André Ventura disparou contra Governo e Presidente da República a propósito da forma como têm gerido os efeitos da tempestade Kristin e apelou a que seja feito um trabalho de prevenção a propósito da passagem da depressão Leonardo pelo país."Aproximando-se nova vaga de mau tempo, espero que todos os poderes do Estado façam o que não fizeram antes, um trabalho de prevenção da catástrofe. Temos tido declarações que só envergonham o Estado português. Ontem um ministro da Coesão Territorial disse que os portugueses afetados deviam usar o salário do mês passado. Estas declarações são nocivas. É um insulto às pessoas, por um ministro que sabe qual é o salário médio em Portugal, sobretudo nas zonas afetadas. A ministra da Administração Interna disse não saber que há um plano da proteção civil e que estamos todos em aprendizagem. Não é pedir muito que se deixem de declarações destas", afirmou o candidato presidencial apoiado pelo Chega em Torres Vedras, à margem de uma visita à Carmo & Silvério, uma das empresas afetadas pela tempestade Kristin.Ventura falou ainda da isenção de portagens de trechos da A8, A17, A14 e A19 durante uma semana para criticar o atraso da implementação da medida. "Finalmente o Estado fez o que eu já ando a pedir há três dias, que é isentar de portagens esta zona de catástrofes. Estamos a falar de zonas para onde as pessoas se estão a deslocar para levar alimentos e a concertar postes elétricos. Faz algum sentido que estas pessoas paguem portagens?", questionou o líder do Chega, que garantiu que "enquanto houver tragédias deste tipo", não vai "fazer outra coisa que não estar ao lado das pessoas" e dizer aquilo que pensa..Governo vai isentar de portagens trechos da A8, A17, A14 e A19 durante uma semana.E Ventura disse que pensa que "o Estado tem vindo a falhar". "A questão dos apoios está mal feita. Não percebo como é que o Presidente da República consegue ficar em silêncio com salários de 500 euros. Há o tempo para fazer política, mas este é o tempo de estar ao lado das pessoas”, vincou o candidato presidencial, que frisou que as "pessoas sentem que não haja poderes políticos para as apoiar" e criticou a visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Papa Leão XIV: "Lembra alguém que o Presidente da República, numa altura destas, vá ao Vaticano? É uma imagem bonita, que nos orgulha a todos, mas no meio de uma tempestade? Deveria estar ao lado das pessoas.”A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho..Proteção Civil eleva estado de prontidão para o nível máximo. Montenegro prevê "grande desafio" esta semana