António José Seguro dirigiu-se esta segunda-feira, 26 de janeiro, à sede da Transparência Internacional de Portugal para se munir de informação quanto à prevenção e combate à corrupção em Portugal. Um tema, diga-se, que é habitual no discurso do oponente na segunda volta das Presidenciais. O socialista, que já aglomerara informação em áreas como Saúde, Ambiente e Economia, saiu do encontro a prometer transparência como Presidente da República. “Recolhi várias propostas, também me foram entregues documentos que naturalmente irei ler com atenção, mas há uma coisa que assumo perante os portugueses: tomarei iniciativas de transparência, a começar pelo site da Presidência, para que todas as minhas audiências e toda a minha atividade seja pública e escrutinada pelos portugueses”, disse após o encontro, antecipando que, a partir de quarta-feira, volte à rua e “ao contacto com as pessoas.” Esta terça-feira tem um debate com André Ventura. “Espero que seja mesmo um debate”, comentou, recusando pronunciar-se sobre o tema das subvenções que o candidato apoiado pelo Chega desafiou a fazer. O mesmo em relação à entrevista de Ferro Rodrigues, que falava das interferências de investigações judiciais em plena campanha. “Vou fazer a minha campanha, que é uma campanha limpa. Toda a minha vida pública foi limpa”, declarou assertivamente. Durante os seis minutos de conversa com os jornalistas, lançou quatro vezes o repto a pedir a mobilização eleitoral. “A minha preocupação é que as pessoas vão votar no dia 1 [voto antecipado] e no dia 8. É muito importante que haja uma votação expressiva na minha candidatura no dia 8 de fevereiro, porque desse número de votos também se salienta muito a forma como saio com legitimidade eleitoral e política reforçada”, afirmou, negando a consideração de que tem mais a perder do que André Ventura com a abstenção, mas assumindo o “receio”. “Ainda ontem [domingo] ouvi uma pessoa dizer que estava ganho. Não, não está ganho. As sondagens não ganham nada. Quem ganha são os portugueses que vão votar e que vão escolher com certeza um candidato moderado, com experiência, que quer cuidar daquilo que está bem, mas mudar muito daquilo que está mal”, explanou.Sobre os milhares de apoios da esfera não socialista, o candidato apoiado pelo PS diz não temer que nomes como Cavaco Silva ou Paulo Portas demovam outros, de esquerda, do voto. “Os apoios surgem, recebo-os com muito gosto, mas não mudo. Sou precisamente o mesmo candidato que se apresentou no dia 15 de junho, nas Caldas da Rainha. Venho para unir os portugueses. Fico feliz porque vejo que a minha candidatura já está a ser um pouco a expressão daquilo que quero que seja a minha Presidência, que é uma candidatura inclusiva, onde as pessoas que têm pensamentos ideológicos diferentes reconhecem que eu sou o garante do nosso chão comum. Mas sou livre e vivo sem amarras, ninguém me captura”, pronunciou-se Seguro..Paulo Portas anuncia voto em António José Seguro na segunda volta.Presidenciais. Seguro quer menos megaprocessos judiciais e vai zelar pelo secretismo das investigações