António José Seguro começou esta quinta-feira a campanha numa startup, a DNA Cascais, que acolhe, fisicamente, 34 empresas. O candidato presidencial lembrou a importância do empreendedorismo e do investimento, antes de abordar as medidas mais urgentes no que toca ao acudir das famílias vitimadas pelas intempéries climáticas que afetam Portugal há quase duas semanas. "Há algo que é claro para toda a gente. É que o Estado português não está preparado para situações desta natureza e tem de estar. Não se preparou para estas catástrofes e tem de o fazer. Tem de saber acudir as empresas, as pessoas. E eu não consigo compreender como é que ainda não se restabeleceu o fornecimento de energia elétrica e de água para a população", destacou criticamente o candidato presidencial que, ainda assim, vinca ser necessário dar "estabilidade política a Portugal", afirmando-se como o "garante" dessa mesma estabilidade.Confrontado com a ausência de geradores e forma de garantir a preservação de materiais médicos como a insulina, atacou novamente: "Continua a acontecer porque não houve planeamento. Não há organização. Porque se houvesse planeamento e organização, sabia-se como fazer as cadeias de abastecimento." "Não podemos viver numa situação de improviso", lamentou.Seguro, porém, não quer retirar consequências políticas iminentes, recusa pedir demissões. "Enquanto existir uma família sem água ou sem luz, essa é a prioridade", disse, afastando-se de comentar as críticas que o próprio Marcelo Rebelo de Sousa fizera ao Governo. O candidato presidencial revelou ter falado na quarta-feira à noite com a líder da autarquia de Alcácer do Sal e relatou "a angústia que se esperava à noite e às seis da manhã com a subida da maré."Ter 52% seria "um risco inaceitável"Repetindo que "as sondagens não elegem Presidentes da República", Seguro pediu o voto para combater a "instabilidade", garantindo "previsibilidade política". Por um lado disse ser "muito humilde", garantindo que respeita "os resultados democráticos." Por outro, avalia que "quanto maior votação tiver mais legitimidade tem". Sem reconhecer a expressão de receio, há clara compreensão de que a desmobilização pode afetar a eleição.E quando foi confrontado com uma vitória eleitoral, mas por 52% dos votos, Seguro deu uma guinada discursiva. "Isso seria um risco inaceitável. As pessoas têm a sua escolha. Eu julgo que nunca houve em Portugal uma escolha tão simples. Porque são dois caminhos completamente diferentes, e dois perfis completamente diferentes. E, portanto, aquilo que eu peço aos portugueses é que não arrisquem. E façam o voto do lado certo", atirou.Expressou preocupação pela dificuldade de cidadãos para o voto no domingo e pediu "circunstâncias iguais" para todos, consagrando "um direito que está na lei.".Sondagem DN/Aximage: Seguro com vitória garantida e Ventura pode ter uma percentagem ao nível da AD.Comício de Seguro em Lisboa não terá líderes partidários