Acampada em Lisboa, na Praça D. Pedro IV, na madrugada de 25 de outubro.
Acampada em Lisboa, na Praça D. Pedro IV, na madrugada de 25 de outubro.Foto: José Sena Goulão/Lusa

Amnistia Internacional fala em "uso excessivo e desproporcionado da força" nas acampadas e pede investigação

Organização em Portugal teve observadores nas concentrações pelo direito à habitação que documentaram a intervenção da PSP "com conhecimento das forças policiais".
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A Amnistia Internacional em Portugal diz-se "profundamente preocupada" com o que considera ser o "uso excessivo e desproporcionado da força pela polícia para dispersar as Acampadas de Lisboa e Porto" durante a madrugada deste domingo, dia 25 de outubro de 2026.

João Godinho Martins, diretor executivo da Amnistia Internacional – Portugal, defende que houve um "uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia", que resultou em dezenas de feridos”.

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A organização de defesa dos direitos humanos diz que "está a investigar o sucedido, recorrendo, entre outros, às informações documentadas pelos nossos próprios observadores, que estavam a documentar o evento e estiveram presentes durante o incidente, com conhecimento das forças policiais".

O diretor executivo da Amnistia Internacional em Portugal adianta que tem "várias preocupações graves relativamente à conduta da polícia durante a dispersão deste protesto e às violações das suas obrigações ao abrigo do direito internacional. Estas são apenas as nossas conclusões imediatas, e não será com certeza a última palavra da Amnistia Internacional sobre a perturbadora ação da polícia esta noite”.

A atuação da política nesta madrugada de domingos nas praças D. Pero IV, em Lisboa, e D. João I, no Porto, "representam um novo mínimo para os direitos de protesto em todo o país. A polícia tem a obrigação de apenas recorrer à dispersão de protestos e de força como último recurso e de forma proporcional à situação. Não é isso que estamos a ver".

João Godinho Martins diz ainda que a situação "tem de ser investigada com urgência. As autoridades devem agir de imediato para evitar que se repitam os danos chocantes e as violações de direitos a que assistimos esta noite”.

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