Luís Montenegro: "O nosso espaço político não estará representado nesta segunda volta"

Diferença é de cerca de 10 pontos percentuais entre os primeiros candidatos. Cotrim de Figueiredo ocupa a terceira posição, e mantém-se no jogo. Acompanhe todas as atualizações aqui, no DN.
Luís Montenegro, primeiro-ministro
Luís Montenegro, primeiro-ministroFoto: Gerardo Santos

IL: apoio na segunda volta em aberto

Seguro ganha na esmagadora maioria do território nacional

Numa altura em que já só falta fechar a contagem dos votos em quatro distritos (Lisboa, Porto, Braga e Setúbal), além do círculo da emigração, Seguro ganhou na esmagadora maioria do território nacional, à exceção de Faro e da Madeira.

Em Bragança, ganhou António José Seguro, com 30,79% dos votos, enquanto André Ventura obteve 27,93%. Luís Marques Mendes (16,78%) foi o terceiro.

Em Vila Real os resultados foram muito semelhantes: também vitória para Seguro, com 30,75%, André Ventura teve 25,96% e Marques Mendes 16,87%.

Em Viana do Castelo, 28,73% para António José Seguro e 24,61% para Ventura. Marques Mendes em terceiro, com 15,39%.

Em Aveiro, António José Seguro obteve 28,60%, André Ventura 22,88% e Cotrim de Figueiredo 16,37%.

Em Coimbra, larga vantagem para Seguro, com 35,47% contra 19,54% de Ventura e 14,90% de Cotrim de Figueiredo.

Em Viseu: Seguro com 30,03%, Ventura com 25,77%, Marques Mendes com 15,32%.

Na Guarda, 35,91% dos votos para António José Seguro, 24,72% para André Ventura e 13,74% para Marques Mendes.

Em Castelo Branco, distrito natal de António José Seguro, vitória mais ampla para o ex-líder socialista, com 40,20%, contra 23,54% de Ventura. Gouveia e Melo ficou em terceiro, com 11,87%.

Mais renhido foi em Santarém: 28,58% para Seguro, 28,04% para Ventura. João Cotrim de Figueiredo foi o terceiro mais votado (14,70%) neste distrito.

Em Portalegre, uma margem de apenas 60 votos valeu a Seguro o primeiro lugar, com 31,09%, contra 30,98% de Ventura. Gouveia e Melo obteve 12,78%.

Em Évora, 33,46% para Seguro, 24,83% para Ventura. Cotrim de Figueiredo chegou aos 13,21%.

Ventura ganhou em Faro, com 33,02%. No distrito algarvio, Seguro ficou em segundo lugar, com 26,93%. Cotrim de Figueiredo obteve 13,01%.

Nas regiões autónomas, vitória para Seguro nos Açores, com 30,79%, frente aos 26,74% de Ventura e 13,81% de Marques Mendes.

Na Madeira, ganhou Ventura: 33,40%. Seguro ficou-se pelos 22,81% e Marques Mendes com 14,67%.

Miguel Costa Matos (PS) confiante na vitória de Seguro na segunda volta

Marques Mendes assume a derrota

Montenegro com Marques Mendes na sede de campanha

O primeiro-ministro e líder do PSD foi ter com o candidato apoiado pelo seu partido ao hotel de Lisboa que serve de sede de campanha, para o cumprimentar.

Líder de partido nacionalista belga felicita Ventura em português

O líder do partido nacionalista belga Vlaams Belang, que faz parte do grupo Patriotas pela Europa, também já felicitou André Ventura. Tom Van Grieken partilhou no X uma mensagem em português.

"Parabéns, Andre Ventura, pelo teu excelente resultado eleitoral! És um lutador com uma energia incrível! É mais do que nunca uma honra chamar-te amigo político. O Chega rompe com décadas da mesma política de esquerda em Portugal e dá aos portugueses finalmente esperança de verdadeira mudança. Uma política realmente diferente não vem dos velhos partidos, mas de partidos como o Chega e o Vlaams Belang! Sucesso na segunda volta!", escreveu.

Viktor Orbán felicita Ventura

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já felicitou André Ventura no X. "Parabéns André Ventura por ter chegado à segunda volta nas eleições presidenciais. O povo português enviou uma mensagem clara: os Patriotas de toda a Europa estão em ascensão. Força na segunda volta!", escreveu, esta última frase em português.

Montenegro: "Na segunda volta não está representado o nosso espaço político"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta noite que ninguém do seu espaço político "estará representado" na segunda volta das presidenciais.

O primeiro-ministro começou por dizer que estas eleições ocorreram  “dentro daquelas que são as normas previstas na Constituição e na Lei” e que, como tal, “tudo aponta para a necessidade de haver uma segunda volta daqui a 3 semanas. Quero reiterar com satisfação o aumento de participação dos portugueses” e “em nome do PSD felicitar todos os candidatos, em particular aqueles que vão disputar a segunda volta: O Dr. António José Seguro, que representa o espaço político à esquerda do PSD e o Dr. André Ventura, que representa o espaço político à direita do PSD”.

“A conclusão que o PSD tira desta eleição é que o seu espaço político não estará representado nesta segunda volta pela circunstância de o nosso espaço político ter tido uma fragmentação de votos que os outros não tiveram”, lamentou ainda o chefe do executivo, falando diretamente da residência oficial.

“Luís Marques Mendes colocou todo o seu conhecimento à disposição dos portugueses” e “fui um seu apoiante convicto e continuo a achar que ele era a melhor escolha”, mas “como acabamos agora mesmo de ouvir, aceitamos democraticamente o veredicto e a escolha dos portugueses. Nesta segunda volta não estará representado o nosso espaço político. Aceitamos essa escolha com humildade democrática e o PSD não estará envolvido na campanha eleitoral”, continuou ainda, garantindo que o partido não dará “nenhuma indicação” sobre o sentido de voto na segunda volta destas eleições. “Não daremos nenhuma indicação, nem é suposto fazê-lo. E quero dizer que faremos com toda a tranquilidade aquilo para que o PSD foi escolhido: o PSD estará a governar Portugal, no decurso de uma escolha legítima, livre e democrática dos portugueses”, foi repetindo.

“Evidentemente que não ficámos satisfeitos” com os resultados, “mas aceitamos a escolha legitima, livre e democrática do país”, repetiu o chefe de Governo na reação aos resultados desta noite eleitoral de 18 de janeiro.

Quanto a Marques Mendes, garantiu sentir “que é uma escolha legítima. Sinto que aquela que era a nossa opção não teve acolhimento e assumo essa responsabilidade”, continuou. “Umas vezes ganhamos, outras vezes não ganhamos. É preciso compreender que a Democracia é isto, que os portugueses fazem uma opção clara em cada eleição”, salientou.

Repetindo que nem ele nem o PSD estarão envolvidos nas próximas semanas de campanha presidencial, Luís Montenegro avisou ainda que “aqueles que estão muito interessados em promover questões nas próximas três semanas, não vão encontrar uma resposta diferente desta”, referiu, repetindo que respeitará “a escolha legitima, livre e democrática do país”.

Marques Mendes assume derrota como sua

No discurso de derrota de Luís Marques Mendes, o candidato assumiu que o resultado é sua responsabilidade e só sua.

Disse ainda que não vai endossar os votos que obteve a ninguém.

Uma declaração escrita, sem direito a perguntas dos jornalistas.

José Luís Carneiro: "Momento de grande alegria"

O secretário-geral do PS já reagiu à vitória de António José Seguro nesta primeira volta das eleições Presidenciais, um resultado que que classifico como um "momento de grande alegria".

"António José Seguro é o vencedor da noite. E é o vencedor do claro", sublinhou José Luís Carneiro, numa declaração a partir da sede do PS no Largo do Rato.

O líder socialista destacou ainda as "razões bem importantes" que justificaram, na sua leitura, a vitória de Seguro.

"Primeira, a atitude e comportamento durante a campanha. Mostrou elevação, respeito pelos adversários, valorização do pluralismo político que se vive nas campanhas eleitorais e em circunstância alguma reagiu às provocações recebidas dos seus adversários", começou por dizer. Depois, acrescentou "um grande sentido de Estado e de elevação institucional".

Mas, realçou Carneiro, Seguro "ganhou também por colocar as prioridades certas" na sua campanha. E enumerou-as: "Saúde, em primeiro lugar, habitação, crescimento da economia e salários, defesa da dignidade das condições laborais de todos os portugueses, mostrando mesmo ser claro contra a legislação laboral que alguns tentaram colocar nas prioridades da agenda política", referiu, aproveitando o momento para a crítica ao Executivo PSD/CDS liderado por Luís Montenegro.

"[Seguro] É o candidato das prioridades que servem as pessoas , mas também candidato que defendeu democracia e valores institucionais", reforçou José Luís Carneiro.

Cotrim já felicitou Segurou

Gonçalo Almeida Ribeiro.
Gonçalo Almeida Ribeiro.Reinaldo Rodrigues

João Cotrim de Figueiredo já felicitou António José Seguro pelo resultado das primeiras projeções desta noite eleitoral. A informação foi confirmada pelo magistrado Gonçalo Almeida Ribeiro, coordenador da estratégia Horizonte Político 2031 da Iniciativa Liberal, que subiu ao púlpito na sede de campanha do partido para reagir aos resultados.

O ex-vice-presidente do Tribunal Constitucional disse ainda que Cotrim de Figueiredo mantém a "prudência" e segue com "serenidade" no decorrer desta noite eleitoral.

Marques Mendes já contactou António José Seguro para dar os parabéns ao socialista pela passagem à segunda volta

André Ventura fala aos jornalistas à chegada à sede de campanha

Catarina Martins: "A resposta adequada neste momento é votar em António José Seguro na segunda volta"

Catarina Martina lamentou que Portugal continue a ter alguns tabus, nomeadamente o de "ter uma mulher na Presidência da República". A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda garantiu apenas cerca de 2% dos votos nestas presidenciais.

" Continuarei a lutar para quebrar os tabus em Portugal. E queria assinalar que a hecatombe de resultado de Marques Mendes é também uma hecatombe de Luís Marques Mendes", acicatou ainda, recordando que Marques Mendes era o candidato apoiado pelo partido atualmente no poder.

Lamentando ainda o crescimento da extrema-direita em Portugal, Catarina Martins finalizou com um apelo:

"A resposta adequada neste momento é votar em António José Seguro, na segunda volta, com os olhos bem abertos", pediu a candidata presidencial e antiga dirigente do BE.

Beja foi o primeiro distrito a fechar. Venceu Seguro

Primeiro distrito fechado em contagem de votos é Beja, onde a vitória vai para a António José Seguro, com 33,7% dos votos.

André Ventura, que tinha visto o Chega vencer em Beja nas últimas legislativas, ficou em segundo, com 28,8%. Gouveia e Melo obteve 11,6% dos votos no distrito alentejano, enquanto Cotrim de Figueiredo ficou com 9,6%.

António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, teve 6,36%, ficando à frente de Marques Mendes, que não passou dos 5,86%.

Ventura: "Hoje era sobre liderar a direita. Amanhã será sobre agregar a direita"

André Ventura pede calma para ter a confirmação dos resultados, mas o tom já é de vitória, na reação às projeções. À chegada ao hotel Marriott, em Lisboa, o líder do Chega falou, de sorriso rasgado, aos jornalistas e afirmou-se como o novo líder da direita em Portugal

"Quero agradecer a todos os que votaram porque sei como era difícil e exigente acreditar como o país podia ser diferente", começou por dizer. "Agora vou reunir com a equipa de campanha e olhar para todos os cenários em cima da mesa. Só há um caminho a fazer"

"A direita não perdeu as eleições, a direita hoje ganhou as eleições. E isto significa que quem hoje liderar a direita, para a segunda volta, tem a maior probabilidade de a poder vencer. Se isso se confirmar, a minha missão é agregar isto numa candidatura anti-corrupção, pelos jovens…", continuou.

"Hoje o país teve uma fragmentação total à direita. O país terá de decidir se quer voltar com o socialismo para o poder ou não. Eu acho importante dizer que o socialismo não deve voltar ao poder em Portugal", instou.

"O facto de os eleitores me terem dado, segundo todas as projeções que vi, a liderança dessa direita, deixa-me muito orgulhoso"

"Quero dizer-vos que se isto se confirmar, vou trabalhar cada minuto, cada dia, cada semana…o primeiro-ministro e o Presidente da República também compreenderão que eu me dirija a todos os portugueses e não a nenhum cargo. Eu vou agregar a direita".

"Hoje era sobre liderar a direita. Amanhã será sobre agregar a direita", bradou ainda. "A luta contra o socialismo vai começar agora".

Na sede de campanha do PSD ambiente é vazio

Na sede de campanha do PSD, muitas pessoas saem nesta altura da sala, que fica muito deserta.

As projeções das televisões dão a Marques Mendes, o candidato oficialmente apoiado pelo partido, apenas o quinto lugar nestas eleições, completamente fora de qualquer possibilidade de passar à segunda volta.

Jorge Pinto apela ao voto em António José Seguro

Na reação aos resultados projetados logo após as 20h00, o candidato apoiado pelo Livre - que com 70% dos votos contados regista 0,6% dos boletins - reafirmou o seu compromisso com a República e a Democracia. "Amanhã aqui continuaremos com a mesma força e a mesmíssima energia. A República somos todos nós. Aqueles que estarão na rua, amanhã, a defendê-la", referiu o mais novo candidato nestas presidenciais de 2026.

"Eu disse, num debate eleitoral para esta primeira volta, que não seria por mim que António José Seguro não seria Presidente da República. Agora digo que será por mim que António José Seguro será Presidente da República", garantiu, revelando que não só vai votar no candidato apoiado pelo PS, como vai instar o seu partido a acompanhá-lo nesta intenção de voto.

Figuras do Chega concentram-se na noite eleitoral de Ventura

Num momento em que as projeções das televisões apontam para a passagem de André Ventura à segunda volta das presidenciais, enfrentando António José Seguro, que terá sido o mais votado neste domingo, o hotel lisboeta onde decorre a noite eleitoral da candidatura do líder do Chega está a encher-se de figuras do partido.

Presentes estão deputados como Eduardo Teixeira, Bernardo Pessanha, Pedro Correia ou Felicidade Vital, mas também o eurodeputado Tiago Moreira de Sá ou membros do Governo-sombra apresentado por Ventura, como o ex-ministro social-democrata Rui Gomes da Silva ou o também ex-social-democrata Miguel Corte-Real, que foi o candidato do partido à Câmara do Porto.

Na sede de Luís Marques Mendes ignora-se as projeções

Na sede de Luís Marques Mendes as poucas pessoas presentes conversam entre si sem prestar grande atenção às projeções que foram apresentadas.

A sala no hotel em Lisboa está longe de estar cheia. Não se veem nomes conhecidos dos dois partidos que apoiam o candidato presidencial.

"Segunda volta" e "vitória", ouve-se na sede de Cotrim

Numa sala agora cheia, os apoiantes de Cotrim de Figueiredo celebraram os resultados das primeiras projeções.

"Segunda volta" e "vitória" foram algumas das expressões a marcar o momento na sede de campanha da Iniciativa Liberal.

Frieza na sede de Gouveia e Melo: A "aguardar resultados"

Na sede da noite eleitoral de Henrique Gouveia e Melo, não houve um antes e um depois, com as primeiras projeções a colocarem o almirante em quarto lugar, a seguir a João Cotrim de Figueiredo. As reações às primeiras projeções ficaram a cargo da mandatária distrital de Lisboa, Conceição Calhau, que afirmou que, neste momento, e perante os resultados que ainda não estão consolidados, só há uma coisa a fazer, "serenamente": "Aguardar os resultados".

Muitos dos apoiantes de Gouveia e Melo mantiveram-se sentados enquanto olhavam para as percentagens que mostravam os intervalos que correspondem às votações.

Conceição Calhau agradeceu "aos muitos milhares de portugueses que confiaram na candidatura de Henrique Gouveia e Melo" e frisou aquilo que o almirante várias vezes destacou durante a campanha: "É uma candidatura independente."

Seguro finta jornalistas e espera resultados mais concretos antes de reagir

António José Seguro chega ao Centro Cultural das Caldas da Rainha às 20h15, apenas 15 minutos depois da divulgação das primeiras projeções.

O candidato apoiado pelo PS fez o trajeto ladeado pela mulher.

À chegada, fintou jornalistas e apoiantes, entrando pelo parque de estacionamento de modo a ficar num espaço mais reservado enquanto espera por resultados mais concretos. Por isso mesmo, optou por não valorizar os resultados das projeções aos jornalistas que o acompanharam de perto de casa até à sede da campanha

Festa na sede de Cotrim de Figueiredo com as primeiras projeções

Com uma sala agora cheia, os apoiantes de Cotrim de Figueiredo celebraram os resultados das primeiras projeções. "Segunda volta" e "vitória" foram algumas das expressões a marcar o momento na sede de campanha da Iniciativa Liberal.

A confirmarem-se as projeções, Marques Mendes será o grande derrotado da noite

As projeções da ICS/SCTE/GFK/Pitagórica colocam Marques Mendes com os votos de entre 9,1% e 12,3% dos eleitores nacionais. Já a RTP/Católica acredita que o candidato do PSD poderá arrecadar entre 8% a 11% dos votos. Deverá ser o grande derrotado da noite - recorde-se que este foi também o candidato com maior orçamento para a campanha presidencial.

Gouveia e Melo, outro dos derrotados da noite, ficará com entre 9,2% e 12,4% ou com 11% a 14% das escolhas, dizem a Pitagórica e a RTP, respetivamente.

Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, não consegue ir para além dos 2,7% (ICS/SCTE/GFK/Pitagórica ) ou dos 3% (RTP/Católica) e Manuel João Vieira pode mesmo superar António Filipe.

As projeções do ICS/SCTE/GFK/Pitagórica dizem que o músico garante entre 0,7% e 2,3% dos votos (a RTP/Católica) dá-lhe entre 1% e 2%, e António Filipe fica-se, no máximo, entre os 2% e os 3%.

Primeiras projeções dão uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura

Diferença é de cerca de 10 pontos percentuais entre os primeiros candidatos. Cotrim de Figueiredo ocupa a terceira posição, e mantém-se no jogo.

As primeiras projeções desta noite eleitoral dão a vitória a António José Seguro, com cerca de 30% dos votos, e irá disputar a segunda volta com André Ventura.

As projeções da ICS/SCTE/GFK/Pitagórica dão António José Seguro com 30,8% e 35,2%, André Ventura com entre 19% e  24,1% e João Cotrim de Figueiredo com entre 16,3% e 20,1%.

Também as projeções da RTP/Católica dão estes mesmos candidatos no pódio, com Seguro a garantir entre 30% a 35% dos votos, Ventura 20% a 24% dos votos e Cotrim de Figueiredo entre 17% a 21%.

Liliana Reis, ex-deputada do PSD, reagiu na sede de Cotrim aos resultados da abstenção

"Esta candidatura está certa de que contribuiu para essa mobilização massiva dos portugueses", afirmou Liliana Reis, ex-deputada do PSD, na sede de campanha de Cotrim de Figueiredo, falando sovbre os números da abstenção.

A antiga deputada também aproveitou para agradecer aos portugueses e afirmou que a campanha segue "com esperança" nos resultados desta noite.

"Neste momento também sublinhar um profundo agradecimento de todos os portugueses que votaram, mas também todos aqueles que, nas mesas de voto, contribuíram para esta festa da democracia. Muito obrigada, vamos acompanhar com otimismo, com esperança, que marcaram esta candidatura esta noite eleitoral"

PSD tem reação marcada para as 21h30

A comissão política permanente do PSD deverá reagir às projeções e primeiros resultados oficiais das eleições presidenciais às 21h30. O órgão mais restrito da liderança social-democrata, no qual têm assento o líder do partido, os vice-presidentes e o secretário-geral, Hugo Soares, está reunido na sede nacional.

Esta reação foi agendada pelo PSD logo na manhã deste domingo. Depois de duas décadas em que no Palácio de Belém estiveram ex-líderes do partido (Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa), as sondagens dos últimos dias têm indicado que dificilmente Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS, poderá ser um dos candidatos que passam à segunda volta

Estas serão as mais concorridas eleições presidenciais em 20 anos

"Portugueses demonstram maturidade cívica", diz diretor de campanha de Seguro

Paulo Lopes Silva, diretor de campanha de António José Seguro, destaca a satisfação por uma participação eleitoral a rondar os 60%.

"Será das maiores participações em Presidenciais e dedicamos uma palavra aos portugueses pela maturidade cívica", disse às 19h15, considerando que a campanha de Seguro foi "centrada nas ideias, sem enlamear debate", dedicando uma palavra a todos os que "garantem a normalidade deste dia".

Vídeo: A chegada de Cotrim à sede, sem comentários aos jornalistas

Gouveia e Melo: "Farei o que os portugueses quiserem"

Gouveia e Melo presta declarações aos jornalistas.
Gouveia e Melo presta declarações aos jornalistas.Reinaldo Rodrigues

Henrique Gouveia e Melo chegou à sede da sua noite eleitoral e assegurou que traz consigo "dois planos", entre "continuar" e dedicar-se à sua "vida privada".

Gouveia e Melo recusou responder a vaticínios nesta fase eleitoral e disse que o seu "estado de espírito é positivo".

"Vinha a pensar que a democracia ganha sempre quando há uma abstenção reduzida e quando os portugueses votam em consciência", concluiu, sem fazer mais comentários sobre probabilidades eleitorais.

O almirante pede, por agora, que se espere pelos resultados e dá apenas uma garantia: "farei o que os portugueses quiserem."

Candidatura de Ventura diz que portugueses “sentiram que estas eleições eram importantes”

O deputado e secretário-geral do Chega Rui Paulo Sousa defendeu, numa primeira reação às projeções de abstenção, divulgadas pelas televisões, que a possibilidade de estas serem as presidenciais com maior afluência dos últimos 20 anos mostra que os portugueses “perceberam que estas eleições eram importantes”.

“A democracia imperou”, disse Rui Paulo Sousa, garantindo que a candidatura de André Ventura espera um bom resultado. E antecipando “boas notícias” para as oito da noite, quando as televisões divulgarem as suas projeções quanto aos resultados dos candidatos à sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.

Seguro virá a pé até ao Centro Cultural das Caldas da Rainha

António José Seguro acompanhará as primeiras projeções de resultados na sua residência e deslocar-se-á a pé até ao Centro Cultural das Caldas da Rainha, um trajeto que não se alongará mais de cinco minutos.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista teve, a partir das 18h30, cerca de duas centenas de apoiantes a dirigir-se para o local onde, ao final da noite, discursará.

Até aqui, só João Soares é figura notada do Partido Socialista. Pelo que o DN pôde saber, mais nomes da comissão de honra se apresentarão a partir das 20h00, momento da divulgação dos primeiros resultados.

Paulo Lopes Silva, diretor de campanha, fará declarações centradas nos números da abstenção às 19h15

Mais baixa abstenção dos últimos 20 anos

As projeções das televisões apontam para a mais baixa abstenção dos últimos 20 anos em eleições Presidenciais.

Os valores variam entre os 35,6 e 40,6%, projetados tanto pela CNN/TVI como pela SIC/SIC Notícias, e os 37 a 43% da RTP.

Nas eleições anteriores, em 2021, a abstenção nacional foi de 54,5% (com os valores da emigração, chegou aos 60,76%).

Urnas fechadas no continente e Madeira, começou a contagem de votos

A votação terminou às 19h00 em Portugal continental e Madeira e iniciou-se a contagem de votos. Espera-se pelo encerramento das urnas no Açores, daqui a uma hora.

Mendes: "Estou à espera apenas dos resultados"

Marques Mendes chega ao hotel Sana Malhoa, onde acompanhará a noite das eleições
Marques Mendes chega ao hotel Sana Malhoa, onde acompanhará a noite das eleiçõesLeonardo Negrão

Luís Marques Mendes chegou ao hotel Sana, onde vai acompanhar os resultados das eleições presidenciais, acompanhado pela sua mulher.

Adjetiva de "boa notícia" a projeção da quebra da abstenção e recusa-se a responder sobre se tem um discurso escrito ou se espera uma noite muito longa. "Estou à espera apenas dos resultados, com muita tranquilidade".

Cotrim chega à sede de campanha - sem declarações

João Cotrim de Figueiredo chega à sede de campanha e, ao contrário do que foi repassado pela sua equipa, recusou prestar declarações aos jornalistas.

O candidato abraçou alguns apoiantes e seguiu diretamente para o elevador.

Apenas reagiu com “muito” ao ser questionado se estava confiante.

Movimentações na sede de Cotrim

Na sede de João Cotrim Figueiredo, o movimento de apoiantes começa a aumentar. Alguns já estão a marcar lugar na sala de eventos do hotel Epic Sana, em Lisboa, que está decorada com as cores da IL e bandeiras de Portugal.

O candidato deve chegar pelas 19h e vai prestar declarações aos jornalistas. Em seguida, vai para uma sala reservada onde irá acompanhar os resultados.

Reações garantidas às 20h00 na sede da noite eleitoral de Henrique Gouveia e Melo

Com os primeiros resultados provisórios, às 20 horas, a equipa de Gouveia e Melo garante que haverá reações por essa hora, ainda que não garanta quem será a fazê-las.

Por agora, no hotel onde decorre a noite eleitoral em torno de Henrique Gouveia e Melo, já começam a chegar apoiantes para receber o almirante às 19 horas.

Nuno Gabriel é o primeiro deputado do Chega na sede de Ventura

Ainda há pouca gente na sala do hotel lisboeta onde decorrerá a noite eleitoral de André Ventura, mas o grupo parlamentar do Chega já está representado por Nuno Gabriel.

O líder da distrital de Setúbal do Chega foi candidato à Câmara de Sesimbra nas últimas autárquicas, tendo ficado a 148 votos de retirar a presidência à CDU.

Projeção de abstenção: 35,6% e os 40,6%

A abstenção para estas eleições deverá situarse entre 35,6% e os 40,6%, adiantam a SIC e CNN Portugal (TVI).

A confirmarem-se estes valores, será de facto a maior afluência às urnas dos últimos 20 anos, em eleições presidenciais.

Cotrim esperado na sede de campanha cerca das 19h

Na campanha de Cotrim de Figueiredo o ambiente é calmo. Espera-se que a deputada Liliana Reis comente os resultados da abstenção que serão divulgados ao fecho das urnas no continente, às 19h00.

O candidato deverá chegar também por essa hora.

Gouveia e Melo esperado às 19h00

Não há propriamente uma espera por Henrique Gouveia e Melo. A sala só tem jornalistas e staff do hotel que cumpre o propósito de servir de sede desta candidatura.

O almirante chega às 19 horas, mas ainda não se sabe se haverá reação aos primeiros resultados provisórios, às 20 horas.

André Ventura esperado no quartel-general da candidatura só depois das oito da noite

O candidato presidencial André Ventura só deverá deslocar-se para o hotel lisboeta onde decorrerá a sua noite eleitoral depois das oito da noite, quando já forem conhecidas as projecções dos resultados eleitorais.

A reação às projeções ficará a cargo do líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto.

Afluência é de 45,5% até às 16h00

Chega agora a informação da Comissão Nacional das Eleições (CNE) sobre a afluência até às 16h00: 45,5%. O número revela uma subida expressiva face a 2021, quando, nesta altura, a participação era de 35,44%.

Em 2016, nesta mesma hora, a afluência era de 37.69%, enquanto nas eleições de 2011 foi ainda mais baixa, de 35,16%. Recuando 20 anos, em 2006, a afluência até às 16h00 era de 45,56%.

Primeiras sondagens saem às 20h00

Foto: Manuel de Almeida

Às 20h00, após o fecho das urnas nos Açores, serão divulgadas as primeiras sondagens de boca de urna. A Intercampus, por exemplo, esteve nas ruas em Lisboa esta manhã na recolha de dados para a sondagem.

António Ramalho Eanes prevê "cenário muito preocupante"

Após votar em Lisboa, o antigo Presidente António Ramalho Eanes avaliou que o cenário enfrentado pelo Presidente eleito exigirá “competências” adequadas a “circunstâncias internas e internacionais extremamente exigentes”. No plano interno, identifica “uma fragmentação partidária que naturalmente torna mais difíceis os entendimentos para encontrar respostas reformadoras aos grandes problemas que se colocam no país”, como a saúde, a educação e a mobilidade. Para Ramalho Eanes, isto é “dramático”.

No cenário internacional, defendeu o financiamento da Ucrânia, mas sublinhou também a necessidade de “responder às nossas necessidades externas” e de “salvaguardar o nosso território”. Classifica esta responsabilidade externa como “enorme e, além disso, extremamente preocupante, porque, sendo enorme, não sabemos bem qual será a sua evolução”.

O antigo Presidente reflete ainda que “não há dúvidas de que vai piorar” e que “possivelmente a NATO vai explodir”. Prevê que “a Europa vai confrontar-se com imensos problemas”. Numa perspetiva ainda mais global, cita conflitos “de que não se fala”, como em África, na África Oriental e na Venezuela, que considera “muito preocupantes”. Em comparação com há 50 anos, quando concorreu, afirma que uma das principais diferenças é que “hoje tudo é imprevisível”.

Mais fotos chegam das ruas

O fotojornalista Reinaldo Rodrigues traz registos da assembleia de voto no Areeiro, em Lisboa.

Manuel João Vieira é o último candidato a votar

Foto: João Relvas

O candidato Manuel João Vieira votou às 15h00 no Campo de Ourique, em Lisboa, como havia anunciado a campanha. "Fui muito assertivo" na escolha do voto, disse a jornalistas, entre piadas. "Alguns (candidatos) estavam lá, mas não estavam, eram fantistas de presença simbólica", referiu.

Sobre a abstenção, afirmou que "tem sido elevada dese há muito tempo" e que "as pessoas se importam mais com o futebol do que com a política". O candidato definiu que as eleições presidenciais são mais "transparentes" porque o voto é "direto numa individualidade, numa pessoa" e que o dia é "importante para a democracia".

Afirmou que cumpriu seu objetivo de há quase 30 anos, que era ter o rosto no boletim de voto da eleição. Por fim, apelou que todos votem nestas presidenciais.

Portugueses pelo mundo viajam quilómetros para votar

Sem a opção do voto à distância nas presidenciais, a única maneira de exercer o voto para quem mora fora do território é ir até um posto diplomático. Mesmo com a distância, é grande a participação de eleitores em capitais como Bruxelas e Paris. A SIC Notícias avançou que até às 12h00, cerca de quatro mil pessoas já haviam votado em Paris, o dobro do que há cinco anos. Já a Lusa regista que, em Londres, eleitores viajam de lugares de até 100 quilómetros de distância para votar.

Coordenador do BE apela ao voto com "consciência"

Foto: Paulo Novaios / Lusa

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) manifestou o desejo de que muita gente vote nas eleições presidenciais e em plena consciência, considerando que a diversidade de posições contribuirá para que o nível de abstenção seja reduzido. “Tenho dois desejos essenciais para este dia: o primeiro é que muita gente vote e, em segundo lugar, que toda a gente, todos os homens, todas as mulheres, votem em plena consciência. Se a democracia foi feita para podermos votar em quem nos representa, é votando em quem nos representa que melhor defendemos a democracia”, afirmou José Manuel Pureza.

Este é o primeiro ato eleitoral de José Manuel Pureza enquanto líder partidário, uma circunstância que considerou que “não muda rigorosamente nada” na forma como o encara e que “é sempre muito bonito ver muita a gente votar”. “Fico muito satisfeito, muito emocionado, até com essa circunstância”, indicou.

*Lusa

Secretário-geral do PS afirma que “votar é um dever e um exercício essencial da cidadania”

Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa

O secretário-geral do PS apelou hoje a que “todos os que amam a democracia e a Constituição” vão votar e admitiu que a multiplicidade de candidatos pode levar à “dispersão de votos”. “Todos aqueles que amam a democracia e que defendem a Constituição não podem ficar em casa. Têm mesmo de vir votar”, apelou José Luís Carneiro, após ter votado, ao início da tarde no Porto.

Para o líder socialista “votar é um dever e um exercício essencial da cidadania” e as eleições de hoje assumem uma particular importância. "Não há, do meu ponto de vista, uma boa cidadania que não participe nas eleições e nas escolhas que se fazem democraticamente e, particularmente, um momento como este, em que o que estamos a escolher quem queremos ver na mais importante magistratura do país, a Presidência da República”, disse.

*Lusa

Comparação de afluência dos últimos anos

A participação do eleitorado nestas eleições é a maior das últimas duas décadas nas presidenciais.

Participação às 12h00:

2006: 19,32%

2011: 13,39%

2016: 15,82%

2021: 17,07%

2026: 21,18%

As informações são do Europe Elects, com base nos dados do Ministério da Administração Interna (MAI).

Líder do JPP apela ao exercício de "expressão popular"

Foto: Homem de Gouveia / Lusa

"A mensagem que eu gostaria de transmitir hoje, em nome do JPP, é que os portugueses exerçam esse direito para a eleição desse cargo relevante para a magistratura de influência em Portugal e, nesse sentido, apelar para esse exercício do voto de expressão popular", transmitiu a jornalistas o líder do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa. O político votou em Santa Cruz, na Madeira.

Apelo ao voto marcou manhã dos candidatos

Foto: Paulo Spranger

Uma mensagem foi unânime entre os dez dos 11 candidatos que já votaram este domingo: o apelo que os portugueses votem. Da direita à esquerda, todos afirmaram a importância de combater a abstenção e votar pelo futuro de Portugal.

O mesmo foi sublinhado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, membros do Governo e líderes de partidos. E, até agora, a mobilização de voto já é maior do que em 2021: a participação nas urnas foi de 21,8% até às 12h00, o valor mais alto dos últimos 20 anos e uma subida de 4pp face ao ano de 2021.

Cartazes orientam sobre candidaturas inválidas

Alerta sobre as candidaturas rejeitadas.
Alerta sobre as candidaturas rejeitadas.Foto: Marcos Braga

Estão nas portas das assembleias de voto avisos sobre as três candidatos que tiveram as candidaturas rejeitadas pelo Tribunal Constitucional (TC). Como a Comissão Nacional das Eleições (CNE) não foi a tempo de imprimir novos boletins de voto, fixou informações com o alerta de que as três candidaturas são inválidas. Há o aviso de que, caso alguém vote nestas candidaturas rejeitadas, os votos serão desconsiderados. Nos 14 nomes dos boletins de voto, constam Joana Amaral Dias, José António de Jesus Cardoso e Luís Ricardo Moreira de Sousa, que não cumpriram as regras de candidatura e foram excluídos da eleição.

Filas em Odivelas

Em Odivelas, o fotojornalista do DN Gerardo Santos regista filas à entrada perto das 13h00 deste domingo. Enquanto os adultos esperam para votar, as crianças brincam, a aproveitar o domingo de sol. Veja as imagens:

Rui Tavares apela ao voto

Foto: André Kosters / Lusa

A votar em Lisboa, o porta-voz do Livre considerou “muito importante” que as pessoas votem neste domingo. O deputado explicou que o contexto de “grande instabilidade internacional” e o “papel relevante” que desempenha o chefe de Estado é importante na realidade internacional da atualidade.

21,8% de afluência nas urnas até às 12h00

A Comissão Nacional das Eleições (CNE) acaba de avançar com os primeiros dados de afluência: 21,8% até às 12h00. Contas feitas, significa que 2,34 milhões de eleitores que já votaram já votaram até o meio-dia deste domingo.

Nas eleições presidenciais de 2021, o número à mesa hora era de 17,07%. Nas presidenciais daquele ano, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%, sendo o contexto da pandemia um fatores que levaram a este baixo índice de participação.

A próxima informação sobre afluência deste domingo, com dados de até às 16h00, será informada perto das 17h00, avança a CNE.

Apenas um candidato ainda não votou

Até às 12h30, dez dos 11 candidatos já votaram. O único que ainda resta votar é Manuel João Vieira. Em comunicado enviado às redações, a campanha informa que vai votar pelas 15h00 no Campo de Ourique, em Lisboa. A agenda ainda inclui "falar ao país às 20h13 e espera estar na cama por volta das dez e tal".

Primeiros dados de afluência devem ser conhecidos em breve

Foto: Leonardo Negrão

É sempre por volta das 13h00 que são conhecidos os primeiros dados sobre a afluência nas urnas, mediante informação recolhida até às 12h00.

Chegam mais imagens das votações esta manhã

A equipa de fotojornalistas do DN está nas ruas e regista a votação deste domingo. Confira algumas imagens de Leonardo Negrão.

André Ventura acredita em menos abstenção e diz que, “hoje, só não vota quem não quer”

Foto: Tiago Petinga / Lusa

O candidato apoiado pelo Chega votou pouco depois das 12:00 na Escola do Parque das Nações, em Lisboa, e apelou também ao direito de voto, dizendo que “não podemos ficar em casa à espera que as coisas se resolvam sozinhas”, argumentando até que “há cinco anos havia razões para uma abstenção elevada, estávamos em contexto pandémico e hoje não. Está um dia lindo e só não vota quem não quer”.

Questionado pelos jornalistas sobre a campanha, André Ventura admitiu que “houve falhas significativas na discussão dos temas que interessam aos portugueses no seu dia-a-dia, como a saúde, a educação, a habitação ou a imigração”. E, neste sentido, “não houve uma campanha tão esclarecedora, como seria desejável. É preciso percebemos que os nosso concidadãos só voltarão às urnas se tiverem escolhas que sejam soluções para os temas que lhe interessam”.

No entanto, acredita “numa taxa positiva na abstenção”, manifestando-se com “expectativas” e “confiante” em relação à segunda volta. André Ventura vai passar a tarde em casa para ir à missa às 19:00, antes de se dirigir ao hotel de campanha.

Gouveia e Melo chega para votar em Lisboa

Foto: Leonardo Negrão

O candidato Gouveia e Melo votou em Lisboa pouco depois das 12h00. "Desejo que os portugueses venham a exercer a sua cidadania", declarou aos jornalistas após o exercício de voto. Sobre o "estado de espírito para este dia", explicou que já passou por "momentos muito difíceis" e que o espírito "é sempre positivo".

O antigo Almirante ainda afirmou que tem "esperança" que "os portugueses queiram decidir o seu próprio destino" e que "isso é que é verdadeiramente a cidadania e a democracia". Sobre a abstenção, revelou ter "esperança" que as pessoad votem. "Eu julgo que estas eleições podem ser marcantes e, portanto, estou convencido que os portugueses vão exercer o seu voto e vão exercer a sua cidadania, que é o que é normal (...) "Eu tenho verdadeira esperança que isso aconteça", destacou.

Miguel Albuquerque exerceu direito de voto no Funchal

O presidente do Governo Regional da Madeira disse aos jornalistas, após ter votado no Funchal, que “parece haver mais votação do que nas últimas eleições, em 2021”. Miguel Albuquerque referiu que, provavelmente, “a abstenção vai manter-se elevada, mas se conseguirmos baixar alguma já é bom”.

O presidente apelou também ao voto lembrando que os portugueses estão a eleger nesta eleição o Presidente da República e que, mesmo que haja uma segunda volta, “esta eleição já vai traçar o perfil do Presidente que será eleito” para os próximos cinco anos, esperando que o Presidente eleito tenha “o bom senso” se ser “um Presidente de todos os portugueses” e um “Presidente que seja um fator estabilizador do país e não um presidente de populismos”.

Antigo presidente Cavaco Silva vota e diz que tempos vão "exigir muito do presidente"

"É um tempo muito incerto, que vai exigir muito do presidente da república", afirmou a jornalistas Cavaco Silva, antigo Presidente do país, após votar em Lisboa. "Penso que neste tempo muito complexo, o Presidente, nos seus diálogos com outros chefes de estado, em coordenação com o Governo, pode ajudar a defender os intereses do país", refletiu.

Cavaco Silva aconselhou que os portugueses "não deixem de votar", assinalando a importância do voto para o "futuro de Portugal". Sobre a campanha eleitoral, definiu que foi "muito pouco esclarecedora"

Confira imagens da votação esta manhã

A equipa de fotojornalistas do DN está nas ruas para registar a votação deste domingo. Confira algumas destas imagens, pelas lentes do fotojornalista Paulo Spranger.

Ministro Paulo Rangel diz que campanhas "são o que são"

Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, votou no Porto e avaliou que, durante a campanha, houve uma  “grande oportunidade de debate”. No entanto, acredita que a duração longa da campanha provocou "algum cansaço". Ao mesmo tempo, acredita que os portugueses estão "conscientes" da importância no voto nestas eleições.

André Pestana votou em Coimbra

Foto: Paulo Novais / Lusa

Candidato independente, André Pestana, votou durante a manhã numa escola em Coimbra e fez também o apelo ao portugueses para que participem e exerçam o seu direito de voto, dirigindo-se especificamente “aos jovens, aos trabalhadores e reformados que estão fartos da sua situação que percebam que é momento de virar a página nas eleições e que votem”.

No balanço que fez à campanha eleitoral, André Pestana não deixou de criticar “o sistema” dizendo que foi “desconsiderado em relação aos outros candidatos quer em entrevistas quer em participações nos debates”, mas “no pouco tempo que tive o debate a 28 penso que demonstrei que falei de coisas que mais nenhum candidato falou e tive pessoas a darem-me os parabéns por isso”.

Mas “são as regras do sistema, agora “é preciso que os portugueses votem livremente”. O candidato disse ainda que vai passar o resto do dia com a família e depois a noite vai ser com alguns apoiantes.

"Não são umas eleições menores”, afirma ministro Nuno Melo

Foto: Pedro Granadeiro / Lusa

No Porto, o ministro da Defesa, Nuno Melo, já votou. “Não são umas eleições menores”, disse. Melo também apelou que as pessoas saiam de casa e exerçam o direito de voto. “Saiam de casa, vão votar e cumpram este dever”, destacou.

Inês Sousa Real apela ao voto. "Hoje é dia de participação, saiam de casa"

Foto: Manuel de Almeida / Lusa

A deputada pelo PAN pediu hoje aos portugueses, após ter votado numa escola de Lisboa, que saiam de casa e que participem nestas eleições presidenciais, porque, "antes de mais, a principal expectativa desta eleição é derrotar a abstenção que se registou nas eleições presidenciais anteriores (60,8%)".

Inês Sousa Real pediu mesmo que, “independentemente, de termos uma segunda volta, é preciso que os portugueses não deixem de votar, porque estamos a votar em alguém que vai decidir diplomas muito importantes para as nossas vidas”. E se houver uma segunda volta, “que se mobilizem ainda mais”.

Marques Mendes vota em Lisboa

Foto: Paulo Spranger

Foi às 11h10, em Caxias, que o candidato Marques Mendes votou. Após votar, em declarações aos jornalistas, afirmou estar "confiante", tanto sobre o resultado quanto na afluência do eleitorado. Assim como outros candidatos, apelou aos portugueses que votem e ressaltou ter a expetativa de uma baixa abstenção.

Numa avaliação da campanha, não deu detalhes. “Todos nós teremos certamente razões de queixa, mas isso agora não interessa”. Marques Mendes vai passar o resto do dia a descansar, até a hora da noite eleitoral. Revelou cansaço porque “a campanha foi muito violenta”.

Jorge Pinto voltou a Amarante para votar

Foto: Estela Silva / Lusa

Candidato regressou à terra natal, Amarante, para votar durante a manhã e começou por dizer aos jornalistas que o que esperava neste dia "é que os portugueses votem livremente".

Jorge Pinto, o candidato mais novo a apresentar-se a esta eleição presidencial apoiado pelo partido Livre, salientou ainda a importância destas "eleições num tempo tão. Tenho dito sempre que a República e a Democracia somos todos nós. Não há ninguém que venha salvar a nossa República se não formos todos nós a fazê-lo". E uma forma de os portugueses votarem livremente".

Em termos de balanço, disse também ter chegado até aqui com o sentimento de "dever cumprido". O compromisso que assumiu era o de "fazer campanha pela positiva, elevando a agenda e o debate durante este tempo e penso que isso foi conseguido", afirmou.

Luís Montenegro vota em Espinho

Foto: Fernando Veludo / Lusa

O primeiro-ministro Luís Montenegro já está no habitual local de votação, em Espinho. Pelo caminho, cumprimenta cidadãos e cidadãs que estão no local.

Na conversa com jornalistas após o voto, declarou ter "expetativa positiva" acerca da participação dos eleitores. "É uma eleição altamente disputada com muitos candidatos e interesse acrescido face as outras eleições", vincou. Ressaltou que é "importante" que haja uma boa participação, por ser esta uma "decisão soberana dos portugueses".

Definiu ainda que o cargo de Presidente é um "elemento chave para o equilíbro e de coesão social e nacional". Montenegron avaliou que os próximos cinco anos (o tempo do mandato presidencial), serão " "desafiantes, tanto no contexto interno e no plano externo, no contexto europeu e internacional".

Sobre o cenário do país, destacou que a democracia de Portugal "não é perfeita, mas é uma democracia que funciona". Pontuou que os portugueses "vão respeitar o resultado eleitoral".

António Filipe também vota agora, em Loures

Foto: António Cotrim / Lusa

Em Loures, António Filipe votou pelas 10h30. Em declarações a jornalistas, afirmou que o direito ao voto "custou muito aos portugueses" e que espera que os portugueses "honrem este direito" conquistado. Disse que "muitas gerações lutaram por isso".

Sobre a sua campanha, classificou como "honesta, com seridade e convicção". Complementou que "procurou estar proximo das pessoas e seus problemas" e que está de "consciência tranquila" e que, amanhã, estará com a "mesma convicção de sempre".

Catarina Martins vota no Porto

Foto: Manuel Fernando Araújo / Lusa

Catarina Martins chega agora, 10h30, ao local de votação, no Porto. Ao conversar com jornalistas, começou por dizer que é importante ter uma mulher candidata, sendo esta a única deste sufrágio.

“Queria começar por agradecer a todas as pessoas que, em todo o país, estão nas mesas de voto a permitir que este dia aconteça. A democracia é participada por toda a gente e tanta gente que dá este seu dia para que seja possível estarmos a votar”, declarou aos jornalistas a candidata Catarina Martins, depois de exercer o seu direito ao voto, acompanhada pelo marido.

A candidata apelou ainda à participação eleitoral de todos portugueses. “Apelar a toda a gente para que venha votar. A democracia é uma festa. Poder votar é uma enorme responsabilidade, mas é um direito que deve ser exercido, porque é em conjunto que desenhamos a nossa vida coletiva. Espero que este seja o dia em que mulheres e homens vêm votar e fazem ouvir aquilo em que acreditam, aquilo que querem para o futuro de Portugal”.

*Lusa

António José Seguro vota nas Caldas da Rainha

Foto: José Coelho / Lusa

Candidato António José Seguro acaba de chegar numa escola nas Caldas da Rainha para votar. Está acompanhado da esposa, Margarida Maldonado Freitas. O candidato decidiu dar uma vista de olhos no local de votação antes de falar com jornalistas.

Em declarações por volta das 10h20, afirmou que exerceu o direito de voto com "muita emoção e muita esperança no futuro de Portugal". O candidato está seguro na participação dos eleitores. "Cada português e cada portuguesa estão a decidir o futuro do país e acredito no bom senso", disse. "Os portugueses não vão desperdiçar esta oportunidade", complementou.

Sobre a abstenção, declarou que está "confiante que os protugueses vão participar" do sufrágio. Seguro ainda fez um apelo para que todos votem.

João Cotrim vota em Lisboa

Foto: António Pedro Santos / Lusa

João Cotrim, candidato apoiado pela IL, votou pouco depois das 10h00 em Lisboa. "Meu estado de espírito é de grande otimismo", disse. O candidato fez um apelo ao voto. "Meu apelo é: venham votar, tragam os netos, tragam a família", ressaltou, ao lado de uma neta.

O liberal ainda referiu estar confiante e que espera "uma grande queda da abstenção". Classificou a campanha presidencial como "nem sempre esclarecedora, mas sempre mobilizadora" e voltou a apelar ao voto. "Não deixem os outros escolher por vós".

E se houver segunda volta? 

Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já este domingo o chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta. E já há data: 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.

Eleições de 2021 foram impactadas pela pandemia

Há cinco anos, 60,76% dos inscritos não votaram nas eleições que reelegeram Marcelo Rebelo de Sousa, realizadas no momento mais grave da propagação da covid-19 em Portugal. O baixo número de votantes resultou também do recenseamento eleitoral automático dos emigrantes com cartão de cidadão válido, que decorreu de uma mudança à lei, feita em 2018.

*Lusa

Paulo Raimundo votou e apelou que portugueses votem

Foto: Marcos Borga / Lusa

 “Hoje é um dia importante: estamos a eleger o Presidente da República que tem o dever constitucional de cumprir e fazer cumprir  a Constituição (...) É bom que as pessoas venham participar dessa decisão”, declarou a jornalistas Paulo Raimundo, secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP). Raimundo votou em Alhos Vedras, na Moita, logo às 9h00.

Candidato Humberto Correia já votou

Foto: Luís Forra / Lusa

O primeiro dos 11 candidatos a votar foi Humberto Correia, em Olhão, no Algarve. Disse a jornalistas que prefere fazer "tudo cedo", inclusivamente votar. Correia também afirmou que seu objetivo nestas presidenciais já foi atingido. “A minha vitória já está atingida. Atingi o objetivo de concorrer e consegui”, declarou.

As perguntas mais frequentes deste dia

Por que motivo pode haver uma segunda volta nas presidenciais? Na 12.ª vez que se escolhe um Presidente em democracia, que peso têm os votos nulos e em branco? O DN responde a estas e outras dúvidas.

Luís Montenegro, primeiro-ministro
Candidatos a mais no boletim de voto a possível 2ª volta: Tudo o que precisa de saber sobre as presidenciais

11 milhões de eleitores e 11 candidatos

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa. Estas eleições marcam um recorde de candidatos aceites, com 11 no total. Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

Eleições presidenciais ocorrem este domingo

Bom dia! Bem-vindos ao live blog do Diário de Notícias sobre as eleições presidenciais deste domingo. Aqui estarão, ao minuto, todas as informações importantes a respeito da votação, atualizadas pela equipa de jornalistas do DN.

Luís Montenegro, primeiro-ministro
Presidenciais. Que expetativas têm os portugueses para as eleições?
Luís Montenegro, primeiro-ministro
Marcelo considera que quem lhe suceder terá tarefa "mais difícil" devido à situação global
Diário de Notícias
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