Nuno Melo, o presidente do CDS, defende que " Portugal não merece nem precisa de outra crise de outra crise política".
Nuno Melo, o presidente do CDS, defende que " Portugal não merece nem precisa de outra crise de outra crise política".Foto: Gerardo Santos

Nuno Melo deixa um aviso: "Portugal não merece nem precisa de outra crise política"

Durante as jornaldas parlamentares da AD – sob o mote 'Governar com Resultados' –, o ministro da Defesa e líder do CDS fez um balanço dois anos de governação PSD com CDS.
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O presidente do CDS, Nuno Melo, recordou, durante as jornadas parlamentares da AD, esta segunda-feira, o colapso do Governo socialista em 2024, afirmando que o país vivia “com fluxos migratórios totalmente descontrolados, com o SEF desmantelado” e com serviços públicos em degradação. “Foi por isso que o Governo caiu em 2024. A culpa própria não pode ser por nenhum outro motivo”, disse, acusando o PS de ter deixado Portugal “num estado de desagregação contínua”.

Nuno Melo, nas jornadas conjuntas do PSD com CDS, sob o mote "Governar com Resultados", que decorrem esta tarde em Cascais, fez um balanço de dois anos de governação dos dois partidos, apontando o dedo a recentes episódios, como o chumbo das alterações à Lei da Nacionalidade, na passada sexta-feira, que propunha a perda de nacionalidade para quem comete crimes, e ao chumbo da reforma do Código do Trabalho, que, há quase três semanas, marcou o congresso do PSD.

O ministro da Defesa, no balanço, justificou as decisões tomadas por ambos os partidos, centrando-se mais no ataque aos principais partidos da oposição: Chega e PS. O PS teve “todas as oportunidades” para governar, mas acabou por protagonizar “os maiores fracassos e desperdícios em 50 anos de democracia”, observou Nuno Melo, afirmando, numa alusão ao mote das jornadas parlamentares, que a AD aposta nos resultados.

Nós fizemos em dois anos o que os socialistas não fizeram em oito”, declarou, apontando reformas na Defesa, a área que tutela, aumentos de rendimentos, redução de impostos e superávit orçamental. O ministro dirigiu também críticas aos “populistas”, numa referência implícita ao Chega, avisando que os maiores dois partidos da oposição “podem aliar-se outra vez, para que venha aí outra crise”.

Nuno Melo, sobre os "populistas", sem referir o Chega, descreveu esses atores como forças que “não têm quadros, não têm políticas, não têm limites, não têm estruturas” e que estão “empenhados em sabotar instituições”. Alertou ainda que "os portugueses sabem que não têm nada a ganhar com a transformação dos populismos em poder”.

Acusações ao Chega e PS

O líder do CDS considerou que as eleições legislativas de 2025 não tinha razão de ser porque, argumentou, o país não vivia "numa crise económica", "financeira" ou "social". "Levávamos dois anos a resolver os problemas dos portugueses, um um. No entanto, o PS e o Chega quiseram a crise política", acusou.

Sobre a possibilidade de novas eleições legislativas, Nuno Melo apontou a responsabilidade à oposição. “Se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores outra vez, se não nos quiserem deixar governar, podem ter outra grande desilusão” , avisou, numa alusão indireta aos chumbos da reforma laboral e das alterações à lei da nacionalidade.

Sobre o primeiro tema, Nuno Melo lembrou a "cambolhota de André Ventura", referindo-se à decisão do Chega de votar, à última hora, contra a proposta de lei do Governo para rever a lei laboral. O governnate ainda falou no "punho cerrado do secretário-geral comunista da CGTP", sem referir o nome do líder da central sindical, Tiago Oliveira, que aplaudiu no Parlamento a decisão da maioria dos deputados em chumbar a iniciativa do Governo.

O ministro classificou como “irresponsável” qualquer tentativa de bloquear a ação governativa e sublinhou que a AD procura estabilidade, argumentou. "Não governamos com arrogância”, garantiu. O ministro destacou ainda o investimento em Defesa, afirmando que Portugal atingiu “2,01% do PIB”, algo que “o Partido Socialista nunca conseguiu”. Criticou o PS por ter mantido a Defesa “na gaveta” durante oito anos e afirmou que o atual Governo trouxe o setor “para a primeira linha das comunidades atlânticas”.

O que atingimos é simplesmente notável”, disse, defendendo que o país vive hoje “tempos de crescimento económico” e que a AD tem “o direito legítimo de continuar este trabalho”. Melo encerrou com um elogio aos grupos parlamentares do PSD e CDS, que descreveu como “impressionantes”, e com a afirmação de que a "AD representa uma ideia de Portugal".

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