O ex-presidente do PSD Santana Lopes defendeu esta sexta-feira, 9 de janeiro, que a Presidência da República ficaria “bem entregue” a António José Seguro e mostrou-se “tranquilo” com uma vitória do socialista, salvaguardando que não está a expressar o seu voto.A visita da caravana de Seguro à Câmara da Figueira da Foz, liderada por Santana Lopes, não estava prevista na agenda e foi comunicada durante uma outra ação de campanha, tendo os dois políticos estado à conversa com os jornalistas e, depois, em privado.“Nesta disputa eleitoral há candidatos que nos deixam tranquilos quanto à hipótese de ganharem, outros que não. Com o doutor António José Seguro desde o principio não tenho dúvida nenhuma que se ele ganhar – não estou a expressar o voto, só para a semana – a Presidência da República ficará bem entregue. Isso não quero deixar de o dizer. Por todas as razões e mais algumas”, enfatizou Santana Lopes..Cerca de 218 mil eleitores inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade nas Presidenciais.Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas presidenciais de 18 de janeiro, concorrendo a estas eleições 11 candidatos, um número recorde.Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.O vencedor deste sufrágio vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que termina o seu mandato em março.Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta, haverá uma segunda volta em 08 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados..Cotrim assume que disputa com Seguro seria a mais interessante. Adversário aponta aos 2,5 milhões de votos na 2.ª volta.Gouveia e Melo critica cinismo dos anúncios de medidas proclamatórias. Marques Mendes diz que saúde está demasiado politizada