Mais de cinco mil casos num dia. Incidência com novo aumento

Estão 138 pessoas em unidades de cuidados intensivos devido à covid-19, reporta a DGS no relatório diário. No total, há 917 internados, o que corresponde a menos 19 doentes face ao dia anterior. Há a registar mais 15 mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2.

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Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a covid-19 no centro de vacinação em Lisboa© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal registou, em 24 horas, 5286 novos casos de covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Foram reportadas mais 15 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta quarta-feira (8 de dezembro).

No que se refere à situação dos hospitais, os dados mostram que há agora 917 internados (menos 19 face a terça-feira), dos quais 138 (mais cinco) estão em unidades de cuidados intensivos.

Há mais 3021 pessoas que recuperaram da doença, elevando para 1 096 285 o número total de recuperados, pelo que Portugal tem agora 62 834 casos ativos de covid-19 (mais 2250).

Em dia de atualização dos valores da matriz de risco, o índice de transmissibilidade, R(t) é agora de 1,11 a nível nacional (era de 1,10) e no continente.

O nível de incidência a 14 dias volta a subir. Passa de 410,4 para 438,4 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional e de 413,9 para 442,1 no continente.

© DGS

Lisboa e Vale do Tejo, com 1796 novos casos, o Norte, com 1600 e a região Centro, 1315, concentram o maior número diário de infeções.

Foram ainda confirmados mais 338 casos no Algarve, 122 no Alentejo, 81 na Madeira e 34 nos Açores.

Das 15 mortes registadas em 24 horas, cinco ocorreram na região Centro, quatro em Lisboa e Vale do Tejo, três no Algarve, duas no Norte e uma no Alentejo.

Nove das vítimas mortais tinham mais de 80 anos, cinco tinham entre os 70 e os 79 anos, tendo ocorrido um óbito na faixa etária entre os 60 e os 69 anos.

Com esta atualização, Portugal soma agora, desde o início da pandemia, 1 177 706 diagnósticos de covid-19 e 18 587 óbitos, sendo que há mais 2539 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 82 077.

Costa rejeita novas restrições, mas diz que Natal pede "cuidados especiais"

Em véspera de mais uma reunião do Conselho de Ministros, marcada para amanhã (quinta-feira), o primeiro-ministro rejeitou a possibilidade de serem aprovadas novas restrições. António Costa disse em declarações à SIC Notícias que é preciso ter, no entanto, "cuidados especiais" no Natal.

"As medidas que adotamos entraram em vigor no dia 1 dezembro, portanto, ainda é recente. Está previsto que nas próximas semanas vamos ter um aumento da taxa de incidência. As medidas foram adotadas, sobretudo, para poder controlar esse crescimento", referiu.

O primeiro-ministro defende que se faça testes antes do Natal e pede "cuidados especiais". "Pelo menos o auto teste acho que é muito recomendável", afirmou.

Destacou também a importância de as pessoas mais idosas estarem vacinadas com a dose de reforço da vacina contra a covid-19 até ao Natal, referindo que o regime de "casa aberta" já funciona até aos 75 anos, sendo alargada, ainda esta semana, para as pessoas com 70 anos.

Afirmou que todos temos de ter como objetivo "não ter um janeiro de 2022 igual ao terrível janeiro de 2021" o chefe de Governo.

Multadas 21 companhias aéreas e 591 passageiros em seis dias

Também esta quarta-feira, Ministério da Administração Interna revelou que 21 companhias aéreas e 591 passageiros foram multados nos aeroportos portugueses nos primeiros seis dias de obrigatoriedade de desembarcarem com teste negativo à covid-19 ou certificado de recuperação, revelou hoje à Lusa o Ministério da Administração Interna.

Desde 1 de dezembro que todos os passageiros que cheguem a Portugal por via área são obrigados a apresentar teste negativo à covid-19 ou certificado de recuperação no desembarque.

Num balanço dos seis primeiros dias desta medida para conter o aumento do número de casos de covid-19, o Ministério da Administração Interna (MAI) avançou à Lusa que a PSP e o SEF fiscalizaram 186 267 passageiros e 1985 voos, que resultaram em 591 contraordenações.

Dos 591 autos de contraordenação, 403 foram levantados pela PSP, que controla os passageiros provenientes de voos com origem no espaço Schengen, e 188 pelo SEF, que fiscaliza os viajantes oriundos de países fora do espaço Schengen (fora da Europa).

Estão isentos da obrigatoriedade de testes, PCR ou rápido, os passageiros de voos domésticos, os menores de 12 anos e as tripulações.