Uma reativação no incêndio de Sedielos, no Peso da Régua, estava a ser combatida pelas 15:30 por 79 operacionais e dois helicópteros, que atuam nos locais de difícil acesso aos meios terrestres, disse o presidente da Câmara..José Manuel Gonçalves disse à agência Lusa que o fogo lavra em zona de mato e de pinhal, longe de localidades, e que os meios aéreos estão a atuar nos locais mais inacessíveis para consolidar e travar de vez o incêndio..Trata-se de uma zona de encostas íngremes e de dificuldades de acesso aos meios terrestres, explicou..O fogo que deflagrou na quinta-feira em Sedielos, no concelho do Peso da Régua, distrito de Vila Real, ameaçou casas e mais que duplicou o número de operacionais ao fim da tarde, mas o combate correu favoravelmente e a ocorrência entrou em fase de resolução às 02:21 de hoje..A Polícia Judiciária (PJ) aumentou o ritmo de detenções de suspeitos por incêndio florestal nesta última semana, em que dispararam os números de fogos e de área ardida, com pelo menos 12 pessoas detidas desde o passado sábado..Desde o início de 2024, segundo dados facultados pela PJ até agosto e contabilizados pela Lusa desde então, são já 38 as detenções de suspeitos pelo crime de incêndio florestal, das quais 20 até agosto e 18 apenas em setembro, ou seja, quase tantas detenções nestas três semanas como nos anteriores oito meses do ano..As 38 detenções superam já os números registados entre janeiro e setembro de 2023, quando foram detidas 35 pessoas neste contexto criminal..Apesar de nem todas as detenções ocorridas esta semana se reportarem a incêndios florestais deflagrados neste período, vários suspeitos foram detidos por alegadamente terem ateado fogos nos últimos dias, encontrando-se neste lote ocorrências em Batalha, no distrito de Leiria, ou Albergaria-a-Velha e Cacia, ambas no distrito de Aveiro..Já a Polícia de Segurança Pública (PSP) indicou à Lusa ter identificado 23 suspeitos de incêndio florestal (e dois detidos em flagrante delito) este ano, em 114 ilícitos registados, o que supera os 16 suspeitos identificados no ano passado, quando se registaram 153 ilícitos..Na análise dos dados dos últimos cinco anos (2020-2024) reportados pela PSP, sobressai o ano 2022, em que se registaram os máximos de ilícitos e de suspeitos identificados: 180 e 31, respetivamente..Comparando 2024 com os anos anteriores, o presente ano é o terceiro com mais suspeitos identificados pela PSP, mas aquele que, até ao momento, tem menos ilícitos..A Lusa pediu igualmente os dados das detenções por suspeitas do crime de incêndio florestal à Guarda Nacional Republicana (GNR), mas não obteve resposta..Contudo, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, divulgou na quinta-feira que a GNR teria identificado 11 suspeitos da prática deste crime, sendo inclusive detidos oito em flagrante delito nestes últimos dias.. No dia em que a chuva regressou ao território continental todos os grandes fogos foram dados como dominados, após quase uma semana com milhares de hectares ardidos, cinco mortos, 17 feridos graves, habitações perdidas e o sustento de muitas famílias destruído..Ao final da tarde, a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apresentava apenas dois fogos significativos em Castro Daire, mas já em fase de resolução, com cerca de 400 operacionais, 125 meios terrestres e quatro meios aéreos ainda alocados..No 'briefing' ao início da tarde de hoje, o comandante nacional da ANEPC, André Fernandes, anunciou que todos os grandes incêndios que lavraram nas regiões norte e centro ao longo dos últimos dias tinham sido dados como dominados, nomeadamente os de Castro Daire e Arouca, antevendo uma desmobilização de meios ao longo do dia..A contabilização oficial regista cinco mortos (excluindo da contabilização duas pessoas que morreram de doença súbita no contexto dos fogos) e 177 feridos, dos quais 17 graves, em consequência dos incêndios..Os números finais ainda estão a ser apurados, mas contabilizam-se já mais de 100 mil hectares ardidos e dezenas de casas destruídas. Foram atingidas empresas e muitas produções agrícolas, cujos prejuízos estão ainda a ser contabilizados..Por exemplo, os apicultores do norte e centro do país estimam já entre 30% a 40% as perdas de produção devido aos fogos. Também o Turismo do norte avalia impactos para definir apoios à recuperação..Em Castro Daire, um casal de emigrantes na Suíça, que tinha regressado à terra natal para investir em produção agrícola, viu a sua propriedade de 55 hectares ser devastada pelo fogo, perdendo maquinaria e 120 cabras serranas, uma raça autóctone transmontana, que eram o sustento da família, estando cada uma avaliada em cerca de 300 euros..O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias e hoje cumpre-se um dia de luto nacional em memória das vítimas..Os incêndios, que começaram no domingo, obrigaram também ao corte de estradas e autoestradas e ao fecho de escolas..O homem de 67 anos detido por suspeita de ter ateado um incêndio florestal no domingo em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ)..Em declarações à Lusa, fonte da PJ referiu que o suspeito foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa..Na quinta-feira, a Judiciária anunciou a detenção do presumível autor de um crime de incêndio florestal ocorrido no domingo em Albergaria-a-Velha, local onde morreram duas pessoas nos incêndios dos últimos dias..Em comunicado, a PJ esclareceu que o homem "é ainda suspeito de ter sido o autor de três incêndios ocorridos nas localidades de Branca e São Marcos, em Albergaria-a-Velha, e em Serém, Águeda, no passado dia 21 de julho"..De acordo com a investigação, o detido terá ateado o fogo com "recurso a chama direta" em zonas de extensa mancha florestal, próximas de várias habitações e instalações industriais e agrícolas", atuando "num quadro de compulsividade"..Além deste detido, a PJ de Aveiro deteve esta semana mais três pessoas, suspeitas de atearem incêndios florestais em Cacia (Aveiro), Murtosa e Vagos, que também ficaram sujeitas à medida de coação de prisão preventiva. . A Associação dos Apicultores do Norte de Portugal estimou hoje que entre 30 a 40% dos 250 associados tiveram perdas de produção devido aos incêndios que atingiram desde domingo as regiões Norte e Centro do país.."Ainda estamos a apurar os números reais, mas os incêndios devem ter impactado 15% dos nossos associados com perdas totais de colmeias", referiu Bruno Moreira, presidente da associação..Às perdas totais de colmeias soma-se a "perda de potencial produtivo", ou seja a perda de floresta, que afetou entre 30% a 40% dos apicultores das regiões Norte e Centro..A Associação dos Apicultores do Norte de Portugal tem cerca de 250 associados, sendo a maioria de Aveiro, Porto e Viseu, distritos que, desde domingo, foram assolados por incêndios de grandes dimensões..Para "fazer face à perda de pasto", os apicultores vão ter de procurar novos locais para colocar as colmeias..Apesar de o Estado ter atribuído um apoio de seis euros por colmeia aos apicultores afetados pelo incêndio que, em 2023, lavrou em Odemira (Beja), Bruno Moreira defendeu que "até hoje nenhum Governo ajudou com a perda de efetivo", referindo-se à perda de colmeias..Para o presidente da Associação dos Apicultores do Norte de Portugal, o Estado deve avançar com o ordenamento da floresta, medida que permitiria, posteriormente, criar "zonas próprias para apiários".."Temos uma série de condicionantes à colocação de apiários, tais como manter 100 metros de afastamento ao edificado em utilização ou 50 metros de afastamento para as vias públicas. Muitas das vezes, com todas as condicionantes legais e geográficas, os apicultores acabam por colocar as colmeias no meio de uma mata", referiu..Também hoje, em declarações à Lusa, o presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal afirmou que os incêndios que lavraram em Portugal desde o início do ano provocaram a perda de 9.000 colmeias, o equivalente a cerca de 1,8 milhões de euros.."Estamos a falar na ordem das 5.000 colmeias com perda total", afirmou Manuel Gonçalves, acrescentando que cerca de 4.000 colmeias foram afetadas porque as zonas de floração onde se inserem arderam.. Um jovem de 21 anos foi detido por suspeitas de ser o autor de seis incêndios rurais, ocorridos ao longo de quase dois meses, em Celorico da Beira, no distrito da Guarda, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ)..O suspeito, que está indiciado por seis crimes de incêndio florestal, "terá ateado todos os fogos por meio de chama direta, com recurso a um isqueiro próprio, em contexto de mero incendiarismo, motivado pelo gosto de ver os bombeiros em ação de combate a incêndios", afirmou a PJ, em comunicado hoje enviado à agência Lusa.."A totalidade das ignições consumiu aproximadamente 20 hectares de mata e floresta, só não tendo atingido maiores proporções graças à pronta e eficaz intervenção do corpo de bombeiros e da população", adiantou..A identificação e detenção do jovem foi efetuada pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ e o suspeito vai ser presente a tribunal para aplicação de medidas de coação..O incêndio que sofreu uma reativação esta manhã em Sedielos, Peso da Régua, entrou em fase de resolução pelas 16:20, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)..No local, segundo informação da página na Internet da ANEPC, permaneciam, pelas 16:45, 75 operacionais e 23 viaturas..Esta tarde, o presidente da Câmara da Régua, José Manuel Gonçalves, disse à agência Lusa que o fogo lavrava em zona de mato e de pinhal, longe de localidades, e que os meios aéreos estavam a atuar nos locais mais incessíveis para consolidar e travar de vez o incêndio..Trata-se de uma zona, explicou, de encostas íngremes e de dificuldades de acesso aos meios terrestres..O fogo que deflagrou na manhã de quinta-feira em Sedielos, no concelho do Peso da Régua, ameaçou casas e mais que duplicou o número de operacionais ao fim da tarde, mas o combate correu favoravelmente e a ocorrência entrou em fase de resolução às 02:21 de hoje, tendo sofrido uma reativação durante a manhã..Sete pessoas morreram e 161 ficaram feridas devido aos incêndios que atingiram desde domingo sobretudo as regiões Norte e Centro do país e destruíram dezenas de casas..A ANEPC contabiliza cinco mortos, excluindo da contagem dois civis que morreram de doença súbita..A Federação Nacional de Apicultores de Portugal estima que os incêndios que lavraram no país desde o início do ano provocaram a perda de cerca de 9.000 colmeias, o equivalente a cerca de 1,8 milhões de euros de prejuízos..O balanço dos prejuízos ainda não está totalmente finalizado, mas tudo aponta para que os incêndios tenham levado à perda de milhares de colmeias em Portugal, afirmou hoje à Lusa o presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal.."Estamos a falar na ordem das 5.000 colmeias com perda total", afirmou Manuel Gonçalves, acrescentando que cerca de 4.000 colmeias foram afetadas porque as zonas de floração onde se inserem arderam.."A produção de mel em Portugal é 90% proveniente de zonas de floração (matos) autóctones e espontâneas. Não há perda da colmeia, mas há perda da produção com necessidade de acompanhamento alimentar durante o próximo ano", esclareceu..Manuel Gonçalves referiu também que alguns apicultores perderam "mais de 200 colmeias com melários em cima", o que poderá representar prejuízos, no mínimo, de 250 euros.."Em termos globais, falamos de 9.000 perdas na ordem dos 1,8 milhões de euros de prejuízo", disse..Só nos incêndios que lavraram em agosto no distrito de Bragança, no Parque Natural do Montesinho, mas também nos concelhos de Vimioso e Miranda do Corvo, as perdas chegam às 1.500 colmeias, exemplificou.."As maiores perdas são de pessoas que vivem exclusivamente da apicultura", observou..Apesar de em Portugal existirem 700 mil colmeias e as cerca de 9.000 afetadas não terem um impacto muito significativo nesta atividade a nível nacional, Manuel Gonçalves destacou que a nível regional e local "o impacto é tremendo".."Para a economia regional é um impacto muito grande. Há pessoas que perderam 50, 60 ou 70% da produção. Um apicultor que tinha 50 colmeias e que estava agora na extração do mel tinha como complemento cerca de 700 a 800 euros", indicou..Numa atividade que depende quase exclusivamente da floresta portuguesa, lembrou também que os apicultores podem chegar a ficar "quase dois anos parados".."Não queremos mais que ninguém, mas se algumas atividades forem ressarcidas, a nossa também tem de ser", acrescentou o presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal..Os incêndios dos últimos dias consumiram cerca de 3.000 hectares de floresta na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, tendo as chamas também atingido três habitações, disse hoje o presidente da Câmara..Em declarações à Lusa, Frederico Castro acrescentou que houve também danos num automóvel, numa indústria de transformação de madeiras, em vinhas, pomares e infraestruturas rodoviárias e de iluminação pública.."Este é um balanço preliminar. Num prazo de 15 dias será feito o levantamento exaustivo de todos os prejuízos, cujo valor, neste momento, ainda não é possível quantificar", referiu..Em relação às casas atingidas, Frederico Castro disse que uma delas, em Garfe, é de primeira habitação, nela morando mãe e filha..As chamas destruíram um anexo e a cozinha, mas foi possível proceder a "algumas adaptações" para que as duas mulheres pudessem continuar a ali morar..Nos próximos dias estará no local uma equipa de voluntários para remoção dos detritos..As outras duas ficam em S. João de Rei e Verim, são de segunda habitação e sofreram "danos significativos".."A Câmara está a acompanhar de perto todas as situações, em articulação com as juntas de freguesia e a Segurança Social", adiantou..Segundo o autarca, as chamas atingiram cerca de metade das freguesias do concelho..A Proteção Civil está a fazer um levantamento de tudo o que aconteceu esta semana durante o combate aos fogos para ser analisado no âmbito do sistema de gestão de incêndios, antecipando que a maior dificuldade foi a meteorologia.."Já está em marcha o processo de tudo o que aconteceu e o levantamento das ocorrências para ser analisado e obviamente incorporar nas lições apreendidas", disse aos jornalistas o comandante nacional de emergência e proteção civil..Na conferência de imprensa realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, para fazer o último ponto de situação dos incêndios que lavraram nas regiões do norte e centro de Portugal desde domingo, André Fernandes garantiu que "vai ser tudo identificado e incorporado na análise que é feita no global no sistema integrado de gestão de fogos rurais".."As situações estão a ser identificadas e incorporadas na análise", disse o comandante, depois de ter sido questionado sobre as queixas dos autarcas de falta de meios no combate aos fogos e da crítica da Liga dos Bombeiros Portugueses sobre falta de coordenação no terreno..André Fernandes afirmou também que a ANPEC está disponível para colaborar com "qualquer avaliação que seja feita" por uma entidade externa..O comandante nacional destacou igualmente que "houve uma evolução" desde os incêndios de 2017..André Fernandes, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, informou esta sexta-feira que há cinco incêndios em curso, sendo que um deles é considerado uma "ocorrência significativa". Trata-se de um incêndio na sub-região do Douro, no concelho de Peso da Régua, que "envolve 39 operacionais, 11 veículos e dois meios aéreos". .Há 22 ocorrências em resolução, em conclusão ou em vigilância ativa, adiantou o responsável no ponto da situação feito a partir da sede da Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras. ."Todas as ocorrências que durante o dia de ontem e madrugada de hoje ainda estavam ativas foram dadas como dominadas, em particular as ocorrências na região de Viseu Dão-Lafões, nos municípios de Castro Daire e São Pedro do Sul, bem como o incêndio que lavrava no concelho de Arouca, em Alvarenga", afirmou André Fernandes..Neste momento, estão no terreno 1.622 operacionais, 495 meios terrestres e três meios aéreos. .Proteção Civil contabiliza desde o dia 16 de setembro cinco mortes, que não incluem os dois civis que morreram de doença súbita. .Não há vias cortadas e não há constrangimentos nas linhas ferroviárias, acrescentou. .Comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, indicou que "a situação meteorológica está a mudar", referindo que o IPMA deu conta que, a partir de segunda.feira, "Portugal continental será afetado por uma corrente de Oeste".."Significa isto que vamos passar a ter uma semana de precipitação, com particular incidência entre terça e quarta-feira, a norte do rio Mondego, exatamente nas áreas que foram atingidas pelos incêncios", afirmou..Nesse sentido, disse ser necessário colocar em prática as "medidas preventivas" para fazer face à precipitação. .Os incêndios que lavraram nas regiões norte e centro ao longo desta semana provocaram cinco mortos e 177 feridos, 17 dos quais graves, segundo números provisórios avançados esta sexta-feira pela Proteção Civil..No ponto de situação sobre os incêndios realizado na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (concelho de Oeiras), o comandante nacional indicou que dos 17 feridos graves, 11 são bombeiros, e dos 87 feridos ligeiros, 36 são operacionais que estiveram a combater as chamas..André Fernandes acrescentou que foram ainda assistidas no local dos fogos 72 pessoas, a maioria bombeiros..Dos cinco mortos contabilizados pelo INEM, quatro são bombeiros, segundo o comandante nacional de emergência e proteção civil..André Fernandes acrescentou que foram ainda assistidas no local dos fogos 72 pessoas, a maioria bombeiros..Dos cinco mortos contabilizados pelo INEM, quatro são bombeiros, segundo o comandante nacional de emergência e proteção civil..André Fernandes foi questionado sobre a área ardida, tendo respondido que é um valor que ainda está a ser contabilizado..A presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar quer esclarecimentos e apurar responsabilidades por considerar que houve omissão de auxílio e desvio de meios durante o combate aos incêndios que atingiram o concelho.."Houve aqui efetivamente uma omissão de meios para virem em auxílio de Vila Pouca de Aguiar, além de que houve também a retirada de meios no terreno sem qualquer justificação aparente ou mais gravosa que o justificasse. A meu ver, isso é omissão de auxílio, desvio de meios e as autoridades, efetivamente, terão que averiguar, investigar e ver o que é que se passou", afirmou esta sexta-feira à Lusa Ana Rita Dias..A autarca disse estar a recolher dados para fazer uma exposição às autoridades competentes, como o ministério da Administração Interna, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e eventualmente, dependendo das informações apuradas, a Procuradoria-Geral da República..Os quatro fogos que deflagraram na segunda-feira, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, e posteriores reativações, estão hoje, ao quinto dia, em fase de resolução e de conclusão..Para trás ficaram cerca de 10.000 hectares de área ardida, uma casa destruída e um desalojado, e ficaram também pedidos insistentes de reforço de meios terrestres e aéreos por parte de Ana Rita Dias e do comandante dos bombeiros de Vila Pouca de Aguiar, Hugo Silva..Na quarta-feira, ao final da tarde, atuaram oito aviões na frente de Sabroso de Aguiar, e em alguns momentos foram acionados helicópteros, como na quinta-feira à tarde em Sabroso de Aguiar, a frente que continuava a dar mais trabalho aos operacionais.."Vou efetivamente fazer chegar a quem de direito a situação que ocorreu em Vila Pouca de Aguiar, as várias situações, que a meu ver são graves. Nós poderíamos ter controlado toda esta situação logo no primeiro dia de incêndio, na segunda-feira. Não vieram os meios", referiu a presidente..Ana Rita Dias concretizou que havia meios terrestres que poderiam ter ajudado - que estavam na base de apoio logístico, em Vila Real - e que não foram autorizados a ir para Vila Pouca de Aguiar.."E isso terá que ser apurado e teremos que verificar o que aconteceu e porque é que aconteceu. Na segunda-feira, que eu tenha conhecimento, os incêndios ativos [[na região] eram os de Vila Pouca de Aguiar e o que aconteceu foi que não permitiram que os meios viessem", frisou..Mas, na sua opinião, "mais grave ainda" foi não ter sido autorizada a permanência de bombeiros, que foram dar apoio numa altura em que um fogo ameaçava casas, tendo sido pedido, depois, que ficassem a ajudar a controlar um outro incêndio.."Disseram para voltar à base e ficar na base a aguardar novas indicações. Portanto, foi desmobilizado um meio para a base, não para outro combate de incêndio, não percebemos como é que isso aconteceu, não percebemos porque é que isso aconteceu e isso terá que ser devidamente justificado", afirmou Ana Rita Dias..A autarca disse que os fogos queimaram "cerca de 20% da área do concelho", maioritariamente floresta, mas também propriedade agrícola, como soutos, ainda vários armazéns agrícolas e um industrial..Acrescentou que produtores perderam a reserva de alimento dos animais para o inverno, como palhas e fenos, muitas áreas de pastagem ficaram queimadas, tal como muitas colmeias..Houve também danos a nível de reservatórios de água, situações que, segundo referiu, terão de ser agora acauteladas.."Estamos a fazer o levantamento mais pormenorizado para conseguirmos fazer também, depois, uma estimativa total de custos", frisou..A área ardida em Portugal continental desde domingo ultrapassa os 124 mil hectares, registando-se o menor aumento diário dos últimos três dias, segundo o sistema europeu Copernicus..As zonas mais afetadas localizam-se nas sub-regiões do Alto Tâmega, Ave, Região de Aveiro, Tâmega e Sousa e Viseu Dão Lafões, que totalizam 116.211 hectares de área ardida, 93% da área ardida em todo o território nacional..De acordo com o sistema europeu de observação da Terra Copernicus, que recorre a imagens de satélite com resolução espacial a 20 metros e 250 metros, a contabilização do total de área ardida desde domingo chega aos 124.493 hectares..Em relação ao dia anterior, os dados mostram o menor aumento diário dos últimos três dias, registando-se mais 3.151 hectares de área..Desde terça-feira, arderam, em Portugal continental, perto de 62 mil hectares. .A sub-região de Viseu Dão Lafões é, neste momento, a zona mais afetada pelos incêndios da última semana, contabilizando-se 50.151 hectares de área ardida..Na Região de Aveiro, arderam, desde domingo, 24.481 hectares, sobretudo nas zonas entre Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda..Na sub-região do Tâmega e Sousa, que inclui as zonas entre Felgueiras e Marco de Canaveses, o sistema Copernicus contabiliza 22.445 hectares de área ardida, seguindo-se, entre as zonas mais afetadas, as sub-regiões do Ave, com 9.943 hectares de área ardida, e do Alto Tâmega, onde já arderam 9.191 hectares..A área ardida em Portugal continental este ano totaliza já, segundo o sistema Copernicus, 145.763 hectares consumidos por 169 incêndios significativos (com 30 hectares ou mais de área ardida)..A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) apelou esta sexta-feira "à generosidade da população" para contribuir para o Fundo de Emergência, criado para prestar assistência imediata às populações afetadas pelos recentes incêndios..Em comunicado, a CVP dá conta de que "intensificou a resposta às graves consequências dos incêndios rurais que devastaram várias regiões do país".."Para assegurar uma resposta eficaz e eficiente, a Cruz Vermelha Portuguesa apela agora à generosidade da população para o seu Fundo de Emergência. Este fundo é uma ferramenta essencial para fornecer assistência imediata às comunidades afetadas", lê-se no comunicado..A organização explica que as doações em dinheiro permitem uma gestão eficiente dos recursos, "garantindo que a ajuda chegue onde é mais necessária e evitando problemas logísticos associados a doações materiais"..A CVP adianta que tem um destacamento de 190 operacionais e 90 viaturas e que "acumulou já cerca de 2.500 horas de apoio direto", com uma área de intervenção que foi desde Aveiro (Travanca, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha, Sever do Vouga, Águeda e Arouca), Viseu (São Pedro do Sul, Castro D´aire, Tábua, Nelas, Penalva do Castelo e Viseu), Coimbra, Castelo Branco (Louriçal), Cabeceiras de Basto, Gondomar, Sobreira/Paredes, Paços de Ferreira, Póvoa do Lanhoso ou Fafe..Citado no comunicado, o presidente da CVP, António Saraiva, justifica o apelo com o facto de os donativos materiais, comuns em situações de emergência de grande escala, criarem "desafios logísticos" e poderem não corresponder às necessidades no terreno.."[As contribuições monetárias] permitem-nos uma resposta ágil e eficaz, alinhada com as necessidades reais e minimizam desperdícios. Os portugueses têm demonstrado ser um povo extraordinariamente solidário e, com o seu apoio contínuo, faremos a diferença nas vidas das comunidades afetadas por esta calamidade", garantiu o responsável..A CVP adianta que as contribuições monetárias podem ser feitas por transferência bancária (IBAN: PT50 0010 0000 3631 9110 0017 4), MBWay (918 391 794) ou através de chamada para a Linha de Valor Acrescentado (761 101 101 [custo da chamada 1 euro + IVA])..Refere ainda que em curso tem equipas de intervenção em saúde mental, com acompanhamento psicológico, oficiais de ligação em postos de comando, veículos de transporte múltiplo, Técnicos de Emergência Médica e Ambulâncias de Suporte Básico de Vida, equipas médicas, veículos de comando e comunicação e uma equipa nacional de resposta e desastres, além de um abrigo temporário de emergência..A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Fundação do Futebol vão homenagear os bombeiros na sexta jornada da I Liga, com um minuto de silêncio e a plantação de 200 árvores por golo, anunciou hoje o organismo.."Na jornada seis da I Liga, que decorre de hoje a segunda-feira, será realizado um minuto de silêncio, simbolicamente acompanhado pela colocação de um capacete de bombeiro no ponto central do campo", adianta a LPFP, em comunicado..O organismo acrescenta que "também os clubes vão juntar-se à homenagem através dos seus capitães, que entrarão em campo com um casaco dos soldados da paz, de combate a incêndios"..A LPFP adianta que, no mesmo âmbito, a Fundação do Futebol, "numa iniciativa de mitigação do território florestal ardido, irá doar 200 árvores autóctones por cada golo marcado nos jogos da jornada seis da I Liga.."Desta forma, o futebol profissional português marca de forma clara a sua solidariedade e capacidade de resposta, para ajudar a colmatar os danos causados pela calamidade dos últimos dias", adianta a nota..Duas apoiantes da Climáximo pintaram a fachada da sede da Navigator e senteram-se frente à porta da entrada, segurando cartazes onde se lia "Fogo posto por governo e empresas" e "O país arde. Temos de acordar". As duas ativistas foram detidas, segundo anunciou o grupo..Climáximo."As sete mortes desta semana não podem ser consideradas mero fruto da negligência. São o resultado direto de uma ofensiva coordenada entre o Estado, a indústria da celulose, e a indústria fóssil para transformar o interior do nosso país numa câmara de incineração." afirma Alice Gato, estudante de 22 anos, uma das pessoas em protesto, citada num comunicado do grupo..Mariana Rodrigues, trabalhadora de 29 anos, outra das participantes do protesto, diz no mesmo comunicado: "Estamos em luto pelas sete pessoas que morreram nos incêndios desta semana, e em luta para que o governo e a Navigator não continuem a matar. Este fogo foi posto pelos governos e empresas que provocaram a crise climática, mas não foram eles que combateram as chamas: foram as pessoas comuns, protegendo-se a si e às outras da destruição que não causaram. Temos de ser nós, as pessoas, a parar o colapso social e climático para o qual eles nos estão a encaminhar.".Num segundo comunicado, a Climáximo diz que as duas ativistas foram detidas..O incêndio em Castro Daire foi dominado ao início da manhã de hoje e vai ser monitorizado através de uma câmara térmica para detetar zonas de maior risco de reacendimento para evitar novos focos, disse o presidente do Município..Às 10:00, Paulo Almeida afirmou aos jornalistas que "o incêndio foi dado como dominado", mas que isso não significa que o concelho está livre de perigo.."É verdade que durante a noite as condições meteorológicas e a chuva nos vieram ajudar (...), mas continua a haver perigo de reacendimentos", afirmou. .Neste sentido, Paulo Almeida adiantou que vão recorrer aos "meios tecnológicos existentes", com um meio aéreo a sobrevoar o território do concelho, para, com câmaras térmicas, fazer um levantamento de forma a detetar "onde é que estão esses potenciais focos".."Mas neste momento, não temos frentes ativas, foi dado como dominado ao início da manhã", reforçou..O autarca que disse ter hoje no terreno cerca de 250 operacionais apoiados por 80 veículos que, ao longo do dia vão fazer "trabalhos de rescaldo e contenções periféricas" para que "o incêndio fique efetivamente apagado", porque, apesar de dominado, não é possível saber se está mesmo apagado..O presidente reforçou ainda que o Município teve "cerca de 70% a 75% da área ardida" e, depois de falar com o secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, disse ter percebido que "Castro Daire é o concelho do país com mais área afetada".."Se o drama de muitas outras zonas do país foi o que foi e se Castro Daire superou a área ardida em termos nacionais, dá para perceber a dimensão e a gravidade daquilo que aconteceu" no concelho, afirmou..Hoje de manhã estão a ser "preparadas equipas para irem para o terreno" para iniciarem o trabalho de "levantamento efetivo do que são os danos", de forma que o Município de Castro Daire defina "o tipo de apoio necessário".."Para ajudar também a tutela e pedirmos à tutela os apoios que vamos necessitar para revitalizar e reconstruirmos parte, ou grande parte, do nosso concelho. É outro drama que vamos viver agora: o de garantir que as nossas famílias, porque muitas delas ficaram sem nada, possam ter os seus meios de sobrevivência", afirmou..O incêndio provocou cinco feridos ligeiros, bombeiros e civis e uma lista de danos que passa por "muitas edificações, primeiras habitações, anexos, construções, barracões, explorações agrícolas, máquinas, carros, equipamentos", mas é preciso "fazer um levantamento rigoroso".."Porque neste tipo de ocorrência existe sempre muito desespero e muita da informação que nos vai chegando depois também não corresponde à realidade", sublinhou..Hoje, as escolas no concelho mantêm-se encerradas, mas "tudo indica" que na segunda-feira reabram..Os incêndios no concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, eram às 09:15 os únicos incêndios em curso e por dominar em Portugal continental, disse à Lusa fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)..O comandante Pedro Araújo, da ANEPC, adiantou que foi possível durante a noite devido a condições meteorológicas mais favoráveis dominar um conjunto de incêndios.."A situação hoje é muito mais calma do que no dia de ontem [quinta-feira]. Temos um conjunto de incêndios dados como dominados e temos ainda pendente, ainda em curso, os dois incêndios no concelho de Castro Daire, em concreto na Serra de Montemuro", indicou..De acordo com a ANEPC, às 09:15, o incêndio que deflagrou às 21:30 de quinta-feira em Mões/Soutelo, no concelho de Castro Daire, mobilizava 729 operacionais operacionais, com o apoio de 235 meios terrestres..Já o incêndio que deflagrou às 12:46 de terça-feira em Pinheiro, Moção, em Castro Daire, estava a ser combatido por 86 operacionais, com o apoio de 30 veículos.."Durante a noite foi possível dominar um conjunto de incêndio tendo em conta as condições meteorológicas favoráveis, em algumas regiões choveu e foi um bom contributo para que os incêndios pudessem ficar dominados durante a noite", disse..De acordo com a proteção civil, o incêndio em Penalva do Castelo, distrito de Viseu, entrou esta madrugada em fase de resolução..Também o incêndio que deflagrou na quarta-feira à tarde na freguesia de Alvarenga, em Arouca, concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto (AMP), entrou hoje em fase de resolução..Em fase de resolução estavam também os dois fogos que deflagraram em Sabroso de Aguiar e em Veria de Jales e Quintã e que sofreram reativações na quinta-feira à tarde em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real..O comandante Pedro Araújo disse ainda que a previsão é que chova em todo o território continental hoje e sábado, o que contribuirá de forma definitiva para debelar todos os incêndios e para as operações de rescaldo..O presidente da Câmara de Sever do Vouga, Pedro Lobo, disse hoje que "foi um milagre não ter morrido ninguém", nos incêndios que lavraram neste concelho do distrito de Aveiro entre domingo e quinta-feira.."Isto é o maior fogo de sempre. Foi um atentado terrorista que fizeram ao nosso concelho. As pessoas não têm noção do que foi aquilo. Foi por milagre que não morreu ninguém", disse à Lusa o autarca, que nas primeiras horas chegou a andar juntamente com o comandante dos bombeiros a apagar as chamas, com mangueiras e baldes..O autarca destaca ainda o "trabalho fantástico" de centenas de severenses com carrinhas equipadas com reservatórios de água e motobombas, que andaram por todo o lado a combater o incêndio, adiantando que se não fosse isso seria a "desgraça total"..Apesar de a situação ter acalmado, o presidente da câmara diz que depois de o incêndio ter entrado na fase de resolução, na madrugada de quinta-feira, ainda se registaram reacendimentos e novas ignições, até à altura em que começou a chover.."Ainda ontem [quinta-feira], à uma da manhã, estava no Folharido e o local onde havia fogo era muito estranho. Aquilo não nos parecia possível um reacendimento", disse o autarca, assinalando que ali à beira tinha sido encontrado um vasilhame com gasolina..O autarca lembra ainda que no sábado à noite também foram encontrados, em Talhadas, seis reservatórios com gasolina cobertos pela vegetação, o que adensa ainda mais as suas "fortes suspeitas" sobre fogo posto..Relativamente aos prejuízos, o autarca diz não ter conhecimento de nenhuma casa de primeira habitação que tenha sido destruída, não havendo por isso desalojados. "Tenho conhecimento de estaleiros ardidos, aviários e empresas completamente ardidas", referiu, afirmando que, pela primeira vez, foi decretado o estado de calamidade pública em Sever do Vouga..Pedro Lobo referiu ainda que o município já começou a proceder à contabilização dos danos e perdas resultantes dos incêndios, mas os resultados só deverão ser conhecidos nas próximas semanas.."Na próxima semana, os técnicos do município irão dedicar um dia a cada uma das juntas de freguesia para juntamente com os presidentes de junta verificarem os prejuízos em cada freguesia. Vamos tentar fazer isto o mais rápido possível", disse o autarca, que espera que o Governo cumpra a promessa de distribuir os apoios rapidamente..Oito mil hectares do concelho de Penalva do Castelo foram destruídos pelas chamas, incluindo duas primeiras habitações, vários anexos e armazéns agrícolas, vinhas, pomares e produtos da terra, revelou hoje o presidente da Câmara..Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Penalva do Castelo, Francisco Carvalho, explicou que o balanço dos danos e prejuízos "ainda não é definitivo", e por isso convocou para a tarde de hoje uma reunião com os presidentes de junta do concelho, que ajudarão a fazer um retrato mais preciso.."Em área ardida devemos ter cerca de oito mil hectares e arderam dois edifícios de primeira habitação. Muitas alfaias e equipamentos agrícolas arderam ou ficaram danificados, bem como vários anexos, barracões e armazéns agrícolas, onde os agricultores guardavam alfaias e produtos da terra", indicou..Muito crítico do atual sistema de combate ao incêndios, com a ANEPC no topo, o presidente da Liga de Bombeiros, insiste que os bombeiros devem ter um comando nacional. Para António Nunes o Governo tem estado bem perante a situação dos fogos, mas garante que, no final, será tempo de um ajuste de contas..Leia a entrevista:.Os incêndios em Castro Daire, no distrito de Viseu, eram às 07:00 os fogos que mais meios mobilizavam, com mais de 800 operacionais no terreno, de acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)..Às 07:00, cerca de 2.700 operacionais, apoiados por 838 meios terrestres, combatiam 44 incêndios (em curso, em conclusão e resolução) em todo o território de Portugal continental,.De acordo com informação disponível no site oficial da ANEPC, os dois fogos em Castro Daire, no distrito de Viseu, eram os que me preocupavam e meios mobilizavam, apesar da mudança no estado do tempo, com alguns aguaceiros registados na região..O fogo que deflagrou às 21:23 de quinta-feira em Mões/Soutelo, no concelho de Castro Daire, mobilizava 726 operacionais, com o apoio de 231 meios terrestres..Já o incêndio que deflagrou às 12:46 de terça-feira em Pinheiro, Moção, em Castro Daire, estava a ser combatido por 86 operacionais, com o apoio de 30 veículos..Num ponto de situação, cerca das 00:50, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões, Miguel Ângelo David, disse que "há muito trabalho pela frente" no incêndio de Castro Daire e que "não é por caírem umas pinguinhas que poderemos considerar as coisas resolvidas".."Não choveu em todo o lado. [...] Caíram umas pingas nalguns sítios, em alguns sítios também tenho reporte que choveu muito, mas as equipas continuam a fazer os trabalhos", disse Miguel Ângelo David à Lusa..O comandante disse que houve "um reforço de dispositivo", e que as equipas continuam "a operar com maquinaria, com os grupos de combate e com linhas de progressão no terreno, que é muito escarpado"..De acordo com a proteção civil, o incêndio em Penalva do Castelo, distrito de Viseu, entrou esta madrugada em fase de resolução..Também o incêndio que deflagrou na freguesia de Alvarenga na quarta-feira à tarde em Arouca, concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto (AMP), entrou hoje em fase de resolução..Em fase de resolução estavam também os dois fogos que deflagraram em Sabroso de Aguiar e em Veria de Jales e Quintã e que sofreram reativações na quinta-feira à tarde em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real. .Sete pessoas morreram e 161 ficaram feridas devido aos incêndios que atingem desde domingo sobretudo as regiões Norte e Centro do país, nos distritos de Aveiro, Porto, Vila Real, Braga, Viseu e Coimbra, e que destruíram dezenas de casas..A ANEPC contabiliza cinco mortos, excluindo da contagem dois civis que morreram de doença súbita..A área ardida em Portugal continental desde domingo ultrapassa os 121 mil hectares, de acordo com o sistema europeu Copernicus, que mostra que nas regiões Norte e Centro já arderam mais de 100 mil hectares, 83% da área ardida em todo o território nacional..O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias e sexta-feira dia de luto nacional..Os incêndios rurais que lavravam em Sedielos, Peso da Régua, e Alto de Fiães, Alijó, no distrito de Vila Real, entraram em resolução durante a noite desta sexta-feira, segundo o Comando Sub-regional do Douro da Proteção Civil..A fonte disse que, no terreno, se mantêm os operacionais em operações de rescaldo e de vigilância..O fogo que deflagrou na quinta-feira em Sedielos, no concelho de Peso da Régua, ameaçou casas e mais que duplicou o número de operacionais ao início da noite, mas o combate correu favoravelmente e a ocorrência entrou em fase de resolução às 02:21 de hoje, permanecendo no local, pelas 08:30, 95 elementos das forças de socorro e segurança e 28 viaturas..O incêndio no Alto de Fiães, em Alijó, entrou em resolução às 02:51 e, no local, segundo a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estão 38 homens e 11 viaturas..O fogo deflagrou pelas 18:00 de terça-feira, na freguesia de Vilar de Maçada, esteve em resolução e reativou durante a tarde de quarta-feira. Foi dado como resolvido durante a madrugada, entrou em conclusão pelas 13:00 de quinta-feira e reativou novamente durante a tarde..Ainda no distrito de Vila Real, em Vila Pouca de Aguiar entraram em resolução na quinta-feira à noite os fogos que ainda lavravam, o de Sabroso de Aguiar, que se mantinha ativo desde segunda-feira, e ainda uma reativação que aconteceu na quinta-feira na zona de Vreia de Jales..Segundo a ANEPC, em Sabroso de Aguiar mantêm-se esta manhã 63 operacionais e 22 viaturas..O alerta para o primeiro incêndio em Vila Pouca de Aguiar foi dado pelas 07:30 de segunda-feira, em Bornes de Aguiar, e a situação foi-se agravando ao longo do dia, com mais três fogos em Sabroso de Aguiar, Telões e Vreia de Jales, em que as chamas se mantiveram ativas até quinta-feira..Um relatório preliminar indica que os incêndios que deflagraram no concelho de Vila Pouca de Aguiar na segunda-feira queimaram uma área de cerca de 8.000 hectares de floresta, mato e propriedades agrícolas..Ardeu uma habitação em Zimão, deixando um idoso desalojado, e foram também atingidos cinco casas devolutas, vários armazéns agrícolas, um armazém industrial e uma estufa..O incêndio em Penalva do Castelo, distrito de Viseu, entrou esta madrugada em fase de resolução, mas em Castro Daire há "muito trabalho pela frente", apesar de alguma chuva, disse a Proteção Civil..O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões, Miguel Ângelo David, vincou que "há muito trabalho pela frente" no incêndio de Castro Daire e que "não é por caírem umas pinguinhas que poderemos considerar as coisas resolvidas".."Não choveu em todo o lado. [...] Caíram umas pingas nalguns sítios, nalguns sítios também tenho reporte que choveu muito, mas as equipas continuam a fazer os trabalhos", disse Miguel Ângelo David à agência Lusa pelas 00:50..O comandante revelou que o incêndio que lavra desde segunda-feira em Penalva do Castelo, e que mobilizava, pela 01:15, 191 operacionais e 47 meios terrestres, estava em fase de resolução..Sobre Castro Daire, Miguel Ângelo David disse que houve "um reforço de dispositivo", e que as equipas continuam "a operar com maquinaria, com os grupos de combate e com linhas de progressão no terreno, que é muito escarpado".."Mas estamos a ter uma boa evolução. A temperatura baixou significativamente, estas pinguinhas também são alguma humidade, vamos ver, mas ainda há muito trabalho pela frente. Vamos ter muito trabalho nos próximos dias", vincou o comandante..Questionado sobre se da parte da manhã, face à evolução meteorológica, se prevê uma cenário mais favorável, Miguel Ângelo David referiu que poderá ser feita "uma avaliação".."As pessoas estão a fazer descidas de zonas muito escarpadas, que são trabalhos muito minuciosos, com progressão lenta", explicou o comandante