Autarca do Cartaxo garante que 600 pessoas de três aldeias estão “em segurança” mesmo que fiquem isoladas

Autarca do Cartaxo garante que 600 pessoas de três aldeias estão “em segurança” mesmo que fiquem isoladas

Acesso à única ponte que permite de sair de Valada, Porto de Muge e Reguengo pode ficar submerso devido à subida do rio Tejo. João Heitor garante que a “situação está controlada”
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O Presidente da Câmara do Cartaxo garante que as cerca de 600 pessoas que vivem nas aldeias de Valada, Porto de Muge e Reguengo não deixarão de estar em segurança mesmo que, numa situação limite, o acesso à única ponte que permite de lá sair fique submerso devido à subida do rio Tejo.

“A única forma de sair de Valada é através da ponte Dona Amélia. As outras estradas (que ligam a Vale de santarém, Vale da Pedra e Azambuja) estão submersas, mas estamos a conseguir fazer essa passagem. Os nossos carros de bombeiros têm conseguido fazer essa passagem e temos prestado apoio à população. Porém, o único acesso à ponte, por Salvaterra de Magos, pode estar em risco”, explicou João Heitor ao DN.

O autarca garante que a “situação está controlada” e que este “é um fenómeno que já aconteceu várias vezes”, pelo que a população já tem “alguma resiliência e está preparada”. “O nível da água está a subir e o caudal está a ser monitorizado. Mas mesmo que o caudal suba muito, a população não deixa de estar em segurança”, acrescentou.

João Heitor contou que o “concelho tem sido bastante afetado” pela sequência de tempestades. “Tivemos três dias com cerca de 30 por cento da população sem eletricidade e pode haver um caso ou outro em que ainda não esteja restabelecida. Temos vindo a resolver essas questões”, frisou, explicando ainda que um “serviço contratado de autocarros tem transportado os alunos” às escolas e que a autarquia tem ajudado a fazer o transporte de refeições a partir de um centro de dia às aldeias mais remotas.

“Não é situação agradável. É situação delicada. Vamos manter os nossos meios operacionais disponíveis”, garantiu.

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Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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