O deputado do PS Nuno Fazenda abriu o debate de urgência desta quarta-feira, pedido pelo PS, com críticas à reprogramação do PRR optada pelo Governo.
O deputado do PS Nuno Fazenda abriu o debate de urgência desta quarta-feira, pedido pelo PS, com críticas à reprogramação do PRR optada pelo Governo.Foto: Leonardo Negrão

PS acusa o Governo de falta de transparência e "incapacidade" de realização na execução do PRR

O Governo confirma que a taxa de execução do Plano de Recuperação e Resiliência, no valor de 22 mil milhões de euros, no que diz respeito ao "cumprimento de marcos e metas", é de 75%.
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No debate de urgência desta quarta-feira, 20 de maio, pedido pelo PS sobre a "má execução" do Plano de Recuperação e Resiliência, que remonta a 2020, o deputado socialista Nuno Fazenda afirmou que, com as reprogramações do Governo, "tem sido um cumprimento ilusório, burocrático, na secretaria", acima de tudo "porque retira metas e marcos e retira também investimentos, porque não os conseguiu concretizar desde que está em funções".

De acordo com o parlamentar do PS, o Governo "já retirou 85 marcos e metas e por isso, mais do que PTRR, com projetos para 2034, o que é mesmo importante é que o governo concentre as energias na execução do PRR".

O secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, argumentou que "ao estado de hoje, aquilo que nós temos", no que diz respeito a "marcos e metas" cumpridos, é uma execução de 75%.

"Dos objetivos, temos 13,8 mil milhões de euros pagos, que corresponde a 92% daquilo que nós recebemos da Comissão Europeia", afirmou Hélder Reis, acrescentando que "em 2024 Já tem sido falado que tínhamos apenas pago 60% daquilo que recebemos".

O Chega considerou que este debate, sobre a execução do PRR era "uma ironia política à vista de todos", tendo em conta que é foi requerido pelo PS, afirmou o deputado Pedro Tavares, acusando a bancada socialista de querer "aplicar a velha memória curta e atirar mais uma vez areia para os olhos das pessoas".

"O PRR foi desenhado, anunciado e lançado pelo Partido Socialista em 2021, vendido aos portugueses como uma grande bazuca transformadora da economia nacional. E hoje, quem nos traz é quem nos pede urgência para corrigir essa má execução?", questionou o deputado, deixando a pergunta a pairar.

Os ataques ao PS seguiram-se também por parte da bancada do CDS, com o deputado João Almeida a considerar que o PS teria de "governar durante 20 anos para acabar de executar o PRR".

"Quantos centros de saúde? Nenhum, mas agora é que ia ser", ironizou o deputado centrista, enquanto argumentava que as reprogramações do Governo serviram para corrigir os “erros de desenho” do Partido Socialista.

Em atualização.

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