Costa recebido em Goa com banho de multidão

Não foi campanha mas parecia. António Costa foi recebido de forma entusiástica nas ruas do Bairro das Fontaínhas, em Pangim e em Margão, terra da família, com quem almoçou

À espera de António Costa à porta da casa da família na rua Abade Faria estavam dezenas de pessoas, muitos sorrisos, gritos de Viva Portugal, e um coro de crianças que encantou o primeiro-ministro com uma canção em português (a canção de apoio à seleção nacional no Euro 2016).

Eram cerca da uma da tarde em Goa - sete e meia da manhã em Portugal - quando o primeiro-ministro chegou finalmente a Margão, uma visita que, ao contrário do estabelecido no programa oficial da visita oficial, pode afinal ser acompanhada pelos jornalistas.

Antes de ser recebido pela prima e pela tia que ainda ali vivem, Costa explicou que esta foi sempre uma casa cheia: "Na Índia há uma tradição em que os irmãos que não casam vão viver com os irmãos que casam", afirmou, explicando que "os nossos avós tinham muitos irmãos e só eles é que casaram e nesta casa o meu pai e o meu tio foram criados com os pais e com nove tios".

A visita a Margão seguiu-se à do Bairro das Fontaínhas, em Pangim, capital estadual de Goa. Neste bairro a influência portuguesa é particularmente visível, com muitas ruas, lojas e até pessoas a terem nomes portugueses - Fátima, Augusto ou Luciano, por exemplo, são nomes muito comuns

Não foi campanha mas parecia

Costa teve um autêntico banho de multidão nas Fontaínhas, com centenas de pessoas a quererem ver, abraçar e tirar selfies com o primeiro-ministro. Muitos fizeram mesmo questão de falar em português, e Costa reparou nisso mesmo: "a língua portuguesa está a ser muito bem conservada neste bairro", notou numa arruada em que os aplausos e os gritos de "viva Portugal" foram uma constante.

O passeio incluiu uma pequena entrevista, na rua, com um jornalista indiano que vestia a camisola da seleção portuguesa, e um boné a condizer. Vítor Lopes, um goês de 69 anos, diz num português perfeitos que tem "sangue português", e "mais de Portugal" do que do que do "próprio país". "Agora sou indiano, mas não posso esquecer que fomos portugueses. E fomos bem portugueses!" exclamou com satisfação no momento exato em que António Costa se aproximava e Vítor, com o microfone que estava ligado a um sistema de sonoro na rua para que todos pudessem ouvir, iniciava a mini-entrevista a António Costa perguntando se estava a gostar da visita. A resposta é fácil de adivinhar.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG