Bruno Mascarenhas foi o candidato do Chega à Câmara de Lisboa nas autárquicas de 2025
Bruno Mascarenhas foi o candidato do Chega à Câmara de Lisboa nas autárquicas de 2025Foto: Gerardo Santos

Vereador do Chega fala em ligações de Miguel Coelho a traficantes de droga na reunião da Câmara de Lisboa

Bruno Mascarenhas referiu ligações do ex-presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. Vereador do PS pediu aos serviços para avaliar se declarações devem ser enviadas ao Ministério Público.
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O vereador do Chega na Câmara de Lisboa, Bruno Mascarenhas, agitou a reunião do executivo municipal, que teve lugar na manhã desta sexta-feira, ao dizer que estará quase a poder provar ligações do socialista Miguel Coelho, antigo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, e que é um dos alvos da Operação Imergente, a imigrantes provenientes do Paquistão que supostamente controlam o tráfico de droga nessa zona histórica da capital.

A intervenção de Bruno Mascarenhas na reunião - que não se realizou na quarta-feira, devido à greve geral, e foi conduzida pelo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Gonçalo Reis, - motivou uma reação dos vereadores eleitos pelo PS. Também arguido no âmbito da Operação Imergente, tal como Carla Madeira, Sérgio Cintra pediu aos serviços jurídicos que ouvissem a gravação da intervenção do vereador do Chega para avaliar se haveria ou não matéria para requerer intervenção do Ministério Público.

Contactado pelo DN, Bruno Mascarenhas desvalorizou o que considera nem ter chegado a ser um incidente na reunião da Câmara de Lisboa, numa altura em que se dirigia à vereadora socialista Alexandra Leitão. "Disse que não conseguia provar as ligações", refere o vereador do Chega, acrescentando que fez uma interpelação ao vice-presidente da autarquia em que defendeu uma auditoria às transferências de verbas relativas à Junta de Freguesia de Santa Maria Maior nos últimos três anos.

Miguel Coelho é um dos arguidos na Operação Imergente, que investiga uma sucessão de contratos públicos que envolvem autarquias com empresas de pessoas ligadas ao PS, como o ex-jornalista Duarte Moral - que foi assessor de António Costa e era até agora assessor do atual secretário-geral do partido, José Luis Carneiro -, e a sua mulher, Rute Reimão. E a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior é vista como o epicentro dessa rede de contratos. "Em causa estão procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público", comunicou a Polícia Judiciária, aquando da megaoperação, que incluiu buscas na sede nacional do PS.

Miguel Coelho suspendeu o mandato de deputado municipal logo após o seu envolvimento na Operação Imergente, o que forçou a sua substituição na liderança da bancada socialista na Assembleia Municipal de Lisboa.

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