António José Seguro acompanha com atenção a situação no Irão e a intervenção dos Estados Unidos. O Presidente-eleito elencou a Defesa como uma das prioridades do início de mandato, justificando colocar esse tema até no Conselho de Estado inaugural. Sabe o DN que houve alguma apreensão ao ver que o Estado Português não foi tão vocal como outros países europeus em relação ao conflito. Especificamente as palavras de Paulo Rangel, vendo com naturalidade a utilização da Base das Lajes sem aviso a Portugal. O Presidente-eleito considera que é tempo de resguardo, pois ainda é Marcelo Rebelo de Sousa o comandante Supremo das Forças Armadas e, portanto, tem aprofundado temas com os conselheiros que tem tido na Defesa.No entanto, sabe o DN, Seguro pretende que Portugal tenha uma voz mais ativa internacionalmente e que prime pela tentativa de diplomacia, o que implica a condenação de certos atos bélicos. Valorizando as vias "diplomáticas", defendeu sempre que Portugal deveria caminhar para uma "visão europeísta" e procurar alguma "autonomia estratégica." Isso implica, naturalmente, investimento em Defesa, que compreende, apesar de considerar que o número de 5% do PIB só pode acontecer se representar um investimento dual e científico, ou seja, abrangendo outras áreas, nomeadamente a Proteção Civil e Forças de Segurança.Esta segunda-feira, o DN confirmou a notícia da Renascença de que a diplomata Manuela Teixeira Pinto, representante de Portugal em Bruxelas e com experiência em relações internacionais na NATO, estará na Casa Civil, a aconselhar justamente nessa área.O PS partilha preocupações e chamará Rangel a uma audição fechada para justificar as posições públicas. José Luís Carneiro garantiu esta segunda-feira em Braga que confrontará Luís Montenegro no debate quinzenal de amanhã quanto “aos termos da utilização da Base das Lajes.” O Livre avançara com o mesmo pedido no sábado. Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, apontou “os dois pesos e duas medidas do Governo”, lamentando que não condene que “um país soberano esteja a ser atacado.” Mariana Leitão diz rejeitar “a guerra como política externa”, mas a líder da IL vê Portugal “ao lado de parceiros europeus sem ceder a narrativas que venham a branquear natureza opressiva do regime iraniano.”.Atento às tensões internacionais, Seguro chama diplomata para a Casa Civil.Iniciativa Liberal rejeita "inversão moral" de ver regime "opressivo e assassino" do Irão como vítima.Carneiro exige que Montenegro esclareça uso da base das Lajes em ataque ao Irão.Atento às tensões internacionais, Seguro chama diplomata para a Casa Civil