Paulo Rangel assegura que a posição de Portugal face ao conflito no Médio Oriente é clara e diz que o País tem "razões para querer que foram respeitadas" as
condições de utilização da Base das Lajes por parte dos Estados Unidos.
Paulo Rangel assegura que a posição de Portugal face ao conflito no Médio Oriente é clara e diz que o País tem "razões para querer que foram respeitadas" as condições de utilização da Base das Lajes por parte dos Estados Unidos.Foto: Tiago Petinga/Lusa

Rangel garante "leal colaboração" dos Estados Unidos na utilização da Base das Lajes

O ministro dos Negócios Estrangeiros está esta tarde a ser ouvido no Parlamento e escolheu começar pelo Médio Oriente, frisando que Portugal é favorável "a uma resolução diplomática do conflito".
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Paulo Rangel, na audição na Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, esta tarde de terça-feira, 7 de abril, identificou seis "vetores" que atribui a Portugal face ao conflito no Médio Oriente, assegurando que todo o processo, incluindo a utilização da Base das Lajes, nos Açores, por parte dos Estado Unidos, tem sido gerido com "transparência", não havendo por isso "razões para crer que não foram respeitadas" as condições acordadas entre os dois países.

Depois de escolher começar a sua intervenção precisamente pelo conflito no Médio Oriente, classificando-o como um "tema central da atualidade pelo seu impacto decisivo", Paulo Rangel indentificou como primeiro vetor o facto de Portugal não apoiar e não subscrever a "intervenção militar" levada a cabo pelos Estados unidos e Israel no Irão.

Como segundo ponto, o ministro dos Negócios Estrangeiros esclareceu que tinha "muita matéria" para responder às várias "manipulações" que têm circulado sobre a posição de Portugal face a este conflito, no entanto, vincou, escolheu não o fazer, "dada a gravidade da situação".

Logo a seguir, o ministro lembrou "que Portugal privilegia a via diplomática" e que "durante todas esta crise" tem estado em contacto como todos os seus homólgos dos países atingidos.

Como quarto vetor, Paulo Rangel fez questão de trazer o conceito de "transparência" para a utilização da Base das Lajes por parte dos Estados Unidos, assegurando, sobre as condições acordadas: "Temos razões para crer que foram respeitadas."

Aludindo ao Acordo Técnico das Lajes, Paulo Rangel lembrou, citando, que Portugal, "sem prejuízo da plena soberania sobre o seu território, mar territorial e espaço aéreo", concede "a autorização para a utilização e manutenção das instalações necessárias à condução de operações militares, bem como para o trânsito de aviões militares dos Estados Unidos da América pela Base das Lajes".

Vincando a transparência que evocou, o chefe da diplomacia portuguesa explicou que, desde 15 de fevereiro, na Base das Lajes, "o total de aterragens [por aeronaves americanas] é de 76".

"Sobrevoos no espaço aéreo são 25", acrescentou, falando num total de 101 movimentos aéreos.

Como quinto ponto da intervenção inicial da audição parlamentar, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que há sempre negociações com os Estados Unidos – que, vincou, são um "aliado" – e que muitas vezes Portugal diz que não, mas, lembrou, "isso não aparece nos jornais".

"Se as nossas bases estão a ser utilizadas, nós dizemos que sim", insistiu o chefe da diplomacia portuguesa, afastando qualquer posição ou juízo de valor em relação ao que "outros governos" têm feito.

Como último ponto, Rangel afirmou que Portugal "está contra o atingir de qualquer infraestrutura civil", pelo que, "se estamos a favor duma solução diplomática não somos a favor duma escalada no terreno ou retórica".

Em atualização.

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