Nenhum atendimento teve de ser desmarcado devido à greve dos técnicos da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) nesta segunda-feira, 01 de junho. Fonte oficial da agência indica que a adesão foi inferior a 3%.“Durante a manhã deste primeiro dia de greve, a adesão registada situou-se abaixo dos 3% dos trabalhadores, sem impacto no funcionamento dos serviços”, informou a AIMA, em comunicado. O DN/DN Brasil apurou que o total de funcionários em greve é de 21, num universo de mais de 700 profissionais em todo o país.Até ao momento, não foi necessário remarcar atendimentos. “Todas as Lojas AIMA mantiveram-se em funcionamento, assegurando o atendimento previsto, sem necessidade de reagendamentos e sem registo de constrangimentos operacionais”, acrescenta a agência.Ainda segundo a entidade, a situação está a ser acompanhada. “A AIMA continuará a acompanhar a evolução da situação ao longo do período de greve”, refere. A paralisação está marcada para toda a semana, até sexta-feira, 5 de junho.A orientação é para que quem tem horário marcado compareça normalmente, mesmo correndo o risco de não ser atendido. A situação prejudica os imigrantes, já que a espera por uma nova data pode prolongar-se por meses.Esta greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração. No pré-aviso de greve, ao qual o DN/DN Brasil teve acesso, pode ler-se que “a decisão de recorrer à greve decorre da persistência de problemas estruturais que afetam gravemente os trabalhadores e o funcionamento dos serviços”.Entre os problemas apontados estão “a crescente degradação das condições de trabalho e o aumento da pressão sobre os trabalhadores, sem o correspondente reforço de meios humanos e técnicos”, bem como “a incapacidade de dar resposta célere aos processos de regularização, com impacto direto quer nos trabalhadores quer nos cidadãos estrangeiros”.amanda.lima@dn.pt.Técnicos de Migração da AIMA estarão em greve na próxima semana.Atenção viajantes: greve cancela parte dos voos entre Brasil e Portugal na terça e quarta