António Mexia e João Manso Neto constituídos arguidos

PJ efetuou buscas na EDP e na REN por suspeitas de corrupção. João Conceição e Pedro Furtado também são arguidos no processo

Os presidentes da EDP e da EDP Renováveis, António Mexia e João Manso Neto, foram constituídos arguidos no âmbito de um processo que investiga corrupção e participação económica em negócio.

A Polícia Judiciária realizou hoje buscas na REN - Redes Energéticas Nacionais, EDP e na consultora The Boston Consulting Group, no âmbito de um processo que investiga corrupção ativa e passiva e participação económica em negócio.

Segundo a SIC Notícias, Rui Cartaxo, ex-CEO da REN e atual chairman do Novo Banco também teria sido constituído arguido.

O DCIAP revelou em comunicado, ao final da tarde, mais dois arguidos: João Conceição e Pedro Furtado.

"No decurso da operação realizada, esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) foram constituídos quatro arguidos: António Mexia, João Conceição, João Manso Neto e Pedro Furtado", pode ler-se no comunicado do DCIAP, que acrescenta que "foi, igualmente, recolhida vasta documentação e informação digital."

Ainda de acordo com uma informação do DCIAP, "o inquérito tem como objeto a investigação de factos subsequentes ao processo legislativo bem como aos procedimentos administrativos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC)".

Os CMEC são uma compensação relativa à cessação antecipada de contratos de aquisição de energia (CAE)", o que aconteceu na sequência da transposição de legislação europeia no final de 2004.

Em causa na investigação estão suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio

Fontes oficiais da EDP e da REN já haviam confirmado à agência Lusa buscas da PJ nas suas sedes, em Lisboa.

"Informamos que a REN continuará, como sempre a colaborar com as autoridades em tudo o que estiver ao seu alcance", adiantou fonte oficial da empresa liderada por Rodrigo Costa.

Também a elétrica liderada por António Mexia realçou que está a colaborar com as autoridades.

O Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

[Notícia atualizada às 19:45]

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