mil euros brutos por mês, um valor ligeiramente inferior ao montante da pensão a que teria direito se continuasse na instituição, na qual poderia continuar a trabalhar até aos 70 anos, e também inferior ao salário de 15 mil euros brutos que recebia como consultor do conselho de administração do BdP.

O governador não quis comentar os valores atribuídos a Centeno, apontando que é uma questão de "dados pessoais", mas indicou que há um antigo governador com uma reforma superior.

"Para estes trabalhadores que entraram antes de 2009 já houve muitos acordos para reformas antecipadas ou para saírem do banco", destacou.

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