O Presidente da Câmara do Cartaxo garante que as cerca de 600 pessoas que vivem nas aldeias de Valada, Porto de Muge e Reguengo não deixarão de estar em segurança mesmo que, numa situação limite, o acesso à única ponte que permite de lá sair fique submerso devido à subida do rio Tejo.“A única forma de sair de Valada é através da ponte Dona Amélia. As outras estradas (que ligam a Vale de santarém, Vale da Pedra e Azambuja) estão submersas, mas estamos a conseguir fazer essa passagem. Os nossos carros de bombeiros têm conseguido fazer essa passagem e temos prestado apoio à população. Porém, o único acesso à ponte, por Salvaterra de Magos, pode estar em risco”, explicou João Heitor ao DN.O autarca garante que a “situação está controlada” e que este “é um fenómeno que já aconteceu várias vezes”, pelo que a população já tem “alguma resiliência e está preparada”. “O nível da água está a subir e o caudal está a ser monitorizado. Mas mesmo que o caudal suba muito, a população não deixa de estar em segurança”, acrescentou.João Heitor contou que o “concelho tem sido bastante afetado” pela sequência de tempestades. “Tivemos três dias com cerca de 30 por cento da população sem eletricidade e pode haver um caso ou outro em que ainda não esteja restabelecida. Temos vindo a resolver essas questões”, frisou, explicando ainda que um “serviço contratado de autocarros tem transportado os alunos” às escolas e que a autarquia tem ajudado a fazer o transporte de refeições a partir de um centro de dia às aldeias mais remotas.“Não é situação agradável. É situação delicada. Vamos manter os nossos meios operacionais disponíveis”, garantiu..Tormenta pode reduzir crescimento da economia para metade em 2026 ou até afetar os próximos anos.Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros..Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas