Alunos do concelho de Lisboa todos colocados após reunião de emergência com diretores de agrupamentos
Os alunos do ensino pré-escolar ao ensino secundário que ainda não tinham vaga nas escolas do concelho de Lisboa foram todos colocados após a reunião de segunda-feira, 14 de setembro, entre os agrupamentos de escolas do concelho de Lisboa e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE).
De acordo com o Público, a solução encontrada passará por alargar o número de alunos por turma, abrir novas turmas e reorganizar espaços.
A reunião agendada pelo ministro Fernando Alexandre para as 15h00 terminou já perto das 22h00.
Haverá também problemas noutros concelhos, como Sintra, que ainda aguardam solução. Porém, o autarca Marco Almeida disse à TSF desconhecer situações de alunos sem colocação nas escolas do concelho.
Apesar de a Fenprof ter denunciado 744 casos de alunos sem vaga nas escolas de Sintra, mas a autarquia adianta que, "tendo em conta a informação que a câmara dispõe, nesta altura", não existem casos.
"A vereação que tem esta tutela está a falar com os diretores escolares e, até ao final da semana, terá um retrato para saber se há ou não situações de alunos sem colocação", acrescenta o edil sintrense, que admite existirem "escolas com turmas com o número máximo de alunos, sobretudo no terceiro ciclo e no ensino secundário".
Fernando Alexandre lamentou na segunda-feira, em Arganil, as situações em que os pais não conseguem "colocar os filhos na escola que querem", mas garantiu que todos os alunos serão colocados em escolas da região onde vivem.
"Uma coisa são as situações que existem, que são os pais a não conseguir colocar os filhos na escola que querem. Vou dar um exemplo: na semana passada estive em Setúbal e uma mãe veio ter comigo e disse-me que vive e trabalha ao lado de uma escola e a filha vai estudar a cerca de 10 quilómetros. Perguntei ao diretor como era possível e ele explicou-me que tinha 15 turmas do 6.º ano e só tinha sete turmas do 7.º ano, pelo que não conseguia acomodar todos os alunos. Nesse caso, é lamentável. Mas não é um caso novo. Tem sido sempre assim. Não conseguimos colocar sempre as crianças na escola da primeira opção, mas conseguimos colocá-la com toda a certeza", frisou o governante.
De acordo com declarações de fonte do Ministério da Educação à Lusa antes da reunião, estava em curso um processo de identificação de vagas disponíveis, estando a ser “equacionadas as habituais soluções administrativas, como a constituição de novas turmas, a integração de alunos em regime de supranumerário e a reorganização de espaços escolares, sempre que necessário e em conformidade com a lei”.
Na semana passada, um grupo de pais revelou que iria avançar com uma ação contra o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), porque as aulas estavam a começar e os seus filhos continuavam sem escola atribuída, apesar de terem tratado do processo dentro do prazo.
