António José Seguro, candidato presidencial
António José Seguro, candidato presidencialRUI MINDERICO/LUSA

Seguro ouviu os relatos dos dias de desespero da população e de autarcas de Montemor-o-Velho

O Presidente da República eleito visitou algumas das zonas mais afetadas pelo mau tempo naquele concelho do distrito de Coimbra. “É o meu dever inteirar-me da situação”, disse.
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O Presidente da República eleito, António José Seguro, ouviu esta segunda-feira, 16 de fevereiro, as preocupações da população e de autarcas do concelho de Montemor-o-Velho, logo no primeiro dia após a votação em localidades onde as eleições foram adiadas devido ao mau tempo.

“É o meu dever inteirar-me da situação”, afirmou Seguro à chegada ao Celeiro dos Duques de Aveiro, na vila de Pereira, depois de alguns residentes lhe terem pedido para “fazer alguma coisa” por eles.

Depois de ter passado uma semana no seu gabinete no Palácio de Queluz, onde manteve contacto com autarcas, António José Seguro saiu à rua “para ouvir as pessoas e recolher informação”.

Na farmácia local, pediu a uma das técnicas para, além de cumprir com a venda de medicamentos, ouvir também os residentes e evitar alguma solidão.

A presença do Presidente da República eleito foi suscitando a curiosidade da população, que aproveitou a ocasião para pedir para tirar fotografias, primeiro junto à farmácia e depois junto à Igreja Matriz de Santo Estêvão, onde um jovem solicitou ao presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, para ser fotógrafo durante alguns segundos.

António José Seguro passou pela Ponte de Formoselha, onde lhe prometeram fazer chegar, a seu pedido, relatórios e algumas soluções para aquele local.

Já em Marujal visitou uma habitação bi-familiar, onde só na última noite a água, que entrou rés-do-chão a dentro, começou a baixar, estando ainda bem visível, nas traseiras, o “mar” de água que submergiu um campo de milho e de arroz.

“Foi uma aflição enorme ver os meus sogros ficarem sem casa. Eles vivem na parte de baixo”, contou uma das moradoras.

O Presidente eleito seguiu depois em direção à Ereira, à qual conseguiu aceder a bordo de uma viatura anfíbia dos fuzileiros.

Na Associação Cultural e Desportiva da Ereira, encontrou Joaquim Coelho, o proprietário daquela que é sempre “a primeira casa da Ereira a inundar e a última a ficar sem água”.

“Tive metro e meio de água em casa”, referiu, indicando ainda que as bombas que permitem encaminhar para o canal principal do Mondego a água acumulada nos campos agrícolas “precisam de manutenção”.

“Não lhe prometo nada, mas vim ver: vim recolher informação que para mim é bastante importante. E essa da máquinas das bombas e das bombas que lá deviam estar a trabalhar e podiam ter minimizado estragos, já está registada, nem é preciso tomar nota”, afirmou o Presidente eleito.

Outros populares, concentrados à entrada da Associação Cultural e Desportiva da Ereira também pediram “atenção para a bombagem”.

“O baixo Mondego foi esquecido há muito tempo”, lamentaram.

Depois de almoçar nesta associação, António José Seguro seguirá para Coimbra, com paragens previstas na Câmara Municipal de Coimbra, Cerca de Santo Agostinho e no Parque Verde, à beira Rio (Mondego).

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