Presença de 11 assessores contribui para sobrelotação na audição regimental a Luís Neves
A sobrelotação da sala onde decorre esta terça-feira (8 de setembro) a audição regimental do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e que originou reparos de vários deputados - até porque era suposto que o agendamento da Comissão de Assuntos Constitucionais ocorresse na Sala do Senado, sendo alterada por falta de condições dessas instalações -, estará relacionada com a comparência de um elevado número de pessoas com que os serviços da Assembleia da República não contavam.
Ao que o DN apurou, além dos secretários de Estado Telmo Correia, Rui Rocha e Paulo Simões Ribeiro, Luís Neves terá sido acompanhado por 11 assessores, seus e dos membros da sua equipa ministerial. Por outro lado, além dos titulares dos vários partidos na Comissão de Assuntos Constitucionais, também compareceram suplentes e um número acima do comum de jornalistas.
Tanto assim que nem todos puderam ficar na sala onde o ministro da Administração Interna está a responder a perguntas dos deputados, numa audição que deverá ser interrompida para a realização do plenário em que será discutida a moção de censura apresentada pelo Chega.
Quanto aos motivos para que a audição não tenha podido decorrer na Sala do Senado, como estava previsto - o que motivou reparos do líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, reputados de "perversos" pela social-democrata Paula Cardoso, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais -, estarão relacionados com a necessidade de refrigeração para o funcionamento dos equipamentos de captação de som e imagem que estão atualmente instalados, o que levaria a que a temperatura se tornasse dificilmente suportável para uma sessão que se antevia prolongada.
Certo é que a Assembleia da República já assinou um contrato com a empresa Amperel - Eletrónica Industrial, na sequência de um concurso público para a aquisição de um sistema de captação e realização da Sala do Senado para o Canal Parlamento, no valor de 143.500 euros (acrescidos de IVA). Esse contrato, assinado a 26 de agosto, previa três meses de execução, prevendo a instalação de meios como uma coluna robotizada de câmaras com controlo remoto, mas as obras ainda nem terão arrancado, devido a outros problemas no espaço nobre da Assembleia da República.
