PCP quer aumento das pensões em 50 euros a partir de julho

PCP quer aumento das pensões em 50 euros a partir de julho

Comunistas querem que esta proposta abranja todos os pensionistas e defendem esta solução em detrimento dos suplementos extraordinários que os governos têm decidido.
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O PCP vai propor um aumento intercalar de 50 euros para todas as pensões a partir de 01 de julho, anunciou este sábado (2 de maio) o partido, em comunicado.

O Grupo Parlamentar do PCP quer que esta proposta abranja todos os pensionistas e refere que, “ao contrário dos suplementos extraordinários que os governos têm decidido, consolida no montante global de cada pensão e no cálculo da sua evolução futura”.

Na quarta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro considerou ser cedo para um aumento permanente das pensões mais baixas, mas admitiu um novo suplemento extraordinário se as finanças públicas permitirem.

"O pagamento de suplementos extraordinários foi a decisão que nós tomámos em 2024, que tomámos em 2025 e que está inscrito no Orçamento do Estado que tomaremos em 2026, se a meio do ano tivermos finanças públicas que nos permitam tomar tal decisão. Esse é um compromisso meu", disse Luís Montenegro, em resposta ao secretário-geral do PS.

José Luís Carneiro tinha apelado à "sensibilidade do primeiro-ministro" sobre as pessoas que recebem pensões mínimas e que são especialmente afetadas pelo aumento do custo de vida, perguntando se Luís Montenegro estaria disponível para cumprir "a palavra dada" de um suplemento extraordinário, mas insistindo num aumento "duradouro que melhore as pensões mais baixas".

O primeiro-ministro observou que o compromisso do PS "era diferente" e passava por "aproveitar um saldo da Segurança Social deste ano para comprometer o pagamento de pensões para 20, 30, 40 ou 50 anos de forma permanente". 

"Nós também queremos lá chegar, mas é cedo. Vamos primeiro colocar o país no trilho certo, a crescer com mais robustez e a ganhar, do ponto de vista económico, o fogo para poder tomar uma decisão desse calibre", disse Montenegro.

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