Ao contrário de Bloco de Esquerda e do PAN, o Livre não pede a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral. Ainda assim, o tom crítico é elevado e vai dominar intervenção do partido no debate quinzenal com o primeiro-ministro esta quarta-feira. "Entendemos que a ministra deve fazer uma profunda reflexão sobre se deve continuar. O primeiro-ministro deve fazer reflexão também. Contudo, não pode ser imputada a responsabilidade apenas à ministra. Há uma enorme incapacidade de perceber a tragédia em mãos. Face ao que foi sendo comunicado, desde a dificuldade dos serviços, à falta de capacidade de intervenção da proteção civil, haverá muitas críticas ao Governo, como um todo. A ministra não pode ser um bode expiatório", afirma o deputado do Livre Paulo Muacho. O parlamentar alarga a crítica a muitas pastas. "Foi uma insensibilidade bastante grande do ministro da Economia [Castro Almeida] dizer que as pessoas se tinham de aguentar com o salário do mês passado, infelizmente o primeiro-ministro também comunicou mal, Leitão Amaro [ministro da Presidência] teve um instinto promocional depois", explana, sem se querer alongar quanto a possíveis substituições no Executivo.Recorde-se que o Livre apresentou propostas no sentido de dotar de maior preparação as respostas a emergências (ver mais aqui).Adiantou que para o debate quinzenal o Livre deverá priorizar também a Saúde, enfatizando que "a defesa ao Serviço Nacional de Saúde é prioritária" e que "há informações que mostram que o caminho que o Governo está a seguir não o vai melhorar.".Inês de Sousa Real defende saída da ministra da Administração Interna, mas não para substituir por Leitão Amaro.José Manuel Pureza: "A ministra da Administração Interna já não o devia ser"